domingo, 29 de novembro de 2009

Sonhos de um Sonhador

O filme que vai contar a história de Frank Aguiar no cinema, no primeiro semestre de 2010, iniciou as filmagens no Estado de Frank Aguiar, foram quase 30 dias de no litoral, Teresina, Picos, Itainópolis e São Raimundo Nonato, locações do filme. Em São Raimundo Nonato, Frank interpretou o próprio papel no cinematográfico Parque Internacional da Serra da Capivara que promete encantar o Brasil no cinema. Os próximos Estados serão São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. A equipe de filmagem, que tem à frente o diretor Caco Milano e o diretor de fotografia Uli Burtin, mesmo de "Lisbela e o Prisioneiro", ficou encantada com o Piauí. Na Serra da Capivara, profissionais daqui e de de outros Estados, viram de perto, o que os brasileiros só vão assistir no próximo ano nos cinemas, os encantos, a magia e a importância científica e turística do Parque da Serra da Capivara para o mundo.

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Meu caro poeta e contista tarantular professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Piauí Airton Sampaio, o texto samba do criolo doido acima é de alguém da reportagem do Portal AZ, do meu querido amigo jornalista Arimatéa Azevedo. Quando eu trabalhava na redação de jornal, um texto assim era jogado imediatamente na Sexta Página. Por Jupíter, é isso que dá chegar aos 50 anos de idade! Porém, o texto faz justiça ao filme Sonhos de um Sonhador, do Frank Aguiar. Fecho aspa e vou correndo para debaixo das mangueiras do sítio Zodíaco, em Altos, bolinar na praia do meu descanso, que é o corpo da minha doce namorada... Fui...

Kaki Afonso, na Renovação com Compromisso

Dia 2 de dezembro, quarta-feira, será realizada eleição para a renovação da diretoria do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Piauí. O professor Doutor Carlos Ernando e a professora Doutora Kaki Afonso concorrem pela chapa "Renovação com Compromisso". Kaki Afonso, grande amiga minha, desde o tempo em que ela e a também arquiteta Ana Márcia trabalharam no Departamento de Patrimônio da Fundação Cultural do Piauí (e isso há mais de 20 anos), meu deu o seguinte depoimento, a respeito da sua candidatura: "Entrei mais uma vez na luta, para representar o nosso curso de Arquitetura e pleitear junto à Administração superior os nossos anseios e projetos e para fortalecer o nosso curso e a nossa profissão". Como acredito nos bons propósitos da Kaki Afonso, tomo a liberdade de pedir que os eleitores compareçam, participem e votem nela e no seu companheiro de chapa, pois como ela acrescentou: "A democracia é o caminho participativo pelo qual podemos colocar pessoas capacitadas e comprometidas com o crescimento e fortalecimento de nosso Centro de Tecnologia, nos cargos de Diretor e Vice-Diretor". É isso, devemos louvar quem bem merece, deixando o que é ruim de lado. E vou, seguindo adiante, porque atualmente só quero saber do que pode dar certo. Novembro, mês de Torquato Neto. Beijos e abraços a todos... (Foto de Kenard Kruel).

Mirla Clarice

Parece, mas não é. A nossa Marilyn Monroe se chama Mirla Clarice, advogada, minha vizinha, na Kenard Kaverna, que esta semana passou a trabalhar comigo em algumas causas possíveis e outras impossíveis que vamos torná-las possíveis. Aos atrevidos de plantão, aviso: a Dra., no momento, só pensa em petição, autos, processo, contestação, apelação, agravo, embargo, memoriais, reconvenção etc e tal. Recém-formada, procura o seu lugar no estrelato do Direito. Alguém dúvida?

Pra mim chega

Nacos de verdade deixam um vazio amargo. De uma intensidade tal que, mesmo passado alguns anos desse tempo obscuro são uma denúncio sempre que evocados. "Pra Mim Chega!" é o último poema de Torquato Neto. Um poema holocausto. Um bilhete suicida. Depois desse bilhete, o ato, e Torquato o fez. Nosso respeito e nossa homenagem ao seu trabalho e ao seu humor fatal. No Sul não se faz um humor risonho e franco. A mordaça é grande, a mordacidade maior, não é Millôr? Rettamozo. Tiago Recchia, Solda, Retta, Miran, Douglas Mayer e Dante Mendonça. Março, 1979, Editora Beija-Flor. Capa e coordenação editorial de Rettamozo.

Orelha de livro a gente escreve de ouvido? Já dizia Millôr Fernandes que "humor é coisa séria". E quando seis paranaenses, oriundos dos quatro cantos do pais unem-se para fazer humor, o resultado é um livro maravilhoso, divertido, louco, sadio, idiota, ih... que papo furado...

Tiago é de Tubarão. Pescador de sutilezas: o que cai na rede, deixe. Publicou na Folha de Londrina, e hoje, no Correio de Noticias. Solda é de São Paulo, apóstolo non-sense, premiado várias vezes em Piracicaba e por esse Brasil afora. Publica na revista Atenção, Passarola, Personal-Humor. Retta, um dos raros paranaenses que não são catarinenses: nasceu em São Borja. Humoreja como quem doma potro chucro. Chicoteia o texto, montado no surrealismo... e ... lá vamos nós de vereda no papo furado. Miran é de Paranaguá - o mar cercado de ilhas por todos os lados. Editou até no Pardon, na Alemanha. Premiado em Nova Iorque e até aqui. Editor do Raposa. Douglas é de Ponta Grossa (dizem), mas não vai nisso nenhuma propaganda. Ataca no Jornal de Indústria e Comércio e no Diário do Paraná. Dante é catarina, mas curte Curitiba como se fosse polaco. Atualmente no Estado do Paraná e na Tribuna do Paraná.

Todos juntos, cada um por si, e nenhum por todos, deu no que deu: este livro... e lá vamos nós de novo nesse papo furado. Nelson Padrella. Quem procurar, acha. (Solda).

Valter Alencar e a história da Televisão no Piauí

Valter Alencar Rebelo. Foto sem crédito.

Caríssimo Dr. Valter Alencar Rebelo! É com enorme prazer que, falando em nome da Fundação Nogueira Tapety, instituição a qual presido e, tenho a certeza, interpretando o sentimento de todos os oeirenses, eu o saúdo, desejando que o evento desta noite tenha o condão de torná-la inesquecível para todos nós aqui presentes.

Quero dizer, também, que o lançamento do seu livro em nossa terra muito nos honra, mormente nesta data, pois sabemos que foi ontem mesmo o lançamento oficial da obra, em Teresina, ocorrido na Academia Piauiense de Letras, o que demonstra a importância atribuída por Vossa Senhoria a esta Terra de Mafrense. Talvez, isto se deva a um certo atavismo, tendo em vista o seu parentesco com o Visconde da Parnaíba, verdadeiro Proclamador da “Adesão do Piauí ao Grito do Ipiranga”.

Cerca de um mês atrás, fui procurado pela sua assessoria que solicitava nosso apoio logístico para o lançamento do livro “Valter Alencar e a história da Televisão no Piauí”, de sua autoria. De pronto, e com entusiasmo, aceitei a incumbência, por saber da importância do biografado na conquista deste marco civilizatório em que, queiramos ou não, se constituiu a televisão em nosso Estado. Ao preparar esta breve alocução de boas vindas, tive o que os psicanalistas chamam de um “insigt”. Revi-me, menino de 11 anos, totalmente só, quase escondido, sentado entre os enormes tambores vazios que, naquela época, serviam para o transporte de gasolina para posto do Seu Mário Freitas, situado na Rua da Feira, bem pertinho da minha residência. Com um radinho de pilha na mão, ouvia o jogo Brasil e Inglaterra. Estávamos na Copa do Mundo de 1970, mais especificamente no dia 7 de junho daquele ano. O Brasil venceu o jogo por 1 a 0, gol de Jairzinho. Meu sentimento, no entanto, muito mais que de entusiasmo pelo jogo em si mesmo, era de frustração por não ter ido – como outros, inclusive meu irmão mais velho, Paulo Jorge, fizeram, viajando em uma Kombi alugada – assisti-lo pela TV, em Teresina, que já recebia sinal televisivo da TV Ceará, de Fortaleza. Esta foi a primeira vez que senti falta dela, antes mesmo de possuí-la.

No dia 20 de janeiro de 1973, era, finalmente, inaugurada a retransmissão do sinal de TV Rádio Club, de Teresina, para Oeiras. Encontrei esta data encimada por uma foto em que aparece o meu querido tio Gerson Campos, de tão saudosa memória, e que viria a falecer parcos 21 dias depois, em 11 de fevereiro daquele mesmo ano. Também na mesma foto, o então prefeito Juarez Tapety, grande batalhador pela implantação da TV em nossa terra. Outro grande entusiasta do advento da televisão em nosso meio foi o professor Possidônio Queiroz, que chegou a adquirir ações comerciais do grande empreendimento do pioneiro da televisão no Piauí, Dr. Valter Alencar, seu avô. Aliás, o “Bruxo Velho de Oeiras” tornou-se arauto desta boa nova!

Então, com quatorze anos, ainda me recordo de ter sido, por quase um ano, “televizinho”. E olhe que meu pai tinha razoáveis condições financeiras. Acho que havia, como natural, uma desconfiança. “Será que não é fogo de palha?”, certamente meu genitor, há pouco falecido, como muitos outros, assim pensava.Os aparelhos de TV eram caros e raros, das marcas Telefunken e Semp, vendidos em poucas lojas e, mesmo, trazidas de fora. Mas a retransmissão, quase sempre, deixava a desejar e, durante anos (pelo menos até 1975) só funcionava até às 21h, aqui em Oeiras. Meu padrinho, o médico e escritor oeirense José Expedito Rêgo, nas páginas do seu jornal “O Cometa” vivia reclamando dessa precariedade.

Conto tudo isto para dizer da importância, inclusive sociológica, da história da TV no Piauí. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas, tenho certeza de que trará novas luzes para entender, com maior clareza, o nosso passado, único modo de se construir um futuro melhor.

Por fim, quero agradecer a todos os presentes, em especial ao nosso ilustre visitante, Dr Valter Alencar Rebelo; ao professor Pedro Júnior, Conselheiro da FNT, que gentilmente se dispôs a apresentar a obra; à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, na pessoa da secretária Carla Martins, pelo apoio cultural emprestado a este evento e ao amigo Josevan Jorge da Silva, Chefe do Cartório Eleitoral desta 5ª Zona, que, portador de uma simpatia contagiante, se desincumbirá, certamente, com brilhantismo, da função de Mestre de Cerimônias.

Muito grato a todos!

(Discurso de suadação proferido por Carlos Rubem Campos Reis, Presidente da FNT, ao ensejo do lançamento do livro “Valter Alencar e a História da Televisão no Piaui, no dia 27.11.2009, às 21h, no Café Oeiras)

Carlos Rubem Campos Reis
(089) 9984.0300

Literatura e História um diálogo mais que possível

O poeta Paulo Machado e a historiadora pós-doutora Claudete Dias trocando informações durante a mesa rendonda sobre Torquato Neto, na tarde do dia 27 último, no SESC / Centro, da Avenida Maranhão, dentro do projeto 1 Minuto Para Dança, sob coordenação de Luzia Amélia e Jone Clay. Foto de Kenard Kruel.

Coluna do Castello: Ai que falta que ela faz!

Carlos Castello Branco: o repórter do Brasil.

Chico Castro

Escrevo este texto em memória do jornalista Carlos Castello Branco, exemplo único do melhor jornalismo político do Brasil. Prestou, durante mais de 40 anos, um serviço de informação de primeira linha, marcado pela isenção e pela ética jornalísticas, atualmente qualidades pouco comuns no exercício da profissão. A Coluna do Castello no Jornal do Brasil sintetizou por 30 anos a história contemporânea do país,e era lida logo no café da manhã, por políticos e intelectuais independentemente de coloração partidária ou tendência artística. Ele nasceu em Teresina a 25 de junho de 1920, filho de Cristino Castelo Branco e de Dulcila Santana Castelo Branco.

No tempo em que a diáspora brasileira era mais evidente – nos anos 20 do século passado, mais de 80% da população morava no campo e o restante nas cidades, e hoje se verifica exatamente o contrário – Castello saiu do antigo Liceu Piauiense [antes fez o curso primário no Grupo Escolar Teodoro Pacheco] para buscar novos ares, ou melhor, em busca de um lugar ao sol, primeiro em Belo Horizonte, depois Rio de Janeiro e Brasília.Contava apenas 16 anos de idade quando partiu para a capital mineira. Ainda em Teresina já era apaixonado pelo jornalismo e pelos livros, segundo o depoimento de seu amigo e colega de Liceu, Abdias Silva, que o chamava pelo apelido de Pixote. Sua estréia literária deu-se num catálogo telefônico da capital com a crônica “Teresina na distância”.

Viveu em Belo Horizonte de 1937 a 1945 e ali formou-se em Direito. No início da carreira, foi repórter policial. Aprendeu na grei do jornalismo policialesco, que depois foi aprimorado no jornalismo político, que o que se pode dizer em duas palavras, não se gasta cinco, como lembrou certa vez sua mulher Élvia Castello Branco Lordello, também já falecida, em entrevista concedida depois das homenagens póstumas que o Senado Federal fez ao marido.

Em Belo Horizonte conviveu com pessoas do porte do poeta Emílio Moura que, para Carlos Drummond de Andrade, era o poeta de máxima importância para a lírica modernista tupiniquim, além, é claro, de escritores como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende, a fina flor da cultura brasileira que se consagrou desde os anos 50 até os nossos dias. De Belo Horizonte foi levado ao Rio de Janeiro pelas mãos poderosas e posteriormente udenistas de Carlos Lacerda e por Assis Chateaubriand, na época, o magnata da imprensa brasileira.

O ambiente mineiro não era apenas cultural. Latejava o sentimento da verve política. Juscelino Kubischek, prefeito indicado pelo interventor Benedito Valadares, nos estertores da ditadura de Vargas, motivou, creio eu, pela sua cativante idéia de modernização, a que jovens pretendentes à vida pública, desfraldassem a bandeira da redemocratização do país, conhecido como o Manifesto dos Mineiros de 1943, movimento liderado por Pedro Aleixo, Milton Campos, José Magalhães Pinto, Adauto Lúcio Cardoso, Afonso Arinos de Melo Franco e tantos outros.

Da mesma estirpe festeira de JK, nos tempos de Belo Horizonte,o jovem piauiense foi também um pé de valsa. Como disse o amigo e jornalista Wilson Figueiredo nessas horas o “Castelinho deixava a timidez e se esbaldava em coreografias”. Mas nunca abandonou o hábito da leitura. Machado de Assis, Balzac e Proust, em língua francesa, eram autores habituais, afora o imortalizado prazer pelo trabalho na redação de O Estado de Minas e depois no Diário da Tarde.

Naquela época, O Estado de Minas só tinha uma máquina de escrever na redação. Castello, excelente dactilógrafo, curso que aprendera com maestria ainda em Teresina, não se incomodava. Ficava acompanhando o noticiário da II Guerra pelo rádio, enquanto os jornalistas mais velhos, disputavam a tapas o único objeto de desejo da exígua sala de redação. Por sua influência conseguiu o primeiro emprego para Autran Dourado, e já no Rio de Janeiro, fez com que o mesmo ingressasse como advogado no antigo Departamento de Estadas e Rodagens.Mas Castello notou que o jornalismo não era a praia de Dourado e sim a literatura. Estava certo.

No Rio de Janeiro Castello combateu a ditadura Vargas. Mesmo sem ter filiação partidária, se inclinava para a banda de música da UDN. Depois da política, seu grande amor foi Élvia Lordello, baiana de Nazaré das Farinhas, jornalista, advogada, juíza do Trabalho, Procuradora-Geral do Tribunal de Contas de Brasília e Ministra do Tribunal de Contas da União, indicada pelo Presidente da República José Sarney. Quando deu ao marido a notícia da nomeação, recebeu o seguinte comentário: “Parabéns, para quem veio de Nazaré das Farinhas, é um belo fim de carreira.”

Dona Élvia esteve várias vezes em Teresina. Numa delas, na inauguração do busto em homenagem a Castellinho, em Teresina, evento idealizado pelo então prefeito Wall Ferraz, em 1993, prestou honras ao companheiro de 44 anos, saudando-o como um profeta dos acontecimentos políticos da Nação. E em outra ocasião especial, pelo menos para mim, quando me prestigiou no lançamento do meu livro A Guerra do Jenipapo, lançado em 2003, no Clube dos Diários. Sempre mantivemos longa e sincera amizade, quer nos encontros casuais em Brasília, quer em seu apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro, onde entre um copo de whisky e uma água de coco, mantivemos longas conversas sobre diversos assuntos, inclusive sobre seu enlace com Castello, que ela, em princípio, não queria se casar de jeito nenhum.

Élvia me contou que conheceu Castello na redação do jornal Diário Carioca. Ele chefe de redação e ela uma iniciante e intrépida jornalista vinda do interior da Bahia e que morava numa pensão na Cidade Maravilhosa. No lugar onde residia, passou a receber muitas flores sem saber quem era o desconhecido apaixonado. Até que Castello criou coragem e a pediu em casamento.”Não pense que vou lavar e passar sua roupa, arrumar casa, fazer comidinha e docinhos, arrumar a roupa que você vai vestir no dia seguinte”, disse ao futuro marido. Ao que este lhe respondeu: “E quem lhe disse que estou procurando uma empregada doméstica? Procuro uma companheira e esta é você”, arrematou. O padrinho de casamento foi Expedito Resende, embaixador do Brasil no Vaticano.

Castello entrou para a Academia Brasileira de Letras como jornalista e não como escritor, como disse no seu discurso de posse. Foi saudado pelo acadêmico José Sarney que lhe respondeu que ele entrava naquele sodalício como escritor, sim, sem deixar de ser jornalista. “No vosso caso, Sr. Carlos Castello Branco, o jornalismo, além de atividade dominante, tem uma feição especial, a do jornalismo político. E o que é o jornalismo político? É o político que fez do jornalismo a sua tribuna.”, enalteceu Sarney. Como escritor publicou os seguintes livros: Continhos brasileiros, 1952; Arco do Triunfo, romance, 1958; Idos de março, depoimento político, em colaboração, 1964; Introdução à Revolução de 1964, seleção de suas colunas, 2v, 1976; Os Militares no Poder, seleção de suas colunas, 3v, 1976-1979; Retratos e fatos da história recente, obra póstuma sobre personagens da política brasileira, 1994; e a Renúncia de Jânio, obra póstuma, 1996.

Numa de suas últimas viagens à terra natal, revelou para um grupo de amigos que o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu em Teresina e não no Ceará. Um dos acontecimentos mais espetaculares de sua vida, foi a renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, do qual era secretário de Imprensa. Tenho comigo a carta-renúncia escrita à mão e depois datilografada que eu mandei, há algum tempo, para o jornalista Kenard Kruel. Ele deve ter perdido (Nota Kenard Kruel: Perdi não, guardo a sete chaves, com todo o zelo, seu boca do inferno). Um verdadeiro documento da história do Brasil, pelo cinismo e pela singeleza. Na verdade, Jânio deu uma de joão-sem braço. Pediu a renúncia para voltar como vítima para o Palácio do Planalto. O tiro saiu pela culatra. Perdeu a Presidência e a vergonha colocando o país três anos mais tarde no buraco negro da ditadura militar.

Carlos Castello Branco morreu no dia 01 de junho de 1993, aos 72 anos. Foi jornalista de três constituições, a de 1946, 1967 e 1988. Exerceu a profissão ao longo do mandato de 13 presidentes da República e durante 31 anos redigiu a famosa Coluna do Castello no Jornal do Brasil. Após sua morte, disse o ex-presidente Collor de Mello: “E agora, por onde vou começar a ler os jornais”?

Na minha modesta opinião não existe mais jornalismo político no Brasil, mas jornalistas que escrevem sobre política. A prova é que nunca mais, pelo menos no Jornal do Brasil, que acabou virando um tablóide, ninguém ocupou mais o lugar de Castello, Castellinho, Castellão.

Chico Castro, poeta, jornalista, pesquisador, historiador.

Fonte Francelino Pereira, Castelinho, o reinventor do jornalismo político no Brasil, Editora do Senado, Brasília, 2001.

sábado, 28 de novembro de 2009

Enquanto isso, na Delegacia da Mulher...

Arquiteta doutora Kai Afonso em visita à amiga delegada da Mulher (Centro) Vilma Alves. E eu, passando por lá, não poderia deixar de registrar este grande encontro. Duas mulheres de fibra. Do meu máximo gostar e profundo bem querer.

Elias Paz e Silva

Não contei conversa. Estava na Delegacia da Mulher, na 24 de Janeiro, para uma audiência, quando vi passar o poeta Elias Paz e Silva (foto arriba). Sai correndo. - Poeta, já saiu o livro? - Saiu. - Quanto? - 10 reais. Autográfa um. - Na Hora. E assim, debaixo das mangueiras do Zodíaco, em Altos, estou lendo Canto das Letras (Oficina da Palavra. Paulo Machado, poeta e historiador de renome, afirma que neste livro estão dissiminadas e habilmente camufaldas lições da arte poética que, em alguns poemas, remontam à antiguidade clássica, e, em outros, às experiências pós-modernas. Minha doce namorada parece não entender nada disso, mas que está gostando deu bolinar ela, isso está. Ainda mais com recital poético de primeira linha em seus lindos ouvidinhos. Que Sariema que nada, meu poeta de Tuntum-MA Emerson Araújo, Ai que Vida é aqui e agora...!!! Foto de Kenard Kruel.

Kenard Kruel e a bestecelagem no Piauí

Meu caro M. de Moura Filho, feliz em dizer que no dia 10 de dezembro recebo os 20 mil exemplares da 3ª edição do livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida. Revista e super ampliada. Já tenho 5 (cinco) mil livros vendidos para um grande mecenas de Teresina, na área jurídica, que também já comprou igual quantidade do livro História do Piauí, que fiz em parceria com o meu irmão historiador e Mestre em Educação Gervásio Santos. História do Piauí eu recebo também no dia 10, quando estarei dando entrada na Halley do livro Eurípides de Aguiar - Escritos Insurgentes. Como diria Mário Quintana, enquanto eles passarão eu passarinho, devagar debaixo das mangueiras do Zodíaco (meu novo sítio em Altos), bolinando minha doce namorada. Na foto acima, de Jean das Neves, após palestra ontem à tarde no SESC, autografando meus livros para a garotada e os velhos companheiros de estrada literária.

Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida

Eu recomendo a leitura do livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, de autoria do jornalista Kenard Kruel. (Claudete Dias, pós-doutora em História. Atriz (Eva) do filme Adão e Eva do Paraíso ao Consumo. Torquato Neto no papel do Adão). Foto de Kenard Kruel.

Todo Dia é Dia D Torquato Neto

Kenard Kruel, Claudete Dias, Paulo Machado, George Mendes.
Foto de Débora Radassi.

Para homenagear o artista multimídia, um dos idealizadores do movimento Tropicália, o poeta Torquato Neto, a Cia Luzia Amélia e o SESC Piauí realizaram, por meio do Projeto #1 Minuto Para Dança, intervenção artística e Mesa Redonda nos dias 25 e 27 desta semana. Torquato Neto, nascido a 9 de novembro de 1944, em Teresina, no Piauí, e falecido a 10 de novembro de 1972, no Rio de Janeiro, foi um dos precursores do Cinema Marginal no Brasil. Na programação do dia 25, às 9h, intervenção e percurso com a Cia. Luzia Amélia, nas Ruas do Barracão. Já no dia 27, às 16h, Mesa Redonda com George Mendes (primo do poeta Torquato Neto, músico e publicitário), Kenard Kruel (biógrafo, pesquisador, autor do livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida), Paulo Machado (poeta, pesquisador) e Claudete Dias (historiadora e atriz, participou do filme Adão e Eva do Paraíso ao Consumo, fazendo o papel da Eva), no Auditório do SESC, na Avenida Maranhão, 101 – Centro.

Prazer em Ler

O Instituto C&A lançou o edital do programa Prazer em Ler, exercício orçamentário 2010/2011, para selecionar organizações sociais que trabalham com projetos de incentivo à leitura. As inscrições podem ser feitas até 11 de dezembro. Podem se candidatar organizações que trabalham com educação de crianças e adolescentes e desenvolvem atividades de incentivo à leitura e formação de leitores. O instituto apoiará “pólos de leitura", ou seja, projetos de leitura elaborados em conjunto com outras organizações (no mínimo quatro), que também desenvolvem ações nesta área. Saiba mais clicando aqui. Desenho by Solda (o curitibano mais piauiense que eu conheço).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Piaullywood

Desenho de João de Deus (Netto).

Fazer filme no Piauí agora virou moda. Além dos filmes de Frank Aguiar, Cícero Filho, Douglas Machado e João Claudino, tem mais outra produção em andamento. É o longa "Nossa Senhora dos Remédios", que conta a história de Picos. A produção é do cineasta Flávio Guedes e dos atores do PBC - Projeto Bar Cultural. Já temos Hollywood, na Califórnia e Bollywood, na Índia. Aqui teremos o que Eugênio Rêgo, Piaullywood? (Eli e Élida - coluna Em Off).

Xuxa inaugurará Cemitério Sasha na UFPI

By Solda. Foto sem crédito.

Por Jupíter!, meu caro poeta e contista tarantular Airton Sampaio, professor do Departamentos de Letras da Universidade Federal do Piauí, li, em todos os meios de comunicação do Estado, o mesmo texto produzido pela assessoria de comunicação da Ufpi informando que na próxima segunda-feira o Reitor professor Doutor Luiz dos Santos Júnior inaugura o Cemitério de Animais Cadelinha Sasha e o Núcleo de Inovação Tecnológica (NINTEC). Realmente, com a inaguração deste Cemitério, o vosso Reitor inova tecnologicamente o saber piauiense. Enquanto isso, a Livraria Mons. Melo, que funciona ali ao lado do Restaurante Universitário e da Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco, não tem computador com uso de internet e nem site. Mas, deixemos essas coisinhas de menor importância e voltemos, com mente aberta e corpo sã, à grande inauguração do Reitor Doutor, com uma perguntinha bobinha deste velho urso hibernador em sua Kenard Kaverna? A Xuxa virá para a inauguração do Cemitério que, me parece, é uma homenagem (in) direta à sua filha Sasha, ou isso é coisa daquele Anjo Andarilho dos Quintos ou das Quintas da Mocha Joca Oeiras para aborrecer você e todos nós de uma vez por todas e todas por uma vez?!!! Pois é, meu caro Deoclécio Dantas, antes durante e depois de Donizete Adalto, a gente morre mesmo e não vê tudo. Ora, pois, pois, depois do título Honoris Causa ao ex-governador Hugo Napoleão do Rêgo Neto, o Reitor da UFPI pode fazer mesmo o que ele quiser, com ou sem apoio do seu vice-Reitor professor também Doutor Edwar Castello Branco, que agora quer porque quer que a oposição o aceite como o grande líder do navio abandonado na praia do reino encantado da Fazenda Piauí. Foi por essa e outras que criei (com Zé Elias Arêa Leão e a Sulica) o Salão de Humor do Piauí, hoje patrimônio universal e individual do Albert Piauí, neo cidadão de Água Branca do Zózimo Tavares, o queridinho do Kleber Monstrezuma.

"A Saga Crepúsculo Lua Nova" no Piauí

Arte e Artemanhas no Piauí.


Outro dia estive falando aqui no ISTO É PIAUÍ sobre a revolução digital que produz abundância de produtos e nichos de consumo na internet. Os jovens do Piauí estão conectados com esse mundo globalizado. Uma pequena prova disse foi a estréia do filme "A Saga Crepúsculo Lua Nova", (20/11/2009) no Teresina Shopping. Foi um tumulto. Centenas de adolescentes queriam ver o filme...Os ingressos se esgotaram em menos de uma hora.O filme que iniciaria às 13 horas, teve quer ser antecipado para as dez e meia, devido à grande procura.

A Saga Crepúsculo: Lua Nova, é o segundo capítulo da série de Stephenie Meyer, o romance entre vampiro e mortal. É um filme simples e de pouco conteúdo: Bella Swan (Kristen Stewart) tem que enfrentar seu destino pelo amor do vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson). Como ela entra de cabeça nos mistérios do mundo sobrenatural que ela aspira em fazer parte, Bella descobre alguns segredos antigos que a coloca mais em perigo do que nunca.

O filme "Lua Nova" bateu o recorde de faturamento para as sessões de estreia nos EUA. Segundo a empresa responsável pela distribuição do filme, as exibições da meia-noite desta sexta, quando o filme estreou oficialmente, foram arrecadados US$ 26,3 milhões. O valor ultrapassa o recordista anterior, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", que havia faturado US$ 22,2 milhões com suas sessões de estreia.

O segundo filme da série dos vampiros adolescentes foi exibido em 3.514 salas nos EUA, o que gera uma média de arrecadação de quase US$ 7,500 dólares por sessão.

O jornalismo no Piauí


Como em qualquer outra profissão, o jornalismo também tem sua banda podre. Mas, para sermos absolutamente justos, convém não sucumbir ao simplismo da generalização, ao risco de nivelar por baixo. Convém ficarmos atentos a prática, efetivamente o critério da verdade.

Com todas as suas eventuais deficiências, a maioria dos blogs jornalísticos feitos por jornalistas contribue para inviabilizar, ou pelo menos aplacar, um vício histórico, que é a utilização da informação como moeda de troca. Um recurso de vasto uso pelos barões da comunicação, que assim vendem proteção, na forma de silêncio, diante das tramóias e desvios éticos dos inquilinos do poder.

Preciamos defender uma ética universal específica para o jornalista, com traços operativos distintos das demais profissões. A ética jornalística não se reduz à normatização escrita, mas faz parte do processo interior do profissional, que deve se refletir no trabalho cotidiano e se relacionar à totalidade social.

Na conduta jornalística vigentes no Piauí, precisamos analisar temas como: cláusula de consciência, interesse público, privacidade, métodos lícitos e ilícitos na obtenção de informação. ISTO É PIAUÍ!

Antônio de Deus Neto, advogado e jornalista.
Emília e seu sax, sob a lente de Solda e o olhar atento de Albert Piauí - e a Companhia do Trombone do virtuoso Vando. Ebulição total no Salão Internacional de Humor do Piauí 2008. Parece até que foi agorinha há pouco, e faz uma senhora falta. Texto e foto: Dodó Macedo.

Adoniran Barbosa – Anotações com Arte 2010

O Livro / Agenda “Adoniran Barbosa – Anotações com Arte 2010” tem a idealização de Fred Rossi e na edição deste ano homenageia Adoniran por ocasião do seu centenário de nascimento em 2010. Os textos foram elaborados pelo jornalista Wladimir Soares, com edição do ator e dramaturgo Oswaldo Mendes. Já o projeto gráfico foi assinado por Paulo T .S. Hardt que, ao lado de Fred Rossi, também acompanhou toda a pesquisa. O livro é uma coleção de fotos e textos de passagens da vida do compositor e, ainda, é uma agenda do próximo ano e faz parte da coleção Anotações com Arte, que já produziu edições com Chico Buarque, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e os 50 Anos de Bossa Nova. Trata-se de uma agenda com páginas semanais intercaladas com histórias do homenageado, montando um painel biográfico.

O livro / agenda “Anotações com Arte 2010 – Adoniran Barbosa” abre com um belo texto de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, a filha do artista, e faz um passeio pela vida dele. Da infância ao grande sucesso como cantor e ator de telenovelas, cinema e rádio. Para escrever este trabalho, Wladimir Soares fez intensas pesquisas, entrevistou personagens que marcaram a vida de Adoniran Barbosa. Estão presentes depoimentos de Sérgio Rosa, do “Demônios da Garoa”, Eva Wilma, com quem trabalhou na novela “Mulheres de Areia”, Ernesto Paulelli, o amigo homenageado em “Samba do Arnesto”, o maestro Júlio Medaglia, o compositor Paulo Vanzolini, o produtor Pelão e Sérgio Rubinato (o sobrinho de Adoniran que o acompanhou nos seus últimos shows). Esta publicação traz também em cada página, um “causo” – como diria o poeta – é contado, como a primeira gravação de “Saudosa Maloca”, a paixão pelo Corinthians e as parcerias com Hilda Hilst e Vinicius de Moraes. O livro é uma ótima ideia para ter na sua mesa de trabalho ou para presentear alguém. Saiba mais: www.anotacoescomarte.com.br

Sobre Wladimir Soares - Jornalista, crítico musical, restauranteur, produtor cultural, diretor de shows e de espetáculos teatrais. Nasceu em Mirandópolis (SP) em 1945. Estreou, como ator, no musical O&A, de Chico Buarque de Hollanda, encenado pelo TUCA, em 1967. Iniciou como jornalista em A Gazeta, em 1970. Começou a atuar como restauranteur em 1980, com a inauguração do Spazio Pirandello. Estreou como diretor musical no espetáculo Borboleta Amarela, de Irene Portela, em 1981. Dirigiu espetáculos com Rita Lee (Sinfonia da Floresta, gravado em CD com o nome de Pedro e o Lobo), Claudia Matarazzo, Rosa Maria, Guilherme Vergueiro. Foi crítico de música do Jornal da Tarde (SP). A partir de 1992, Wladimir se tornou produtor cultural e, como Secretário de Cultura de Indaiatuba (SP), criou e produziu projetos como Maio Musical, Leitura no Bosque, Domingo No Parque e criou a Orquestra de Câmara de Indaiatuba. Desde 2003, Wladimir Soares mora em Florianópolis. Lá, foi crítico de música do jornal A Notícia (2003/2005) e produziu apresentações de espetáculos como Terça Insana, de Grace Gianoukas (Teatro do CIC, 2004) e shows com Eduardo Dussek (Tac, 2004), Rosa Maria & Guilherme Vergueiro (TAC, 2005) e Diálogo dos Pênis (TAC, 2004 e 2006). Como diretor de teatro, Wladimir dirigiu uma das estações do espetáculo de rua Auto de Natal (2003), a comédia Teatro de Quinta (Café Matisse, 2004), Feitiço Andaluz (de e com Margarida Baird, Teatro da Ubro, 2005), Foi Bom Pra Você? (de Luis Fernando Veríssimo, com Beto Monaco e Régius Brandão, Teatro da Ubro e Teatro Álvaro de Carvalho, setembro e outubro de 2006 e março de 2007), Lá, de Sergio Jockymann, com o ator Gerson Prax (2007, Teatro Armação) e fez a curadoria da exposição Circo, de Hassis (Prédio da Alfândega, 2006). Em 2007, escreveu o livro Spazio Pirandello - Assim Era, Se Lhe Parece, publicado pela Editora Jaboticaba (SP).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O I Ciclo de Filmes Ambientais do Centro de Tecnologia da UFPI, sob a coordenação da professora Maria Eulália Ribeiro Gonçalves, do Departamento de Estruturas do CT/UFPI, convida o SOS CLIMA TERRA para palestra e projeção do filme "HOME - nosso planeta, nossa casa". O SOS CLIMA TERRA - Campanha Mundial por Justiça Climática e Contra o Aquecimento Global - maior fórum do mundo tratando da questão, são milhares de organizações em 100 países (ONGs, universidades, igrejas e sindicatos).

No dia 12 de dezembro próximo, data que coincide com o meio da Conferência das Partes (Cop-15) da ONU de Mudanças Climáticas, Copenhagen, Dinamarca - 7 a 18 de dezembro, acontecerá a Marcha Mundial por Justiça Climática e Contra o Aquecimento Global em 100 países ao mesmo tempo, no Brasil em 200 cidades.

Como parte do processo de sensibilização da população para o tema, o SOS CLIMA TERRA, em parceria com a UFPI, convoca toda a comunidade acadêmica a assistir ao filme "HOME - nosso planeta, nossa casa"- diretor Bertrand, que esta sendo considerado o mais importante filme ambiental do mundo, às 17 horas do dia 1 de dezembro, no auditório do Centro de Tecnologia - CT da UFPI, onde haverá a apresentação da campanha e informações sobre a Marcha do dia 12 de dezembro.

Mais informações sobre a campanha, acesse www.sosclimaterra.org.

Meninas no Salão

Josy Brito, Laura Macedo e Vera Solda, quando coavam vinho (!) num dos muitos encontros que tivemos em face do Salão Internacional de Humor do Piauí de 2007 (ou foi o de 2006? Meu Deus, que tempo matreiro!). Texto e foto: Dodó Macedo.

O instante

Ilustração via blog do Solda (com alteração).

Caminhávamos com passos amplos e rápidos. A conversa era muito subjetiva. Falávamos sobre pessoas que passam pela vida e não conseguem definir o que procuram. Citamos a possibilidade, segundo indicam alguns estudos, desses objetos de desejo sempre se deslocarem quando são atingidos. Ríamos enquanto nos certificávamos de estarmos perdidas, se isso fosse um fato. Estávamos fascinadas pela conversa e acho que cada uma, afinal, por si própria. Às vezes capturamos instantes meio mágicos e que se tornam interessantes talvez por serem raros. E aquele era um deles. Minha interlocutora parecia romântica e procurava o amor. Não gostei nada quando me comparei com ela. Achei-a portadora de sentimentos primitivos, intactos. Pensei que ela deveria ser do tipo que gostava de conversar sobre a própria relação. Coisa que eu abominava. Mas, como ela não extrapolava o nível mais abstrato, a conversa ainda parecia interessante. Ao final da caminhada ela voltou a ser a executiva e, eu, alguém que gostava de capturar esse Eu que as pessoas deixam aflorar, vez por outra, mesmo que na maior parte do tempo o escondam. A caminhada valeu, além de me possibilitar ficar em paz com meu peso.

Cursos gratuitos de violão e percussão‏

A partir de fevereiro do próximo ano, o Palácio da Música, inaugurado recentemente pela Prefeitura de Teresina / Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, vai oferecer cursos gratuitos de violão e percussão à comunidade. “Vamos atender a uma demanda da própria comunidade, que tem nos procurado muito para solicitar a realização desse tipo de atividade”, destaca o coordenador do Palácio, Luciano Klaus. Inicialmente, serão oferecidos cursos de violão e percussão, mas há a possibilidade de ampliação dessa oferta de acordo com as solicitações que a comunidade apresentar. “O Palácio foi concebido para ser espaço de aperfeiçoamento e apresentações dos grupos já existentes, no entanto, não podemos deixar de atender essa demanda”, afirma o professor Cineas Santos, presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. Os interessados em participar dos cursos devem procurar a direção do Palácio da Música, localizado entre as Ruas Santa Luzia e 13 de Maio, Centro da cidade, em janeiro.

Teresina à distância

Ponte João Luís Ferreira: Teresina / Timon.


Tenho dito volta e meia que o tema Teresina é travado na ponta dos meus dedos. E isso é verdade, pois nunca consegui escrever nada de substancial sobre esta cidade que um dia me acolheu em 1974 e que depois me expeliu de forma bruta e incontestável.

Reconheço que ao tentar escrever sobre a cidade sempre fui incompetente, piegas demais para o gosto público do meu amigo Airton Sampaio ou o para a gozação pujante de Manuel de Moura Filho, outro dileto amigo. Talvez um parágrafo sobre Teresina atingisse a delicadeza de João Luiz do Nascimento amigão, também, mas duvido muito

Teresina sempre foi, também, uma ferida travada na garganta em pleno sol a pino apesar das suas bodegas e dos seus calçadões solitários e depressivos neste momento.

Afirmo em primeira pessoa que me julgava incapaz de ter saudade assim de Teresina, mas ao me ausentar dela nestes últimos dias pude sentir que às vezes nascemos em uma cidade, mas a adoção de uma outra é mais profunda, é mais sentimental neste tempo de racionais e racionalismos. E tem sido assim, lampejos e fotos em preto e branco das suas avenidas, do burburinho dos seus bairros operários de fim de semana tem sido forte demais para quem um dia qualquer abominou e desdenhou da cidade de Afonso Mafrense.

Agora sento neste dia dos mortos aqui em Tuntum-Maranhão onde garimpo alguns reais para a sobrevivência, a imagem de Teresina corta o coração como gilete no pulso e a saudade bate dolorida com uma pontinha de raiva e tristeza. Teresina à distância, enfim, é o meu tema.

Solidariedade a Airton Sampaio

Emerson Araújo. Foto de Kenard Kruel.

Caro Amigo, o teu olhar cirúrgico e a tua sintaxe asséptica sobre o Piauí, o Brasil e o mundo tem me levado a uma série de reflexões abrangentes e oportunas, volta e meia. Reafirmo a você, que mesmo estando, ainda nas fileiras do PT, fui expulso do Piauí temporariamente pelas sandálias franciscanas ora postas. E fui expulso (desculpe a repetição) porque sempre acreditei na utopia das frontes alevantadas que não foi. Mas me conforto sobre as barrancas do Rio Flores da minha querida Tuntum e quando visito os blogues dos meus amigos mais queridos. Bendita grande rede que nos reaproximou de maneira inevitável, apesar do monstro da lagoa não querer e que se vestiu de vermelho carmesim embotado há dois pleitos.

Caro, Airton Sampaio, o tempo voltou a ser de nódoa e a rosa branca foi abocanhada pelo asfalto escuro do novo latifúndio. Sei, também, da decepção que não é tua somente sobre o anúncio lúgubre de Algodões por não caber num poema qualquer. Talvez não caiba mesmo, não seja temática de poesia e sim de um tribunal internacional de justiça plena, onde os culpados terão que se contentar com um paredão sem flores. (No estatuto deste tribunal não haverá cláusulas de clemência para quem empurrar o povo para o abismo).

De resto, amigo, devo te comunicar, também, que nos últimos meses descobri que sou um ser "glicêmico" (esta madição, às vezes gentética, que ruma para insulina e que me tirou o prazer de sorver garapa de cana com pão francês). Mas fazer o quê, né!
Fica o meu abraço e a crença de que em breve estarei dando soluções as pendências abertas com você, Leonam e João Luiz.

Tuntum, 20 de Novembro de 2009.

Emerson Araújo.

PS. Continue sendo este combatente através da força da palavra em expressão, mesmo diante das ameaças anônimas de certo astronauta que acabará no chão / lixeira. Porque a boa / tua palavra será sempre vencedora.

Cineas Santos na Academia Piauiense de Letras

Calma, leitores apressados, tarântulas das bocas dos infernos da terra do sol e do Equador!, muita calma mesmo, nada do PÂNICO se instalar nesta pocilga eletrônica, o nosso estimado xerife da cultura municipal, professor, livreiro, escritor, editor, produtor cultural etc etc e tal Cineas Santos (foto arriba) apenas fará às 9 horas e 30 minutos do próximo dia 28 (sábado) palestra lá, na Academia Piauiense de Letras, sob o tema: A Literatura como instrumento de conscientização dos valores sócio-culturais. Na ocasião, ainda haverá lançamentos de livros e encerramento das atividades de 2009. Três pessoas eu sei que estarão na primeira fila do auditório professor Wilson Brandão, além do próprio palestrante, que nunca ou raramente falta a um compromisso, Fonseca Neto, Cid Dias e Dilma Ponte, que concorrem fardão em vaga deixada pelo falecimento do Dr. Alberto Tavares Silva. Eleição dia 5. Mais um dia de muita traição nesta terra de macunaímas, que o nosso prezado contista e poeta tarantular professor Airton Sampaio tanto preza como Fazenda Piauí. Por Jupíter! (Foto de Kenard Kruel).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Wilma Alves

Wilma Alves, delegada da mulher (Centro), minha ex-professora no curso de Direito da Universidade Estadual do Piauí (Hermenêutica Jurídica), aniversaria no próximo dia 1 de dezembro (terça-feira). Será pequena para o abraço do grande número de amigos e admiradores. Hoje, pela manhã, depois de anos de insistência, acertamos que eu iria escrever biografia dela, com publicação de 10 mil exemplares (tiragem inicial), pela Zodíaco, editora de minha propriedade. Vou destacar, entre outros atributos, a mulher de fibra, a negra com muito orgulho de ser, a delegada implacável em defesa dos direitos humanos, a política consciente, honesta e compromissada com o povo, a professora do bom ensinamento, a amiga fiel de todas as horas. Wilma Alves, um exemplo de cidadã e profissional a ser seguido. (Texto e foto de Kenard Kruel).

Show pela Paz

Cláudia Simone (cantora, compositora). Foto de Kenard Kruel.

Hoje, 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, será realizada a apresentação de um documentário contra a violência doméstica, no CSU do Poty velho. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948.

Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Assim, a União das Mulheres Piauienses – UMP, estará realizando no dia 29 de novembro de 2009 a partir das 7:00h da manhã um passeio ciclístico, a concentração será na praça da Bandeira e a chegada será na praça do Poty Velho com um Ato Público em favor da não-violência contra a mulher. Contamos com a divulgação desta data e evento e da sua participação.

Dia 27, sexta, às 22 h, no Bar Casa de Barro (Rua Des. Pires de Castro 2184, Norte – por trás da Sinhá, antigo Bar Faculdade), será realizado o SHOW PELA PAZ, com Cláudia Simone e Lourival Tavares, com participação de Bebel Martins, Dimas Bezerra, Machado Junior e outros. Entrada: 5 (Cinco) Reais.

Pela liberdade de expressão

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A cada dia defendo mais ainda a tese de que o blog é pessoal. O blogueiro, nele, publica, como e quando, o que quiser. Aquele que não concordar com a linha editorial tem o direito de simplesmente não o acessar, de ignorá-lo.

Alguns blogs, de cuja linha editoral discordo, visito até com frequencia. E me dá um prazer danado as visitas que faço, diante do autismo expresso. É muito divertido, enxergar, em uns, sempre, purezas petistas, e ver impresso, em outros, independentemente de solidez das denúncias, a mídia como responsável pelas mazelas irrompidas do colo do governo. Quase não tem preço a defesa de que o país anda nos trilhos seguros da estabilidade econômica por conta exclusiva do governo do presidente Lula, ignorando as políticas que o antecederam. E em nenhum momento, apesar de discordar de suas postagens, de ver nelas, muitas vezes, inconsistências, desanquei-as em comentários, mesmo que como anônimo.

E injusto seria impor-me coloração partidária. Se assim fosse, por exemplo, não publicaria declaração de José Celso Martinez contrapondo-se à de Caetano Veloso, que chamou o presidente Lula de analfabeto, cafona e grosseiro. E no mesmo dia.

Airton Sampaio, em seu blog, com razão, queixa-se do patrulhamento que querem lhe impor em comentários agressivos e ameaçadores. Ora, Airton Sampaio tem o direito, sim, de desancar o que e quem seja. O Estado de Direito garante-lhe a livre manifestação do pensamento. Processe-o aquele que se sentir ofendido. Nada mais do que isto.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O bom velinho recomenda: livros à mão cheia...

Gente, numa boa, neste natal, dê de presente livros de autores piauienses! Êpa, de maranhenses também! Sou de lá, da Ilha do Amor e de José Sarney. Sim, por que não! José Sarney também é gente da gente, escritor de caneta cheia para empregar seus parentes onde quer que seja na Fazenda Brasil, mas isso é outra história, voltemos ao principal. Doem livros, neste natal, de preferência os meus: O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica; Djalma Veloso - o político e sua época e, principalmente, Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida e História do Piauí, que fiz em parceria com meu irmão historiador e Mestre e Educação Gervásio Santos. Sobrando grana, doem, também, do meu irmão Kleber Montezuma - Círculo de Giz - Educação sem Adjetivos. Por que não falo dos livros dos demais escritores piauienses e maranhenses? A Biblia diz: Kenard Kruel, primeiro os teus. E, com a palavra sagrada, ninguém deve brincar. Quem não gostar, RECLAME com o homem lá de cima, que, cá baixo, nesta pocilga eletrônica, quem manda é o Solda, lá de Curitiba, Paraná. Falei, tá falado... Fui... que debaixo das mangueiras de Altos muito sémen ainda vai ROLAr entre as pernas das apetitosas franguinhas de primeiras penas.

Projeto DCE Livre e sua trajetória política

Wellington Soares. Foto de Kenard Kruel.

Noite de festa e muita emoção no lançamento do projeto DCE Livre – 30 Anos, sexta-feira passada (20). Comandado pelo coordenador de Comunicação Social, Wellington Soares, o evento foi marcado pela abertura de uma exposição, pelo lançamento de um livro e pela exibição de documentário em vídeo sobre a história do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), que se tornou independente a partir de 1979.

Wellington Soares, um dos ex-presidentes do DCE da Ufpi, fez uma análise da importância histórica do Movimento Estudantil, à frente do DCE, não só no sentido da redemocratização do País, mas no processo de aperfeiçoamento da própria instituição universitária.

Já o professor de História da Ufpi, Fonseca Neto, declarou que a história de luta daquelas gerações de jovens serve de lição para as novas gerações. Fonseca Neto foi presidente do DCE em 1979, ano em que a entidade se tornou autônoma em relação ao controle da direção da Ufpi. Ele se emocionou durante o evento, que reuniu vários ex-presidentes do DCE, como o deputado federal Osmar Júnior, a professora Valéria Silva, o jornalista Elivaldo Barbosa e o sociólogo Messias Júnior. E fez uma homenagem póstuma à artista plástica Liz Medeiros, que também fez parte do Movimento Estudantil àquela época.

Revivendo a históriaVários ex-presidentes de centros acadêmicos, ex-diretores do DCE e militantes do Movimento Estudantil na Ufpi compareceram ao evento, realizado na Casa da Cultura de Teresina, e se confraternizaram pelo 30 anos do DCE livre. A emoção foi a tônica da noite. Muitos chegaram às lágrimas ao reviver os acontecimentos, as músicas, as imagens, os significados e as conseqüências da luta dos estudantes piauienses através do DCE da Ufpi.

O momento alto foi a exibição do documentário “DCE Livre – 30 Anos”, com 45 minutos de duração, que recontou os principais lances da história de lutas do Movimento Estudantil na Ufpi. Baseado em entrevistas gravadas com ex-presidentes do DCE, o documentário, produzido pela Mídia, reproduziu a confecção de documentos mimeografados e camisetas, e ainda as reuniões, as manifestações, as palavras de ordem, as pichações, atividades culturais e assembléias.

“Foi uma noite memorável”, disse Wellington Soares, feliz com o sucesso do evento, que também atraiu os atuais dirigentes do DCE, representados pelo estudante de História da Ufpi, Cássio de Sousa, que está inserido no projeto comemorativo dos 30 anos do “DCE Livre”. Cássio de Sousa é coordenador de Planejamento do DCE e representou a continuidade da trajetória das gerações que lutaram por uma universidade melhor, um Estado melhor e um País melhor.

1º Salão do Livros de Altos

Professor e Escritor Wellington Soares, coordenador de Comunicação Social do Governo do Estado e Michele Mascarenhas, duas das principais figuras da organização do 1º Salão do Livro de Altos, realizado no período de 13 a 15 (próximo passado), na Capital Mundial da Manga. Falar nisso, meus adorados Tarântulas amigos, tudo certo: ano que vem, paralelamente ao SaliAltos, será realizado o Festival da Manga. Foto de Kenard Kruel.

Kenard Kruel, o Best-seller do SaliAltos

Kenard Kruel, autor Best-seller do 1º Salão do Livros de Altos realizado no período de 13 a 15 (próximo passado), com grande sucesso, na Capital Mundial da Manga. O velho urso hibernador em sua Kenard Kaverna não parou um só instante de autografar os livros O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica; Djalma Veloso - o político e sua época e, principalmente, Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, que vendeu mais de 200 exemplares nos três dias do evento. Ano que vem, paralelamente ao SaliAltos, será realizar o Festival da Manga, que como com farinha à balde. Foto de Verusca.

1º Salão do Livros de Altos

Escritor Assis Brasil com o deputado federal Átila Lira prestigiando o 1º Salão do Livros de Altos, realizado no período de 13 a 15 (próximo passado), com grande sucesso. Ano que vem, paralelamente ao SaliAltos, vamos realizar o Festival da Manga. Foto de Kenard Kruel.

domingo, 22 de novembro de 2009

Valter Alencar, a história da televisão no Piauí

O advogado e juiz do TRE, Valter Rebelo lança sexta-feira, dia 26, às 19 horas, na Academia Piauiense de Letras, o livro "Valter Alencar, a história da televisão no Piauí". A capa é do magistral Paulo Moura, que fez, e disse isso a ele, um dos seus melhores trabalhos até hoje. Em breve farei comentário sobre o livro aqui, na Kenard Kaverna.

sábado, 21 de novembro de 2009

Torquato 65

Na próxima sexta-feira, dia 27, estarei falando sobre Torquato Neto no auditório do SESC, na Avenida Maranhão, a partir das 16 horas. É louvando quem bem merece que vamos deixando o ruim de lado. Fiquem de tocaia... Eu só quero saber do que pode dar certo.

Sigifroi Moreno é novo presidente da OAB-PI

Norberto Campelo e Sigifroi Moreno nos braços da categoria.
Joaquim Almeida e Elizabeth Aguiar.

Sigifroi Moreno venceu em todas as urnas do Estado e foi confirmado ontem o novo presidente da OAB-PI. Sigifroi Moreno obteve 2.211 votos, Joaquim Almeida 973 e Elizabeth Aguiar 242. A diferença de Sigifroi Moreno para Joaquim Almeida foi de 1.238 votos. E de Sigifroi Moreno para Elizabeth Aguiar foi de 1969 votos. Chorando, o novo presidente da Ordem traduziu as lágrimas em palavras. “É um sentimento de gratificação, emoção... É muito emocionante estar aqui, sentir essas inúmeras vozes dessas pessoas torcendo por você, ajudando e participando com você de um momento tão feliz como esse. Essa expressiva maioria mostra que o novo modelo de gerir a OAB está consolidado. O nosso trabalho superou a prepotência e a arrogância. Esse resultado, ninguém pode macular jamais”. A euforia tomou de conta do auditório da OAB, em Teresina. Sigifroi Moreno e Norberto Campelo, atual presidente da Ordem, foram carregados nos braços e, ao som da música de campanha da chapa, deixaram a sede da OAB e partiram rumo ao Jockey Club, local da festa de comemoração, que se prolongou madrugada adentro. (Fotos: Dantércio Cardoso e Rômulo Maia).

O Vírus da Arca

Kenard Kruel, numa pracinha linda de Altos, em frente ao Colégio Pio XII, se deleitando com a leitura de O Vírus da Arca, livro que se encontra na Halley, para lançamento em breve. Depois de lançar O Último Coronel e Piauiank, completamente esgotados, eis que Norbelino Lira de Carvalho lançará mais uma obra prima da nossa literatura. Fiquem de tocaia... Foto de Verusca (do Bela Vista).

Todo Dia é Dia D Torquato Neto

Nós recomendamos a leitura do livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, de Kenard Kruel. mas, aproveitem, últimos exemplares nas bancas e livrarias da cidade. (Cássia e Leidiana - estudantes de Letras, UESPI / Campus Clóvis Moura / Dirceu).

Torquato Neto na UESPI no Dirceu

Cleyson (que está na iminência de lançar seu primeiro livro), Geysa, Neidiele, Elayne, Lediana e Cássia, alunos do curso de Letras do segundo bloco Campus Clóvis Moura, com este velho urso hibernador em sua Kenard Kaverna.
..
Hoje pela manhã, num dos melhores momentos da minha vida, participei do Café Literário da Uespi, falei para os alunos de Letras da UESPI / Dirceu, sobre Torquato Neto, em seu mês literário. Abordei mais o aspecto político, pouco conhecido, uma vez que essa sua face os matreiros de plantão fazem questão de esconder. Para que ele seja visto como o cabeludo que se drogava, bebia muito, vivia em constantes internações e um dia se matou. Torquato Neto baixo astral. Torquato Neto alienado do mundo real. Torquato Neto sem pé nem cabeça. Como, aliás, essa é a imagem de todos os artistas: um ser que vive no mundo da lua, sem lenço nem documento... Mas, por Jupíter, meu caro Airton Sampaio, Torquato Neto é um poeta personalíssimo. A característica que o personaliza dentro do cenário da literatura brasileiro pós-64 é a participação ativa na conturbada reformulação histórico-cultural do Brasil. O país tinha saído de um período pré-industrial, compreendido entre as décadas de 40 e 50, e encontrava-se diante do impasse: estabelecer uma nova estrutura social ou desestruturar-se socialmente. É justamente neste período que tem início a participação do autor de Deus Vos Salve A Casa Santa, como pensador preocupado com as transformações políticas em evidência, questionando a cultura vigente com a concisa proposição: "A nós, tropicalistas, não interessa derrubar o Príncipe e deixar que sobreviva o Princípio". O poeta, antevendo o estabelecimento da desestrutura social, conseguiu uma marca registrada para a situação que se estabelecia na década de 60 e iria se prolongar até os dias desse nosso caótico presente: O Brasil, segundo ele, havia se transformado numa Geléia Geral. - "(...) escrevi lá: abaixo a geléia geral. três vezes. as pessoas pensaram que era a coluna. tradução: não sabem onde é que vivem e a alienação grassa (...)". Há um poema dele, chave em tudo isso, vejamos:

POEMA DO AVISO FINAL

É preciso que haja alguma coisa
alimentando meu povo:
uma vontade
uma certeza
uma qualquer esperança
É preciso que alguma coisa atraia
a vida ou a morte:
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte virá na frente
e abrirá caminho
É preciso que haja algum respeito
ao menos um esboço:
ou a dignidade humana se firmará a machadadas.
.
A professora Bárbara foi bárbara comigo, me deixando super à vontade em sua sala de aula. No final, armei banca e passei a vender meus livros (Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida; O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica; Djalma Veloso - o político e sua época) e o livro do meu irmão Kleber Montezuma (Círculo de Giz - Educação sem Adjetivos). Não ficou um para fazer remédio. A UESPI já começou a mudar de novo outra vez novamente. Dona Valéria Madeira nunca mais. Agora, meu bem, não vem que não tem, que o novo do novo se chama professor Carlos Alberto, vencedor da eleição que derrotou essa garota arrogante, prepotente, se achando a Deusa do dia e da noite, da morte e da vida, a última coca cola gelada do deserto, ainda que despreparada para, principalmente, o mundo acadêmico. Para resumir a história: quando saiu o Torquato Neto ou a Carne Seca é servida, fui apresentar proposta de venda do livro para a UESPI, que tem o nome do poeta Torquato Neto. Na sua resposta, por escrito, ela disse que não comprava porcaria de livro de autor piauiense. A UESPI era uma instituição séria e a compra de livros se dava por meio de seleção super rigorosa. Ora, pois, pois, o meu livro recebeu o primeiro lugar no Concurso Literário Mário Faustino, da Fundação Cultural do Piauí (ano 2000). A presidente do juri foi a professora Lisete Napoleão, na época pró-reitora de Extensão da UESPI, gestão Jônatas Nunes. Já está na segunda edição, com quase 10 mil exemplares vendidos. Em breve sairá a terceira edição, com tiragem de 20 mil exemplares. Estou acrescentando quatro capítulos na parte do dados biográficos, com mais cinco ensaios críticos, na parte da Fortuna Crítica. Ora, ora, pois, pois, porcaria de livro de autor piauiense...!!!... Bem feito, bruxinha má... Voltará à sua insignificância de sempre. Enquanto isso, eu passarinho... Lindo, divino, maravilhoso (ou não), no dizer do Caetano Veloso. Não é FORMIDÁVEL, dona Genu Moraes? Encerrando, com o velho deitado: suba, mas não derrube ninguém. E eu vou, como sempre, louvando quem bem merece, deixando o ruim (dona Valéria Madeira) de lado. Passar bem, ou passar mal, não me interessa: só quero saber do que pode dar certo. Com fé, esperança e amor... Kenard Kruel (Foto de Elayne).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O problema do Piaui é de auto-estima

Joca, tua crônica, respondendo à Patrícia, a meu ver, não carece de retoques: é exatamente o que eu penso. O problema do Piaui é de auto-estima, de medo de se colocar. Eu digo isso o tempo todo por aqui, no Rio de Janeiro. Mas, com informação e cultura, isso muda, não depende dos outros, só depende de nós. Abração, Salgado Maranhão (Foto de Kenard Kruel).

De Oeiras para o mundo

Joca Oeiras. Foto de Kenard Kruel.

Carta Aberta à Patrícia Mellodi
(ou “Comecem a falar bem do Piauí!”)

Oeiras, 19 de novembro de 2009

Querida Patrícia:

Achei muito digna e verdadeira a sua crônica Parem de falar mal do Piauí. Digna e verdadeira, sim, mas tenho sérias dúvidas se eficiente, isto é, não sei não se você vai conseguir dissuadir, através dela, algum futuro detrator da nossa “Terra Querida” de fazê-lo mais uma vez.

Correndo o risco que ser acusado de tentar simplificar as coisas eu quero lembrar que o que mais estimula a gozação dos outros é eles perceberem que nós nos chateamos com elas. Aquela história, muito comum nas crianças do “apelido que pega é sempre aquele que a gente demonstra odiar”.

Você fala da auto-estima dos baianos e eu concordo com você, ela é, realmente, um patrimônio cultural deles. Mas eu sou paulistano, muito mais velho que você, e me lembro muitíssimo bem que, ainda nos primeiros anos da década de sessenta em São Paulo, todo e qualquer nordestino era rotulado, pejorativamente, de baiano e mineiro, diziam, era um baiano cansado que não agüentou a viagem de pau-de-arara e desceu no meio do caminho.

E, como você também disse, talvez fazendo um estágio pelas bandas da Terra de Castro Alves você, e outros mais, pudessem aprender a fórmula da auto-estima conquistada por eles. Ainda me lembro de um precursor da onda de baianidade que invadiu São Paulo (e transformou sua capital em SAMPA). Este compositor, não sei se ainda vive, chamava-se Gordurinha e sua música fez sucesso nas rádios paulistanas quando eu ainda cursava o ginasial (1959-1962).

Veja só a letra :

O pau que nasce torto

Não tem jeito morre torto

Baiano burro garanto que nasce morto

Sou da Bahia comigo não tem horário

Não sou otário e você pode zombar

Sou cabra macho, sou baiano toda hora

Meio dia, duas hora, quatro e meia o que é que há

Cabeça grande é sinal de inteligência

Eu agradeço a providência ter nascido lá

Cito esta música para que possam ter uma idéia do que foi a construção da auto-estima dos baianos, respondendo, pela positiva, aos ataques dos preconceituosos. A partir daí, a Bahia com, Caymi, Caetano, Gil, Betania, Gal, coadjuvados por Toquinho e Vinicius ( um”um velho calção de banho, e um livro pra vadiar e o mar que não tem tamanho...”) e secundados pelos Novos Baianos encontraria seu espaço nos corações e mentes dos brasileiros.

Quando cheguei ao Piauí, Patrícia, minha primeira reação foi de profunda revolta por ter-me deixado enganar por tanto tempo (55 anos) achando que o Piauí era um lugar inabitável ou impensável até para uma visita turística, o cú do mundo como já disseram alguns idiotas. Mas a culpa disso não pode ser creditada apenas a uma conspiração dos outros brasileiros mas também aos piauienses que, sinto dizer, intronizaram este sentimento de baixíssima auto-estima a ponto de , praticamente, não haver piauienses assumidos em São Paulo (antes do Machado Jr e do Boy, eu não conhecia nenhum).

Depois que o Piauí entrou na minha vida, soube que havia, em São Paulo, um “Encontro Anual de Migrantes piauienses” o que, posso estar enganado, é também revelador dessa baixa auto-estima. Porque não “Encontro de Piauienses residentes em São Paulo?”

Então Patrícia, eu acho que foram muito mais eficazes em termos de afirmação da piauiensidade o seu Férias no Piauí: uma viagem (quase) completa à terra querida e Eu tenho amor à minha terra, da Clarinha, sua filha. do que este “Parem de falar mal do Piauí!”.

No seu lugar eu escreveria; “A hora é agora: os muitos que têm algo a dizer façam como eu, falem bem do Piauí!”. A verdade prevalecerá, tenho certeza!

Beijos e abraços, do Joca Oeiras, o anjo andarilho

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ameaças antidemocráticas

Alô, Leonam! Alô, Kenard! Alô, Emerson! Alô, F. Wilson! Alô, Blogueiros! Sei que este blog incomoda a muita gente, mas essa gente pode, simplesmente, NÃO ACESSÁ-LO, e pronto. Mas direito não tem nenhum um alguém anônimo ou sob pseudônimo de enviar-me sistematicamente xingamentos e ameaças. A serviço do que ou de quem o sujeito está eu não sei, embora desconfie (diz, por exemplo, o troglodita, que estou lendo muito a "Veja", numa espécie de index proibitorum...). Este blog NÃO IRÁ CALAR (estamos em Cuba?) e amanhã mesmo já entregarei à polícia o material agressivo que tenho recebido e cujo objetivo é, obviamente, me amedrontar. Aviso, porém, antes, a todos os colegas blogueiros, a fim de que NÃO PERMITAMOS esse tipo de TERRORISMO contra a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Gostaria que, na medida do possível, replicassem essa minha postagem. VADE RETRO, STALINFASCISTAS!!!!! (Airton Sampaio).

Parem de falar mal do Piauí

Patrícia Mellodi. Foto sem crédito.

Patrícia Mellodi

Sou fã de todas as manifestações do humor, piadas, caricaturas, charges, comédias, enfim, considero o humor o supra-sumo da inteligência, pois nos desperta pras coisas mais sérias através do riso. E mesmo sabendo e considerando o fato de que muitas vezes o humor é cruel, pois tem sua matéria prima nas nossas falhas, nossos erros, nossos defeitos de nascença, acho que piada tem limite. E onde mora esse limite? Difícil, pois cairemos num lugar delicado que é o bom gosto. E gosto cada um tem o seu. Mas uma coisa é certa, se é repetitivo, afeta a alma, destrói, desanima, rotula, não pode ser humor do bem. O verdadeiro Humor vem inusitado e cutuca a ferida, mas na piada vem embutido respeito, às vezes até mesmo admiração, pois ninguém faz piada com o que não se considera. Só tem graça se nos diz respeito.

Não há nada mais chato que piada velha, cansada de guerra, que todo mundo já conhece o final. Essa história de sacanear, (perdão da palavra, pois não consigo achar outra) o estado do Piauí é do tempo do onça, é coisa de gente velha (no mal sentido) e desinformada. Posso fazer uma lista desses homens do humor que contribuíram pra consolidar essa imagem ruim sobre o Piauí, um dos mais bem sucedidos no intento, é o Juca Chaves, que deu melodia ao avacalhamento. Mas pra compreendê-los melhor, por respeito aos seus trabalhos e a história, tento ambientar-los no tempo e no espaço. Chego à conclusão de que eles são velhinhos, são do tempo do Piocerão, PIAUÍ, CEARÁ E MARANHÃO, os estados mais pobres do Brasil. Só que conseguiram parar de fazer piada de mau gosto com o Ceará, com o Maranhão, mas continuam pegando no pé do Piauí por pura ignorância, (será que burro velho não aprende?), pois em muitos aspectos, incluindo saúde, educação moradia, PIB, o Piauí dá de dez, e não para de crescer. Mas pra muita gente, quebrar paradigmas é perder o chão, ou a piada.
E o que me parece pior é ver jovens caindo na esparrela de confiar na opinião dos sábios anciões. Continuam a tradição falando mal do Piauí até o fim. Mas eu não vou por a culpa só nos homens do humor, vou à diante. A difamação é generalizada. A imagem do Piauí é ruim mesmo, embora lá a gente pense que seja diferente. Temos a ingenuidade de acreditar que podemos ganhar o Rio, São Paulo e muitos outros estados com o nosso carisma, nosso talento, e que trazer na identidade Made in Piauí não nos seja um problema. Ledo engano. Eu que moro fora há 15 anos e sofro com o pré julgamento depreciativo na pele e carrego nas costas o peso de ser do Piauí, posso falar de cadeira. E embora goste muito e respeite a cidade em que vivo não posso me fazer de rogado, eu sinto, eu vejo.

Quando uma modelo linda faz sucesso e fala que é do Piauí, ninguém acredita, quando uma escola de Teresina tem o melhor resultado do Enem, dizem que foi engano, roubo, quando uma cantora começa a aparecer vem um caminhão e passa por cima questionando sua qualidade, seu valor, quando um humorista vem do Piauí, sofre perseguição, maus tratos, quando uma atriz batalha e consegue bons papeis, têm alguma coisa errada… Se eu for retratar tudo o que já vi, não acabaremos hoje. O Piauí está associado ao atraso, à feiúra, a pobreza cultural e socioeconômica. Por mais que mostremos que não é bem assim, vale mesmo a velha imagem deturpada. Parece que temos a marca de Caim. Por isso valorizo demais os que são vitoriosos diante desse quadro e invejo os que ficaram em casa protegidos.

O mais triste é que diante de tanto achincalhamento configurado, nós e nossos filhos vamos esmorecendo, deprimindo, acreditando que somos feios e pobres, que não temos direito a respeito, admiração, sucesso, fama, que somos condenados ao ostracismo e ao papel de palhaço! - O quê que é isso! Me respeite seu moço! Eu existo!

Parem de falar mal do Piauí! Já perdeu a graça! Eu não vou dizer que lá o máximo, que a cultura é a mais rica, que o ensino é o melhor, que nossos políticos são um exemplo, que todo mundo é lindo, que o clima é ameno, pois eu teria primeiro que fazer um estágio na Bahia (adoro a estima deles), mas que nós somos especiais somos, e quem não tiver seus defeitos que atire a primeira pedra.

E agora, não por bairrismo, mas por ser fã da inteligência e do humor, eu dou uma dica: Leiam, escutem, se informem, conheçam o Brasil, visite o Piauí antes que ele vire a Dinamarca.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Michele Mascarenhas

Michele Mascarenhas. Foto de Kenard Kruel.

Um Dia Desses Eu Me Caso Com Você

Paulo Diniz / Torquato Neto

de tanto me perder, de andar sem sono
por essa noite sem nenhum destino
por essa noite escura em que abandono
uns sonhos do meu tempo de menino
de tanto não poder mais ter saudade
de tudo o que já tive e já perdido
dona menina, eu me resolvo agora
a ir-me embora pra longe daqui.

um dia desses eu me caso com você
você vai ver, você vai ver
um dia desses, de manhã, com padre e pompa
você vai ver como eu me caso com você

meu tempo de brincar já foi-se embora
e agora, o que é que eu vou fazer?
não tenho onde morar, vou caminhando
sem sono, sem mistérios, sem você;
pra terra onde nasci
não volto nunca mais
e esta cidade alheia tem segredos
que eu faço tudo pra não compreender

meu pobre coração não vale nada
anda perdido, não tem solução
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar, não é?
não custa nada
até pode dar certo
e se não der
eu pego um avião, vou pra xangai
e nunca mais eu volto pra te ver.

Telegrama, de Zeca Baleiro a M. de Moura Filho

Banda Di Jorge e o encanto dos garotos de Altos.
Foto de Kenard Kruel (mas poderia ser de M. de Moura Filho).

Quando me fizeram o convite para ir ao Bar do Gordo, que fica dentro do Centro Artesanal de Altos, ao lado da Igreja, ver a apresentação da Banda Di Jorge, que iria encerrar a programação do 1º Salão do Livro de Altos, botei banca para não ir. E disse logo: não vou ouvir merda de banda de pagode, axé, sertanejo etc, vou não. Vou pra Fazenda Santa Paz, onde estava, namorar debaixo de uma mangueira. Mas, o Menezes Y Morais, o homenageado do evento, e meu grande amigo, insistiu tanto, que acabei cedendo, sob juramento que ficaria pouco tempo se o som me incomodasse. Caramba, ao entrar a Banda Di Jorge, formada por Márcio (vocalista e guitarra), Laécio (sax), Joel (baixo) e Ronilson (bateria), ao contrário do que imaginara, estava colocando a platéia maluquinha com o Telegrama do Zeca Baleiro:

Eu tava triste
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um canastrão
Na hora que cai o pano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
Que um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...
Eu tava tristeTristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um vilão
De filme mexicano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
E um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nego sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito te ama!
Que tanto, tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Me dê a mão vamos sair
Prá ver o sol!
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...
Me dê a mão vamos sair
Prá ver o sol!

Eu mesmo me entreguei ao som dos garotos da banda Di Jorge, dei a mão ao Menezes Y Morais, e começamos a dançar (cada um com o seu par). E, quando eu me dei conta de mim, estávamos vendo o sol nascer no Bar do Gordo, que, nas horas de folga trabalha no seu salão de beleza, cortanto o cabelo dos bofes e das rachadas. Tarântulas, eu ouvi e vi: os garotos da banda Di Jorge romperam o contrato, avançaram além do horário estipulado, e tocaram a tocar, música após música, um som melhor do que o outro. E eu quebrei a cara. E eu mordi a língua. Bem feito, urso hibernador em sua Kenard Kaverna, pensar que em Altos não pode ter músicos, bons músicos, fazendo boa música, tocando boa música...!!! Pois é, meu caro M. de Moura Filho, sua roleflex não está com nada. Não tem ouvido musical algum. E logo você, que gosta tanto de pernas de pau e bandas de rock. Os garotos da banda Di Jorge, foram buscar o rock de Roberto Carlos, o rock de Erasmo Carlos, quando eles, cabelos grandes, novinhos em folha, vestido de roupas de plásticos e/ ou tecidos similares, em cores, com seus medalhões no peito e sua guitarras nas mãos, mandavam todo mundo para o inferno. Jovem Guarda, Eiê, Eiê, Rock. Rompimento estético. Rompimento político. Rompimento de Comportamento. Gerou a Tropicália gerada pela Geléia Geral. Estou beje, mas estou feliz. A noite. A madrugada adentro. Um gole aqui. Um Gole ali. Um poema no peito. E você chega assim desse jeito abrindo veredas no meu coração... (poeta William Melo Soares)...

É isso, meu caro M. de Moura Filho, vamos louvar o que merece, deixando o ruim de lado. Pena dizer, repito, que a sua roleflex não tem ouvido musical algum. Passe bem. Ou passe mal. Ou fique. Ou Vá. Ou não volte. Quem sabe, um dia, no Sariema (que existe, existe, mas ainda não creio), acertemos os nossos olhares. E vejamos mais do que cadeiras vazias em horários de não programação do 1º Salão do Livro de Altos... Ser do contra, eu aceito. Mas, contra o ser, não aceito. Tenho dito!

1º Salão do Livros de Altos

Menezes Y Morais, poeta, jornalista, professor altoense radicado em Brasília, agradecendo, emocionado, a homenagem recebida no 1º Salão do Livro de Altos. Foto de Kenard Kruel.

1º Salão do Livros de Altos

O professor e escritor Carlos Dias, intelectual número um de Altos, quando apresentava o poeta, jornalista e professor Menezes Y Morais, altoense radicado em Brasília, homenageado do 1º Salão do Livro de Altos. O Mestre, como sempre, mandou bem no seu recado. Tiro o chapéu para ele, que é do meu máximo gostar e profundo bem querer. Foto de Kenard Kruel.

1º Salão do Livros de Altos

O secretário de Estado da Fazenda Antônio Neto, que é formado em Letras, fez questão de prestigiar o 1º Salão do Livro de Altos, prometendo, inclusive, apoio político e financeiro para o próximo Salão. E olhem que ele não é mais candidato a candidato a governador, na sucessão do governador Wellington Dias. A bola da vez é outra vez o Antônio José Medeiros, deputado federal e secretário de Estado da Educação. (Foto de Kenard Kruel).

1º Salão do Livros de Altos

O vice governador Wilson Martins (e grande comitiva), esteve em Altos prestigiando o 1º Salão do Livro de Altos, em homenagem ao escritor altoense residente em Brasília Menezes Y Morais. Na foto, tirada por este urso hibernador em sua Kenard Kaverna, o vice governador Wilson Martins está entre o vice prefeito de Altos poeta e advogado Marcelo Mascarenhas e Michele, presidente do Instituto da Juventude, uma das organizadoras do evento.

1º Salão do Livros de Altos

Fifi Bezerra e o diálogo entre literatura e arte. Foto de Kenard Kruel.
Auditório lotado, platéia atenta. Foto de Kenard Kruel.

1º Salão do Livros de Altos

Kenard Kruel (Zodíaco), Cineas Santos (Oficina da Palavra) e Marleide Lins de Albuquerque (Edições Não Ser) falam da experiência de editar livros e abrem as portas de suas editoras para os escritores altoenses. Em breve, voltarão a Altos para ministrarem o curso Como Editar um Livro e Fazer Sucesso. Foto de Verusca.
Auditório lotado, platéia atenta (Zózimo Tavares e Assis Brasil).
Foto de Verusca.

1º Salão do Livros de Altos

Wellington Soares e a dica de como ler poesia na sala de aula.
Foto de Kenard Kruel.

1º Salão do Livros de Altos

Cineas Santos em sua palestra sobre o cordel nas escolas.
Foto de Kenard Kruel.
Auditório lotado, platéia atenta. Foto de Kenard Kruel.

Tarântulas no Sariema

Bezerra JP, J. L. Rocha do Nascimento, Airton Sampaio e M. de Moura Filho. (Foto de algum fantasma que habita o sítio encantado do Sariema).

Bezerra JP, J. L. Rocha do Nascimento, Airton Sampaio e este blogueiro reuniram-se no sábado, 14, no Sítio Sariema, em Altos. O tema, fundamentalmente, a coletânea de contos. Para 2010, espera-se.

Discutiu-se sobre a entrega dos contos. Recursos para bancar a edição foi outro assunto. Reafirmou-se que cada um irá mesmo enfiar a mão no bolso. Nada de vendas de cotas de patrocínio ou recorrer-se à burra pública para levar ao leitor os contos.

Por outro lado, as poses dos confrades, acima, confesso, preocuparam-se. Vislumbrei, de logo, mas não sei para quando!, o fim do Grupo Tarântula. As mesas e cadeiras são visivelmente clássicas. Acusei-os de sonharem com alguma Academia de Letras. As desculpas de que provocavam o Kenard Kruel e o Rubervan Du Nascimento, guardando para eles assentos, não me convenceram. Mas preciso acreditar. Antes as poses do que as posses acadêmicas.

Sariema

Uma fotografia no Blog, mas como dói... não ter ido ainda lá.

O show não pode parar

Pianista Carla Ramos e Octávio Cesar. Foto de Dodó Macedo.

Dias 12 e 13, o cine teatro da Assembleia foi ocupado pelo Humor & Música de Octávio César, com a participação da pianista Carla Ramos.

Octávio é de Luzilândia - terra do meu compadre Albert Piauí -, passou por Salvador (BA) e Juiz de Fora (MG), onde participou de um grupo musical universitário, aportando no Rio de Janeiro em 1969, em plena febre dos festivais da canção, e lá encarou as lides teatrais e televisivas por quase três décadas.

Na Tevê Globo estrelou inúmeras novelas e programas de humor (Balança Mas Não Cai, Planeta dos Homens, Viva o Gordo etc), retornando ao Piauí, onde instalou-se nos arredores de Teresina - Cacimba Velha -, num sítio cujo clima é mais que aprazível ('Pô, tô usando meia pra dormir, tal o frio').

Voltando ao show. É de primeira de verdade. Causos hilários entremeados por músicas marcantes de unanimidades como Tom Jobim, Frank Sinatra, Luciano Pavarotti - e até uma imortal do Waldick Soriano -, tudo ao som do preciso piano de Carla Ramos.

Octávio César ofereceu um show impecável, merecedor de auditório superlotado - o que lamentavelmente não se viu, a despeito da ampla divulgação do espetáculo na mídia em geral.

Que as próximas plateias guardem sintonia com o talento de Octávio César.

1º Salão do Livro de Altos

O 1º Salão do Livro de Altos, que teve abertura no dia 13, sexta-feira, findou no dia 14, domingo, com aquele gostinho de queria mais pelo bom demais que estava. Mas, se apressem não, que a Michele, presidente do Instituto da Juventude, a responsável maior pelo evento, com o apoio da Fundação Quixote, do Instituto João Henrque Gaioso e Almendra Castelo Branco, Prefeitura de Altos e Governo do Estado do Piauí, dentre outros, já está com a mão na massa organizando o 2º SaliAltos. A estrela maior do evento foi o Menezes Y Morais, meu irmão de fé, meu irmão camarada, de longas e longas datas, altoense da gema, atualmente residente em Brasília. 2009, 1º Salão do Livro de Altos: Ano Menezes Y Morais. Homenagem justa para um dos nossos mais atuantes intelectuais. Cursos, palestras, debates, shows, recitais poéticos, exposição e venda de livros e outros produtos relacionados, paqueras, transas, filhos daqui a nove meses, de tudo aconteceu no SaliAltos, por isso FORMIDÁVEl, como bem diz a minha eterna musa Genu Moraes. Outra estrela de grandeza maior, Assis Brasil, esteve lá do começo ao fim, paparicado que só noiva virgem em noite de nupcias. O secretária da Fazenda, Antônio Neto, que poucos sabem que é formado em Letras, e atualmente um dos grandes mecenas do Piauí, deu apoio para o 1º e já renovou promessa (que cumpre) para o 2º SaliAltos. O vice governador Wilson Martins, e grande comitiva (Átila Lira, Ismar Marques, Magno Cerqueira... etc) se fez presente. Comprou livros, beijou umas donzelas, abraçou uns mancebos e se disse pronto a governar o Piauí por 30 anos. Quer passar da marca do seu antepassado Visconde da Parnaíba, que governou a Fazenda Piauí por 26 anos. Cineas Santos falou da importância do Cordel na educação dos nossos escolares. O Wellington Soares deu a dica de como Como ler poesia em sala de aula. O Kiko ajudou a moçada comentando as obras dos autores piauienses que figuram em nossos vestibulares. Eu ressumi 200 anos da literatura brasileira de expressão piauiense (1808 a 2009), com os devidos aplausos. E assim se passam três bons dias. Mas, as madrugadas foram bem melhores. E assim, atualizando Manuel Bandeira, digo: vou embora para Altos, lá tenho a mulher que eu quero debaixo da mangueira que escolherei. Livros, livros à mão cheia, ora, ora, pois, pois!. Por Jupíter, meu caro poeta e contista tarantular professor Airton Sampaio. (Foto de Kenard Kruel).

Wall Ferraz, a trajetória do mito

Caro amigo Kenard Kruel: no próximo dia 26, às 20 horas, estarei lançando, no plenário da Câmara Municipal, o livro Wall Ferraz, a trajetória do mito. Conto com sua presença. Abraço. (José Olímpio Leite de Castro).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mamãe mandou bater neste daqui...

Menezes y Morais. Homenagem em Altos.

Por Jupíter, meu caro poeta e contista tarantular professor Airton Sampaio, veja como eu me sair dessa, ou melhor, dessas: Amanhã, sexta-feira 13, fui convidado para a abertura do 1º Salão de Altos, às 18 horas. Para a solenidade da Academia de Letras da Região das Sete Cidades (no convite, a ausência do local), às 19 e 30 horas. Para o lançamento do livro A nova realidade-mundo: As transmutações em curso, de autoria do professor R. N. Monteiro de Santana, na Oficina da Palavra, às 19 horas. Para o seminário IV Edições Noites de História, no colégio Diocesano, às 18 e 30 horas. Como eu não tenho dinheiro para fazer clonagem, terei que optar. Em Altos estará o meu grande amigo Menezes y Morais e eu faço parte do grupo de apoio ao Salão do Livro. Portanto, vestirei, numa boa, esta pequena saia justa. Espero que não passe o vexame da moça lá de São Paulo. Que coisa, hein, Airton Sampaio. Aqui, em Teresíndia, nós teríamos (pelo menos eu falo por mim, cabra macho do Nordeste de São Luís) era tirado o resto do pequeno vestido dela e Ó... Lá, 700 boiolas, só pode, quiseram exterminar a moça. estão dizendo que o mundo acaba em 2012. Com coisas assim, eu acredito mesmo! Estou indo, que quem fica parado é poste!

Memórias da África

Gilson Caland. Foto de Kenard Kruel.

A partir do próximo ano todas as escolas do país deverão adotar a disciplina "História da África" e para oferecer subsídios aos professores piauienses será realizado o seminário "Memórias da África", que faz parte da edição 2009 do projeto Noites de História.

O evento acontece nos dias 13, 16 e 17 de novembro no au-ditório do colégio Diocesano e vai reunir palestrantes de renome. "Queremos oferecer subsídios para a construção do estudo da África e para a compreensão da relação entre este país e o Brasil", explicou o professor de história Gilson Caland.

Ele resgatou o projeto, criado em 1990 pelo poeta e advogado Paulo Machado e pelo sociólogo Ferdinand Cavalcante, com o intuito de lançar luzes sobre alguns temas relacionados à história do Piauí.

O seminário de 2007 teve como tema "A invenção do Piauí" e em 2008 foi a vês de "Rebeldes e contestadores". Nessa edição, quem irá abrir a programação é o professor e Mestre em História, Henrique Cunha Júnior (de Fortaleza-CE), que irá falar sobre "Educação e afrodescendência". No dia 16, o professor Doutor africano Francis Musa Boakari vai falar sobre a "Diáspora negra nas Américas". O poeta e Doutor em literatura afrobrasileira, Élio Ferreira, vai discutir o tema "Literatura e cultura africana nas Américas". No dia 17, último dia do evento, o antropólogo baiano Luis Mott irá falar sobre "A escravidão no Piauí Colonial". O tema é objeto de pesquisa do professor, se concentrando na cidade de Oeiras. O mesmo assunto será abordado pelo professor Dr. Solimar Lima.

Gilson Caland explica que o público-alvo do seminário são os professores, mas quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o assunto pode se inscrever. A taxa de inscrição é de R$ 10 e ao final os participantes receberão um certificado de 20 horas, expedido pela Universidade Federal do Piauí. "A igualdade racial existe teoricamente. A criação da lei - bem como esse tipo de discussão - tenta corrigir a questão do racismo na história do Brasil", concluiu o professor.

Fonte: Jornal Diário do Povo.

Cid Dias: Piauí – obras que desafiam

O engenheiro Cid Dias (foto) finaliza mais um livro, intitulado Piauí – obras que desafiam. A obra é um estudo técnico sobre o porto de Luiz Correia, a barragem de Castelo, a navegação do Rio Parnaíba, o Porto Seco, a Transnordestinas e outras obras que não saem do papel. Nem do discurso dos políticos. Cid Dias é um dos candidatos à vaga do Dr. Alberto Silva na Academia Piauiense de Letras. Terá como concorrentes Tomaz Teixeira e Fonseca Neto. O engenheiro e escritor Norbelino Lira de Carvalho, que iria disputar, anunciou que não disputará mais e irá apoiar a candidatura do amigo Cid Dias. É um reforço de peso e medida. (Zózimo Tavares com Kenard Kruel).

Chagas Rodrigues

Chagas Rodrigues, cadeira vaga na APL.

(*) Jeane Keide

Parnaíba é uma cidade abençoada pelos anjos, iluminada por um sol que nos cobre de calor e criatividade o ano todo; e por luzes naturais a clarear caminhos.

Ao longo dos anos minha cidade tem se destacado pelo pioneirismo e audácia de partir na frente, quando está em jogo o interesse do povo e do país.

Foi assim com a exportação do charque; foi assim na indústria e no comércio; na literatura com Ovídio Saraiva, autor da primeira letra do Hino Nacional Brasileiro; foi assim com o turismo, com o teatro, com a Rádio Educadora, com outras iniciativas pioneiras.Temos a coragem de partir na frente, abrir caminhos, como fez Simplício Dias da Silva.

Seus filhos são ousados, dinâmicos, decididos, contribuindo significativamente para o progresso do país.São inúmeros os exemplos de coragem e determinação do povo parnaibano. Reis Veloso, o mais notável dos Ministros da República; Evandro Lins e Silva; Berilo Neves, Renato Castelo Branco, General Jonas de Moraes Correia, são alguns exemplos da presença de Parnaíba nos mais diversos segmentos da República, sem esquecer o nome do maior dos nossos romancistas, Assis Brasil.

No plano político podemos, citar três líderes mais recentes: Francisco das Chagas Rodrigues, Governador do Piauí, Deputado Federal, Senador da República; Alberto Tavares Silva, Prefeito, Deputado Estadual, Governador, Deputado Federal, Senador, Conselheiro da República; Dessa releção seria injusto omitir o nome do senador Francisco de Moraes Souza, pelo que representa no contexto político brasileiro.

O aureolado nome de Chagas Rodrigues está sendo consagrado pela Câmara de Vereadores de Teresina, que denominou de Palácio Senador Chagas Rodrigues a monumental sede do parlamento municipal, erguida às margens do Rio Poti, na Avenida Marechal Castelo Branco.

Nos próximos dias a Academia Parnaibana de Letras elegerá o sucessor de Chagas Rodrigues. Conhecedora da vida e da obra desse insigne Parnaibano, decidi apresentar meu nome à vaga, na esperança de conservar sua lembrança, relembrar fatos de sua vida, assegurar a permanência do seu nome nos anais da história.

Instituição rica de valores, ali está o que existe de melhor na cultura de nossa terra. Fazer parte desse seleto grupo de mulheres e homens notáveis é aspiração de todos os que amam ardentemente esta terra iluminada.

(*) Jeane Keide Melo dos Santos é professora, escritora e reside em Parnaíba.

IV edição Noites de História 2009

Poeta Élio Ferreira, em PHB. Foto de Kenard Kruel.

A partir de amanhã (13) Teresina irá sediar a IV edição Noites de História 2009, seguindo nos dias 16 e 17 no auditório Colégio Diocesano. O evento traz o nome Memórias da África devido o projeto de Lei n° 10.639 de 9 de janeiro de 2003 que altera a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação ser aprovada, obrigando assim as escolas incluírem na grade curricular a disciplina História e Cultura Afro Brasileira.

Na oportunidade professores, mestres, doutores estarão realizando palestras durante o evento com temas que são referentes a cultura Afro. O evento conta com vários paoio entre eles da Ifaradá que é um núcleo que promove intercâmbio de jovens da região Afro com o Piauí.

Para o dia 13 o palestrante é o professor e mestre em História e Educação Afro Descendente da UFC, Henrique Junior às 18h30min. Dia 16 o palestrante Francis Musa Boakari – Africano residente no Piauí – Doutor em Educação Diáspora Africana nas Américas, Elio Ferreira Doutor em Literatura Afro Brasil e Poeta e no último dia a palestra é dos professores Luis Mott e Solimar Lima que abordaram o tema Escravidão Negra no Piauí Colonial.

Fonte: Portal AZ

Sonhos de um Sonhador

Governador W Dias com Frank Aguiar.

Uma parafernalha de equipamentos e cerca de 300 profissionais do cinema chamou a atenção de moradores e também de quem passava pelas ruas São João e Barroso, no Centro da cidade na noite de quarta-feira (11). O movimento fazia parte das gravações de uma das cenas do filme Sonhos de um sonhador, que contará a trajetória de sucesso do piauiense Frank Aguiar.

O governador Wellington Dias visitou o set de filmagens, uma casa antiga que se transformou na Pensão da Dona Chica, local onde o cantor morou quando saiu de Itainópolis para estudar em Teresina. Ele aproveitou para assistir a gravação de uma cena, onde o personagem de Frank Aguiar na juventude, vivido pelo ator Gustavo Leão, relata de forma bem humorada, momentos de dificuldades financeiras ao lado do humorista Amauri Jucá, que interpreta Chico Hilário, irmão do cantor.

Apesar do número de profissionais e da seriedade do trabalho, o clima das gravações era de descontração e o governador se entusiasmou com o trabalho de produção do filme. Fez questão de conhecer todas as funções da equipe e destacou que o resultado de tanto esforço deve elevar ainda mais a autoestima do piauiense. “É uma forma competente de mostrar o Piauí para outros estados e para o próprio Piauí”, enfatizou.

Wellington Dias acredita que, após a estreia, o piauiense irá entender a real importância de um filme como este, que mostrará não só as belezas do Estado, mas a história de vida de um homem que luta para conquistar seus sonhos, enfrentando muitas adversidades. “Essa história representa a luta dos próprios piauienses para vencer na vida e acaba encorajando as pessoas a lutarem por dias melhores. Para mim é uma alegria partilhar desse trabalho”, afirmou.

O cantor Frank Aguiar ressaltou que o Governo do Estado tem demonstrado muita sensibilidade por compreender a importância do filme para o Estado. Para ele, o longa será motivador. “É fundamental esse apoio do governo para a concretização do projeto”, explicou.

Texto Aline Moreira
Foto: Francisco Gilásio

1° Salão do Livro de Altos

1º Salialtos. Ano Menezes Y Morais. 2009.

Oficinas, lançamentos de livros, shows musicais e escritores renomados são alguns dos ingredientes do 1° Salão do Livro de Altos (SaliAltos), que será realizado de 13 a 15 de novembro, no município de Altos, a 41 quilômetros da capital Teresina.

O evento, que é uma parceria entre o Instituto Piauiense de Juventude (IPJ) com a Fundação Quixote, responsável pela realização e organização dos salões do livro já realizados em vários municípios do Piauí, irá homenagear nesta primeira edição o escritor altoense Menezes y Morais, atualmente morando na capital federal, Brasília.

Segundo o vice-prefeito de Altos, Marcelo Mascarenha, o 1° SaliAltos tem como objetivo central incentivar o hábito da leitura no município, além de descobrir novos talentos. “Esse será um momento muito especial na vida sociocultural de nossa cidade, elevando a autoestima da nossa gente e celebrando a trajetória da produção artística de um grande poeta piauiense e altoense, Menezes y Morais. Além disso, a ideia é incentivar o hábito da leitura e, claro, incentivar os altoenses é participar ainda mais desse ambiente literário”, comentou.

Durante os três dias várias atividades serão desenvolvidas voltadas, exclusivamente, para estudantes e professores dos ensinos Infantil, Fundamental, Médio e Superior. De palestras e bate papos literários a shows musicais e “salãozinhos”, voltados para o público infantil, compõem a programação.

Michele Mascarenhas, presidente do IPJ, revela que quase 30% da população de Altos é formada por jovens. “Um evento como esse só vem a somar com o trabalho que já desenvolvemos com os jovens no município. A ONG foi fundada em abril e já conseguimos excelentes resultados. O 1ª SaliAltos vai coroar esse trabalho”, afirmou.

Escritores e estudiosos de peso como Assis Brasil, Cineas Santos, Wellington Soares, Luis Romero e o próprio homenageado Menezes y Morais já confirmaram suas presenças, nesse que promete ser um dos maiores eventos dessa natureza do Piauí. “Esse será o primeiro de muitos. O que queremos é fixar esse evento no calendário oficial de Altos”, revela Marcelo Mascarenha.

Programação

Dia 13 - Sexta-feira

18h - Abertura

19h - Um pássaro que voou lonjuras, Carlos Dias (pesquisador e graduado em Letras)

20h - Civilização e Barbarie, Menezes y Morais (poeta e jornalista/Altos)

21h - Show Musical DiJorge (Altos) e Fátima Castelo Branco (Teresina)

Dia 14 - Sábado

8h - Literatura e erotismo, Joselita Izabel (professora Ms. da Uespi/Teresina)

9h30 - Bate-papo Literário

Reginaldo Melo - Reflexos da Alma

Carlos Machado - As diversas linguagens em Vidas Secas

Pedro Paiva - Desmistificação da História de Altos

10h30 - Leitura, letramento e ensino de Língua Portuguesa, Iveuta de Abreu Lopes (professora dra. da Uespi/Altos)

12h às 14h - Intervalo

14h - Graciliano Ramos e o Romance de 30, Jasmine Malta (professora Ms. da UFPI/Teresina)

15h30 - Bate-papo Literário

Escritores Carlos Dias, Dindinha e Kiko Fontenele

16h30 - O cânone épico ocidental, Luiz Romero (professor e editor/Teresina)

17h30 - O conto piauiense - Geração 70, Grupo Tarântula (João Luiz da Rocha Nascimento, M. de Moura Filho, Airton Sampaio e Bezerra JP)

18h30 - 19h30 - Intervalo

19h30 - Como e por que me fiz escrito, Assis Brasil (escritor/Parnaíba)

22h - Show Musical: Por Acaso (Altos)

Dia 15 - Domingo

8h - Obras piauienses cobradas nos vestibulares, Pedro Paulo (professor/Altos)

9h30 - Bate-papo Literário

Escritores Toni Rodrigues, Marcelo Mascarenha, Gilberto Paiva

10h3 Literatura Piauiense: das origens aos nossos dias, Kenard Kruel (escritor/Teresina)

12h às 14h - Intervalo

14h - Como ler poesia em sala de aula, Wellington Soares (professor e escritor/Teresina)

15h30 - Bate-papo Literário

escritores Kenard Kruel, Rodrigo Alaggi, Marleide Lins, Cineas Santos

16h30 - Das aplicações do cordel na escola, Cineas Santos (professor e editor/Teresina)

18h30 às 19h30 - Intervalo

19h30 - Torquato Neto, Edwar Castelo Branco (professor UFPI)

21h - Show Musical, Repentistas (Altos) - Vavá Ribeiro (Teresina)

Salãozinho - das 8h às 18h

Por Marcos Prado/CCom/ Governo do Piauí

programe-se

1º SaliAltos. 13 a 15, em Altos.

poesia, pois é, poesia!

da janela observo
meu tempo passar
de tempos em tempos
ele passa
como se passasse
só por passar

eu passo
passo a passo
passando o tempo
vendo o tempo passar

solda

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Retrato da nova realidade mundial

Professor Santana, editor da Fundapi.

Grande parte das idéias do professor Raimundo Monteiro de Santana está reunida no livro "A nova realidade-mundo: As transmutações em curso", que terá sua segunda edição - revista e atualizada - lançada na próxima sexta-feira, às 19 horas, na Oficina da Palavra. O livro também é assinado por Rita de Cássia Santos e foi editado através da Fundação de Apoio Cultural do Piauí (Fundapi).

A experiência de Raimundo Santana na abordagem de assuntos relacionados à história econômica é destacada pelo professor Francisco de Assis Veloso Filho, na contra-capa da obra. Segundo ele, Santana "abriu novas perspectivas de investigação no início dos anos 1990 com discussões sobre as grandes transformações na sociedade contemporânea, enfatizando desdobramentos dos avanços nos campos da cultura, ciência e tecnologia". Francisco de Assis relembra outros feitos do professor, a exemplo da realização do simpósio "O Brasil no limiar do terceiro milênio", promovido quando ocupava a presidência da Academia Piauiense de Letras.

Com o livro "Apontamentos para a história cultural do Piauí", Santana retomou as atividades de editor pela Fundapi. Em 2003, ele editou, em parceria com Cineas Santos, a coleção Independência e a obra "Pesquisas para a história do Piauí".

O secretário Washington Bonfim também dedica algumas linhas ao professor Raimundo Santana e o aponta entre os poucos "estudiosos que se dedicaram a compreender o Piauí, oferecendo contribuições efetivas para nosso conhecimento sobre a história, economia e sociedade locais". A versatilidade dos temas abordados está entre as características apontadas. Washington destaca ainda a carreira política do professor, que foi prefeito de Campo Maior, sua terra natal.

Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, Raimundo Santana já foi professor da Universidade de Brasília - UNB e deu relevante contribuição para a formação da Universidade Federal do Piauí. É no seu retorno ao Piauí, em 1990, "que ele desenvolve suas idéias mais ambiciosas", que migram da globalização aos temas ligados à cultura e ao patrimônio imaterial de nossas sociedades.

Sobre o tema da obra discorre Rita Santos: "A constituição de uma realidade-mundo é um processo apenas começado. Sua compreensão e, principalmente, a concepção de uma arquitetura desejada para sua evolução se colocam, hoje, como grandes desafios aos indivíduos e organizações. A questão de fundo mais fundamental é como as ações humanas interagem com a base material e o tecido de tradições e instituições disponíveis para formar uma realidade que se tece sob novos parâmetros espacio-temporais".

Novembro, mês de Torquato Neto

Caricatura de Torquato Neto, o criador do Movimento Tropicália, sobre capa de livro de Tarsila do Amaral. (Netto).

Priscyla

Queixo-me às rosas, que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti.

I Encontro Piauiense de História Cultural

Kenard Kruel, Priscyla e Renata Pitta. Parnaíba Norte do Brasil.

Kenard Kruel

Sem pé, nem cabeça. Foto de Luiza Carvalho.

Deusinha

No Bar dos Camaleões, na Beira do Rio Parnaíba, com sua sagrada Coca Cola (e quatro pedras de gelo). É isso ai! Foto de Kenard Kruel.

Alresc outorga Diploma Ovídio Saraiva

A Academia de Letras da Região de Sete Cidades (ALRESC) promoverá solenidade no dia 13, às 19:30 horas, em comemoração aos 200 anos de lançamento do livro Poemas, que foi a primeira obra literária de um escritor piauiense, tendo como autor o poeta Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Na sessão solene da ALRESC será conferido o Diploma do Mérito Cultural Poeta Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento das letras no Piauí, nas diversas áreas da inteligência. (José Fortes Filho, foto, presidente da ALRESC). PS: sem saber o local, não irei (Kenard Kruel, autor da foto).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Amarelão

E não é que os Pós69istas loucos por uma academia de letras Kenard Kruel, Rubervam du Nascimento, Adrião Neto, Cineas Santos e Bezerra JP amarelaram e não se inscreveram para a vaga de Alberto Silva (foto) na APL - Academia Piauiense de Letras? Ó tempora! Ó mores! (Airton Sampaio).
Luiza Carvalho, na Kenard Kaverna, me fazendo cometer o crime de contratar pirralha infantil para o duro trabalho de digitalizar as mais de 5 mil históricas que eu tenho e vou doar para o Museu de Imagem e do Som de Teresina. Foto deste que vos digita.
Deusinha, minha secretária, fazendo pose, na Kenard Kaverna, para minha outra secretaria Luiza Carvalho. Ai que vida!, meu caro poeta e contista tarantular Airton Sampaio, Ai que vida!

Cícero Filho, nosso cineasta de plantão...

Cícero Filho. Foto de Kenard Kruel.

Hoje, pela manhã, me encontrei com o cineasta Cícero Filho na porta do gabinete do Franzé, que é o Ordenador de Despesas do Estado, lá na Secretaria da Fazenda. Acho que ele estava lá para tratar da liberação dos 50 mil reais prometidos pelo governador Wellington Dias para a produção do seu novo filme - Flor de Abril, drama que mostrará a história de uma jovem em busca do amor. "É um filme delicado que explora o sentimento e vai mexer com quem estiver assistindo. Vamos mostrar como algumas pessoas são capazes de fazer loucuras para conquistar o amor e que, ao mesmo tempo, ele é um sentimento possível e que não se pode desistir dele”, afirma Cícero Filho, acrescentando que irá manter as raízes nordestinas através da escolha das locações e da regionalidade no scrpit, sem deixar de lado os ares de grande produção. O filme será rodado no Piauí, Maranhão e São Paulo. Orçado em 165 mil reais, Flor de Abril já possui mais de 300 pessoas no elenco e tem como protagonistas nomes nacionais como Dayse Bernardo, de São Luís, e Eric Gaigher, Vinícius Fiamini e Diego Soares, de São Paulo.

Cícero Filho, natural das terras do João do Valle (Pedreiras - MA), é formado em jornalismo e tem muito experiência por trás das câmeras. Já realizou mais de 25 filmes, o primeiro feito aos 12 anos de idade. Filho do seu Cícero, proprietário de uma TV comunitária em sua cidade, o menino pegava o equipamento do pai escondido para realizar produções caseiras junto com os vizinhos e colegas de escola. “Sempre gostei de criar, gosto de reinventar o meu dia-a-dia e o cinema foi onde encontrei a oportunidade de realizar isso todos os dias”, revela.

Ao entrar na adolescência escolheu o jornalismo como curso superior, área que achou mais próximo ao cinema. Foi quando veio para o Piauí e ingressou na Faculdade Santo Agostinho (FSA), local onde encontrou apoio para suas produções. “A faculdade tem sido de fundamental importância para o meu desenvolvimento profissional. Desde o começo recebi o apoio integral da entidade, especialmente, com o fornecimento de equipamentos para as minhas produções”, ressalta.

Com o Entre o amor Cícero Filho informa que iniciou uma nova fase mais profissional, mais séria. “Eu fazia filmes de brincadeira. Com esse eu levei tudo muito a sério, e foi difícil de fazer. Pra você ter uma idéia, começamos a gravar em 2004 e de lá até o momento da finalização, em 2006, tivemos muitas pausas, atores que desistiam, dinheiro que não tinha”, lamenta.

Entre o amor e a razão conta a história de uma família de sertanejos que vive praticamente na miséria. A história começa mostrando o casamento de Elizeu e Cláudia. Ela, moça bonita que foi adotada por uma família rica, ganha o desprezo da mãe adotiva ao se apaixonar por um cara pobre. Sai da vida de luxo que levava e vai viver num casebre com o marido e três filhos.Cansado de ver a família sofrer, Elizeu decide deixar o povoado onde mora, no interior do Maranhão, e vir tentar a sorte em Teresina. A cena em que a família se despede sempre provoca lágrimas em quem o assiste.

Em 2007, com o filme Ai que vida!, Cícero Filho alcançou o seu o primeiro sucesso. Além de conquistar salas de cinema de várias cidades do Piauí e Maranhão, bem como festivais da Paraíba e Brasília, com o patrocínio do Governo do Estado, o filme chegou a produzir 300 cópias de DVD. O resultado do seu trabalho pode ser comprovado com a entrevista que deu no programa do Jô Soares, dia 3 de setembro próximo passado.

Cícero Filho, que, entre outras profissões, já foi porteiro de motel, começou o programa visivelmente nervoso e, não segurando as lágrimas, chorou ao rever cenas do seu primeiro longa, Entre o Amor e a Razão, exibidas durante a entrevista. - "Mas o que houve? Se emocionando com o próprio filme? Você não tinha visto é?", tentou descontrair Jô Soares. Ele explicou que estava lembrando das dificuldades que é fazer um filme como esse.

Jô fez uma espécie de clipe com algumas das mais antigas gravações de Cícero Filho, incluindo aí até mesmo um tosco Super Filho, quando Cícero Filho ainda era criança e se vestia de super-herói. Em seguida mostrou as cenas do seu maior sucesso, Ai Que Vida, e perguntou: -"Esse filme é sucesso, visto em todo Nordeste. Você esperava por isso?". Cícero Filho pensou um pouquinho e foi sincero: - "Para falar a verdade não. É um tiro no escuro. Não conto com apoio de ninguém, só com o dos amigos. Faço esses filmes sem recursos, não tenho equipamentos e uso uma mini-DV. Não esperava esse sucesso".

“O sucesso de Ai que vida foi uma surpresa, mas acredito que isso foi resultado do tipo de produção, que é uma comédia que explora a regionalidade. As pessoas assistem ao filme e se vêm nele e isso aproxima o cinema da população. No novo filme resolvemos não deixar cair essa intimidade com o público”, ressalta Cícero Filho.

Além do filme “Flor de Abril”, que ainda está na fase de filmagens, Cícero Filho tem planos para relançar o seu primeiro longa, a comédia romântica Dê uma xanxa ao amor. Feito em julho de 2008, a produção recebeu uma nova edição e será lançado na Faculdade Santo Agostinho, em junho deste ano. O filme também trata do amor e já foi exibido na faculdade, onde recebeu aprovação do público. A idéia agora é que o filme entre no circuito de cinemas alternativos.

Enquanto batia este papo super agradável com o Cícero Filho, lembrando, inclusive do no Cine Clube, do nosso Cinema de Arte, entre outras ações na área do cinema, que ele ficou super curioso, um senhor que andava com as mãos cheias de DVDs do Ai que vida, ia vendendo o danado para os passavam pelo corredor da Fazenda. Como na Secretaria da Fazenda está o cofre do Estado, e lá todos ganham super bem, não foi difícil ficar de mãos abanando um monte de cédulas de dez reais, preço de um DVD. Eu, quando me dei por mim, fiquei a ver navio. Não sobrou um sequer. Da próxima vez, vou logo garantindo o meu, antes que outros aventureiros lancem mão da arte do rapaz!

A lavadeira, a menina e o rio


O sabão gasto e fosco. Agachadas, saias entre as pernas, elas lavavam os molambos como se fossem novos. Depois os esfregavam na pedra esbranquiçada, alternando esse gesto com pequenas molhadelas, nas pontas, ora de um lado, ora de outro do tecido. A alguns metros, panos ensaboados e esfregados esperavam pelos raios para se tornarem mais brancos. Mergulhados na água, as peças desafiavam, majestosas e dançantes, a correnteza. As mulheres pareciam não pensar, repetiam o movimento com automatismo e zelo. Depois do ritual, os panos eram torcidos. Se grandes, tais como redes ou lençóis, a tarefa era coletiva; se pequenos ou íntimos, a labuta era individual. Depois, eram torcidos e arrumados cuidadosamente na bacia de alumínio. Uma a uma, elas faziam coques no cabelo e sobre este punham uma rodilha para amenizar o peso da bacia e acomodá-la melhor na cabeça. Algumas delas, antes desse ritual, tomavam um rápido banho, outras, davam as costas para a água pondo suas mãos franzidas e foscas para auxiliar na subida de seus utensílios areados e reluzentes. Poucas voltavam seus olhos para a água. Amanhã estariam de volta com outros trapos tão gastos como os de hoje. A menina aprendiz olha a cena. Logo seria uma daquelas muitas mulheres e então contaria ao rio, sem ser ouvida, suas mágoas, e, nesse meio tempo, também não o veria mais. Agora, ela ainda o via com interesse. Por isso, voltou sua cabeça, pelo menos uma vez, para se despedir de suas águas volúveis. Sua pele ainda não estava curtida de sol e seus olhos ainda fixavam o outro com interesse, ainda se movimentavam em busca do mundo. As mulheres, indiferentes ao rio e à menina, caminhavam em direção a suas vidas. Os semblantes eram fechados e nunca olhavam para os lados. Iam, conformadas, cumprir seu ritual de marasmo e amargura. Esperariam seus maridos taciturnos, que não lhes lançariam nenhum olhar, nem para amar, nem para cobrar. Em casa, acenderiam os fogareiros, a chaleira para o café. Os homens continuariam a picar o fumo. À noite, quem sabe, se importariam um pouco com elas, enquanto durasse o desejo. Amanhã, elas estariam novamente no rio, a alvejar os panos cerzidos, mas úteis. Continuariam, assim, seu embate, sem palavras, com as águas e com a vida.

Deoclécio Dantas Ferreira

Deoclécio Dantas Ferreira nasceu em Teresina, a 4 de julho de 1938. Jornalista, radialista e apresentador de TV. Foi editor dos jornais “Folha da Manhã”, “O Dia”, “Jornal do Piauí”, “Voz do Piauí”, “O Estado” e “Diário do Povo”. Redigiu o “Jornal de Floriano” e foi correspondente da Revista “Veja”. Participou dos Congressos de Jornalistas realizados em Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Trabalhou no Departamento de Rádio-Jornalismo da “Rádio Pioneira”, tendo sido diretor e redator de jornalismo. Foi repórter e apresentador da “TV Rádio Clube” e da “TV Pioneira”, atual “TV Cidade Verde”. Exerceu o cargo de Coordenador de Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí. Dirigiu a Assessoria de Imprensa da Associação Comercial do Piauí. Comandou a Imprensa Oficial que em sua gestão foi transformada em Companhia Editora do Piauí. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura. Exerceu o mandato de vereador de Teresina, de Deputado Estadual e de Vice-prefeito de Teresina. Chefia o Gabinete do Tribunal de Contas do Estado. Bibliografia: “Dá Licença? – Um Panorama do Piauí e do Brasil pelo Olhar Atento de um Jornalista” (2002) e “Dom Avelar Brandão Vilela, Uma Vida a Serviço da Paz” (2006), retratando sobre a vida e a obra de D. Avelar Brandão Vilela, arcebispo metropolitano de Teresina nas décadas de 50, 60 e 70. Publicou pesquisa sobre a história do Palácio do Comércio e o livro “Marcas da Ditadura no Piauí” (2008), um relato minucioso do regime militar no Estado, com repercussão na política e na imprensa. (Fonte: Adrião Neto).

Lula e a Política da inteligência

Lulalá. Foto de Rafael Neddermeyer.

Aclamado de pé pelos participantes do 12º Congresso do PCdoB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao partido pelo apoio e lealdade e destacou a contribuição dos comunistas para o seu governo e o país. No discurso, ele aproveitou para responder às recentes críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à sua gestão e às declarações do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto. “Na mesma semana em que fui tachado de analfabeto, ganhei o título de estadista do ano”, disse.

Lula, que discursou por mais de uma hora, começou sua intervenção resgatando a histórica relação entre PT e PCdoB, que já dura mais de 20 anos. Comparando a aliança ao convívio de um casal, ele lembrou que nunca houve brigas ou rompimento entre as duas legendas. Ressaltou que a sigla comunista esteve ao seu lado nos momentos bons e ruins, citando o apoio que recebeu desde a eleição de 89.

“Quando as pesquisas de opinião tiravam tanto voto meu que pensava que ia terminar a eleição devendo pontos ao Ibope, conversei com (João) Amazonas que era a hora de pensar a candidatura”, contou, com humor. Segundo Lula, ele ouviu do líder comunista que não era possível fazer a candidatura de um operário querendo agradar a todos os setores e que a campanha deveria ser dirigida aos trabalhadores. “O Amazonas era o homem que apaziguava as brigas, as divergências, entre Brizola, eu e Arraes”, elogiou, ao mencionar a capacidade do PCdoB de construir a unidade. “Definimos então que as relações entre PCdoB e PT deveriam ser uma coisa mais profunda, que, respeitando as soberanias de cada partido, estivéssemos juntos na maioria das lutas. E não poderia deixar de agradecer ao PCdoB”, colocou, lembrando as eleições de 94, 98 e 2002. “Dentro do PT teve gente que achava que eu não devia mais ser candidato. Mas, no PCdoB, não havia ninguém que dissesse isso”, afirmou, agradecido também pelo fato de o partido não “ter abandonado o barco” na crise de 2005.

Diante de uma plateia repleta de integrantes de movimentos sociais, o presidente falou sobre a época de sindicalista e defendeu: “Deus queira que muitos operários cheguem à presidência, por que aí a gente descobre a responsabilidade do cargo quando quer fazer um governo sério. (...). Na oposição, a gente diz que acha isso e aquilo. Na cadeira, você decide ou não decide, não tem trelelé. E tem que olhar a correlação de forças e as instituições”, discursou, rendendo loas também aos movimentos sociais e, em especial, à UNE.

Dirigindo-se à mesa, o presidente destacou as qualidades dos comunistas que ocuparam ministérios em seu governo, “por que tiveram caráter e lealdade”. Segundo ele, o “PCdoB foi exemplar nesses sete anos de governo”.

Continuidade - Brincalhão, Lula falou de certa “tristeza” em, pela primeira vez, não ter seu nome na cédula da disputa presidencial. “Vai ter um vazio na minha cabeça”, brincou, mencionando a pré-candidata e ministra Dilma Rousseff como a possibilidade de “continuidade de um projeto”.

Referindo-se à juventude presente no Congresso, Lula também brincou com a possibilidade de se candidatar a uma vaga no Prouni quando não estiver mais na presidência. “Talvez a UNE me aceite (...), mas acho mais fácil a UJS me aceitar”, divertiu-se.

“Prestem atenção que esta coisa é muito séria. Quem é prefeito, governador, sabe perfeitamente que um estranho no ninho pode desmontar tudo que foi feito em apenas dois anos (...). Por isso a continuidade é extremamente importante”, disse.

Recado a Caetano e FHC - Com ironia e sem citar nomes, o petista respondeu críticas sobre a sua falta de formação universitária e mandou recados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Se tem uma coisa inteligente é a classe operária. Tem muito intelectual no Brasil que pensa que não. (...) Essa semana eu fui chamado de analfabeto (...) e nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano”.

A declaração foi uma referência ao fato de que, no último dia 5, em uma entrevista, o cantor Caetano Veloso chamou o presidente de analfabeto e disse que, ao contrário da Marina Silva e do Barack Obama, Lula não saberia falar e seria cafona e grosseiro.

“Tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos no colégio. Não tem nada mais burro que isso. A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa. E a política é uma das ciências que exigem mais inteligência do que conhecimento. Inteligência para saber montar equipe, tomar decisões, não está nos livros, mas no caráter e na sensibilidade”, completou. Com ironia, ele conclui: “mas não importa. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura”.

Soltando indiretas para Fernando Henrique Cardoso, que no último domingo divulgou artigo falando de um “subperonismo” no governo petista, Lula alfinetou: “Compreendo o ódio, porque um intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou...”, disse Lula, interrompido por palmas e gritos de guerra. “Tem presidente que foi estudar dois, três anos lá fora. Eu não”, disse o presidente, afirmando que, diferente de outros presidentes, ele precisou provar desde o dia que nasceu que tem competência. “Tinha clareza, e o PCdoB sabe disso, de que se fracassássemos, levaria mais 150 anos para outro operário ser presidente”, colocou. Ainda fazendo referência a Caetano, Lula declarou, com graça, que “um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação”. E reposicionou o alvo no ex-presidente tucano: “Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. (...) O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar”.

O precedente Lula e as instituições poderosas - O petista contou ter participado recentemente de uma reunião com catadores de papel, na qual teve “a coragem de dizer para um catador: você pode ser presidente da República desse país, porque vamos deixar um legado”. Lula, contudo, afirmou que chegar ao governo não é o mesmo que chegar ao poder, “Há instituições poderosíssimas”, colocou.

O presidente citou, então, exemplos em que houve pressão contrária às suas posições quanto à política internacional do Brasil. “Queriam que eu batesse no Evo Morales. O Evo queria o gás que era dele. Eu poderia ter feito uma bravata com ele, já que a Bolívia é um país menor. Mas eu não conseguia enxergar como é que um metalúrgico de São Bernardo ia querer brigar com o presidente da Bolívia. Queria brigar era com o Bush, mas ele virou meu amigo e nunca precisei brigar com ele”, brincou. Sobre as críticas acerca da revisão do tratado de Itaipu, Lula lembrou que houve quem dissesse que o presidente não iria entrar em briga com o Paraguai por ser “frouxo”. “Como é que um país do tamanho e com as riquezas do Brasil vai brigar com o Paraguai? Preferi construir um acordo que vai dar chance de o Paraguai se desenvolver”. Sob o olhar atento da militância comunista, Lula falou também sobre o papel do Brasil na região e as dificuldades de construir a Unasul. “O Brasil não pode se comportar como se tivesse a hegemonia. Tem que ser como um companheiro mais velho, contemporizar”. E divertiu-se ao dizer que propôs a criação dos Conselhos de Defesa e de Combate ao Narcotráfico na Unasul, para poder dizer: “Obama, não precisamos de bases militares. Vamos cuidar nós mesmos do combate ao narcotráfico e você vá cuidar dos consumidores”.

Manipulação da informação - Embora não tenha feito questionamentos diretos a veículos de comunicação, o presidente por várias vezes mencionou o fato de as informações importantes sobre o país não chegarem à população. E chegou a dizer que, se dependesse de alguns meios de comunicação, ninguém saberia de nada. O presidente citou manchetes de jornais. “Uma delas, dizia: contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste. Ou seja, é um pouco o que os alemães faziam com os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam”, comparou o presidente.

Ele mencionou ainda uma matéria cujo título se referia à uma cobrança da ONU à meta brasileira de emissão de gases. “A ONU não tem condições de cobrar um milésimo do Brasil”, respondeu. Além do presidente Lula, a mesa do ato foi composta por diversas lideranças políticas e dos movimentos sociais, entre elas (da esquerda para a direita), João Pedro Stedile (MST); Wagner Gomes (presidente da CTB); Ricardo Berzoini (presidente do PT); Luciana Santos (secretária de C&T de Pernambuco); Rodrigo Rollemberg (deputado federal PSB-DF); os senadore Aloisio Mercadante e Inácio Arruda; Paulo Vanucchi (secretário especial de Direitos Humanos); o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães; Luiz Dulci (secretário da Presidência); Tarso Genro (ministro da Justiça); Renato Rabelo (presidente do PCdoB); Orlando Silva (ministro do Esporte); Edson Santos (ministro da Igualdade Racial); o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; Augusto Chagas (presidente da UNE); Daniel Almeida (líder do PCdoB na Câmara); Renildo Calheiros (prefeito de Olinda); Haroldo Lima (presidente da ANP) e Aldo Rebelo (deputado federal).

De São Paulo, Joana Rozowykwiat

Kotscho: Prefiro a Maria Bethânia

Publicado por Ricardo Kotscho - De Caetano Veloso falando sobre Lula ao dar seu apoio à candidata Marina Silva: “Marina Silva é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem”. Minha opinião sobre Caetano Veloso:Já foi um bom compositor, é um cantor mediano e nunca deixou de ser um analfabeto político - uma mistura de Rui Barbosa em compota com ACM em conserva, que se acha o gênio da raça. Prefiro Maria Bethânia.

Sobre a baianada chiquita bacana de Cae

Regina Du (Arte de Netto).

Caetano fez uma baianada chiquita bacana

(Clique na capa e amplie os detalhes)
Realmente, Regina, o Caê da dona Canô ainda não viu nada. Dê um escutada neste You Tube pra sentir o que já andam cantando!: (Netto).
http://www.youtube.com/watch?v=SXmXf0cn9MA

domingo, 8 de novembro de 2009

Claudete Dias

Claudete Dias em entrevista ao Moisés Bezerra da TV O DIA.

Barra Grande. Um lugar de fé, esperança e amor. Encanta a todos que procuram encontrar um lugar parecido com o paraíso. Sua praia, durante a mudança da maré, proporciona várias paisagens lindas e diferentes. Habitada por um povo amigo, hospitaleiro e fiel, consegue se manter como se ainda fosse uam antiga colônia de pescadores. No povoado é difícil localizar uma pessoa pelo nome de batismo. Todos, têm um apelido. Pois, meu caro poeta e contista tarantular Airton Sampaio, foi para lá que foi a professora, escritora e pesquisadora Claudete (de Miranda) Dias, nascida em São Raimundo Nonato, a 11 de janeiro de 1951. Filha de Raimundo Ribeiro Dias e Ester Miranda Dias. Sua origem indígena é sua identidade mais forte. Tanto que assume numa boa o codinome, “Índia Pimenteira”. Uma referência inegável a sua etnia. Com esta forte identificação, Claudete está revisando mais uma de suas pesquisas que serão colocadas em livro. Trata de uma das páginas mais sangrentas da história do Piauí, a matança dos índios de várias nações que habitavam o estado e foram dizimados ou expulsos durante o processo de colonização. Licenciada em História. Fez especialização e Mestrado em História do Brasil. Fez Doutorado em História Social. Não satisfeita foi ao pós-doutorado. Fez curso de Interpretação e Técnica Vocal. Lecionou na rede oficial de ensino da Piauí, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade Federal do Piauí.. Tem experiência em TV. Participou dos filmes “Adão e Eva no Paraíso ao Consumo”, “O Terror da Vermelha”, ambos com Torquato Neto. “O Guru das Sexy Cidades”, em Super 8. Bibliografia: Movimento Popular e Repressão: A Balaiada no Piauí (1985); Balaios e Bem-Ti-Vis: a guerrilha Sertaneja (1995); Que História é Essa (2005); Cheiro de Amor, poemas. Tem vários trabalhos publicados nas revistas Presença, Cadernos de Teresina, Espaço e Tempo e em outros periódicos. Da última vez que a vi, no Teresina Shopping, ela me mostrou a boneca do livro “O Piauí que o Brasil não Vê”. Trata-se de um trabalho mais complexo porque conta com muitas imagens entre fotos, mapas e ilustrações. Ela prepara duas versões do mesmo conteúdo. Uma de luxo em tamanho revista e com acabamento, gramatura e projeto gráfico rebuscados pela extrema qualidade. A outra em formato livro, mais acessível pelo valor de custo aos estudantes. Os livros deveriam ter sido lançados (ou já foram lançados) este ano. Como ando desligado do mundo fora da Kenard Kaverna, não sei. Mas, vou me informar e informar vocês. Pensando nisso, ou melhor, aqui, craniando a vida que eu levo aqui, qualquer dia, deixo a Kenard Kaverna e vou para perto dela que, a cada dia, fica vinho da melhor safra. Claudete Dias é do meu máximo gostar e profundo bem querer.

Paulo Machado fala sobre CDA

O poeta, historiador e defensor público Paulo Machado falou sábado passado, às 9 horas, na Casa da Cultura de Teresina, sobre o poeta Carlos Drummond de Andrade, participando do Projeto Esforço Cultura, sob organização do Puty Teatro Labore. O Projeto Esforço Cultural funciona através de encontros programados de, no máximo, três horas, denominados edições, em que pessoas de reconhecido saber em áreas específicas desenvolvem atividades e temáticas diversas, relacionadas à arte e a cultura. Ele acontece desde o mês de maio e faz parte do programa de formação continuada do grupo Puty Teatro Labore, que atualmente realiza seu projeto de pesquisa em linguagens cênicas no Teatro do Boi, na zona Norte de Teresina. Todas as edições do Esforço Cultural são gratuitas. O objetivo maior do projeto, são as teias de relacionamentos entre artistas, grupos, sociedade e pesquisadores que eles podem construir através da troca de conhecimento. (Por Jupíter, Airton Sampaio, quem escreveu esse texto, que eu surrupiei da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, tendo que fazer um esforço enorme para compreendê-lo, não entende patavina nenhuma de redação jornalística. Pois, pois!, eu me propronho a ministrar, também gratuitamente, um curso básico de redação jornalística para o povo de redação jornalística da Fundação Cultural Monsenhor Chaves). Sem querer cagar goma... mas, disso eu entendo um pouco mais...

Joseli Lima Magalhães

Joseli Lima Magalhães nasceu em Fortaleza, a 17 de fevereiro de 1976. Filho de José Magalhães da Costa e de Júlia Lima Magalhães. Formado em Direito, pela Universidade Federal do Piauí. Cursou a Escola Superior de Magistratura do Estado do Piauí. Fez Curso de Especialização em Direito Processual, pela Universidade Federal de Santa Catarina e Mestrado em Filosofia, pela Universidade Federal de Pernambuco. Doutorando em Direito pela PUC MG. Exerceu o cargo de Assessor Jurídico do Tribunal de Justiça do Piauí. Professor e Vice-Reitor da Universidade Estadual do Piauí. Exerceu a função de Juiz Leigo, em Teresina. Bibliografia: “Código de Processo Civil na Visão do Tribunal de Justiça do Piauí” (2001); “Pequenas Memórias de Meu Pai Magalhães da Costa” (2002); “Tópicos Processuais de Acesso à Justiça” (2003); “Cosmovisão de Idéias” (2004); “Da Recodificação Do Direito Civil Brasileiro” (2007), com prefácio do jurista José Ribamar Garcia, e outros. Coordenou o livro “Tópicos Polêmicos e Anais do Direito” (2003). Participou da “Antologia Escritores”, Volume III (2004), organizada pelo Desembargador Tomaz Gomes Campelo. Mantém uma coluna semanal de comentários de obras jurídicas e literárias (“Estante de Livros”), no jornal Meio Norte. (Foto de Kenard Kruel).

sábado, 7 de novembro de 2009

Música no Encontro dos Rios

O projeto Música na Praça apresenta amanhã, domingo, a partir das 10 horas, o músico e arquiteto Júlio Medeiros (foto) no Parque Ambiental Encontro dos Rios. Por lá, também, a Banda de Música Carlos Gomes, sob regência do maestro Witemberg. Além da apresentação do Grupo de Dança Jaspe, da Igreja Batista da Catarina. Boa pedida, com piapinha e uma mangueira, que ninguém é de ferro.

Frank Aguiar

O folgado do Frank Aguiar, que se encontra em Teresíndia acompanhando as filmagens do Sonhos de um Sonhador (o título ruim de dar dó na gente já diz o conteúdo do filme), deu explicação de que tirou um mês de licença da prefeitura de São Bernardo do Campo, onde ele é vice-prefeito. Ele alega que é licença sem vencimento. O lançamento do filme é prometido para maio de 2010. Por Jupíter, caro Airton Sampaio!, já comprei minha cópia pirata no Palácio dos Comelôs, ali da beira do Parnaíba.

Sônia (en) Terra em Paris

Do ator Willian Tito, em seu twitter: o Piauí ficou fora da programação da Semana da Consciência Negra do Ministério da Cultura para as cidades brasileiras. - Por Jupíter, meu caro poeta e contista tarantular Airton Sampaio, alguém precisa avisar a este menino (mais perdido do que achado) que a Sônia (En) Terra, presidente da FUNDAC, terreiro do Coisa de Negro, está em Paris. Portanto, nada de Consciência Negra. Lá é Coisa de Branco. Quem pode pode, quem não pode se sacode... E fui, que já tenho processo demais nas costas...

Oração para um homem chamado alberto

Alberto Silva. Foto sem crédito.

(*) Luiz Ayrton Santos Junior

Conheci o Dr. Alberto Silva através de uma lâmpada e de uma luz. Era a inauguração da Avenida Frei Serafim. Ainda menino, aos 9 anos, nunca esqueci quando encarei o céu e vi uma luz mágica e forte brotar de um poste na avenida. E o rosto das pessoas que foram ao canteiro da avenida no dia que o Governador acendeu as luzes. Lembro que muitos choraram e as pessoas diziam 'que a noite virara um dia' e Teresina, desde aquele momento, nunca mais conseguiu ficar feia. Alberto preparou-a para o futuro, embelezando-a de ponta a ponta.

Deus foi generoso com o Piauí. Deu ao seu maior administrador 90 anos de vida. O Eng. Alberto Silva era um homem apaixonado pelo Piauí e pelos piauienses. E com essa paixão contaminava os amigos. Ouvi-lo falar era mexer com nossa autoestima e nosso amor à vida e ao compromisso que teríamos com ela. Todo mundo sentia-se pequeno diante das ideias de Dr. Alberto. Ele pensava imenso, seu pensamento era incomensurável se comparado à nossa autoestima.

A idade do Piauí não pode ser contada a partir da descoberta do Brasil, o Piauí tem 250.000.000 de anos, contados a partir das datações da floresta fóssil de Teresina. A história do Brasil entra na história do Piauí e não o contrário. Contando que caçadores/coletores andavam pelas terras piauienses há 60.000 anos, os primeiros seres humanos do planeta aqui picharam nossas paredes de pedras; contando que os fenícios vieram para o Brasil e povoaram essas terras entrando pelo Piauí, iniciando o povoamento tupi; contando que o Piauí sustentou o Brasil de carne como alimento; contando que o Piauí fez verdadeiramente a redenção do Brasil de Portugal pelo heroísmo da Batalha do Jenipapo; contando que o sonho libertador de Mandu Ladino povoou nossas terras... o Piauí é imenso! É cidadão do mundo!

Quem entende esses fatos sabe que o Piauí é parte importante da epopéia do homem neste planeta. Que é irrelevante a ascensão da mídia no mundo culminar com o período de números desagradáveis de nossa economia, estabelecendo uma imagem de nossa terra como uma terra pobre e isso não nos pertence. Isso tudo para mim era a compreensão que Alberto Tavares da Silva tinha do mundo e de nossa terra. Ele era o próprio exemplo do otimismo, da autoestima elevada e foi essa mola que o impulsionou a construir uma história de administrador apaixonado, amante de sua terra e do seu povo.

Dizer que o ele fez tudo que o Piauí tem de melhor é cair na mesmice. Isso mais não se questiona. Mas lembrar que na saúde ele foi fundamental para o sucesso que a medicina do Piauí tem lá fora, muito pouco ainda é reconhecido. Ele não só fez a Maternidade Evangelina Rosa, trazida da Inglaterra, e que, quando aqui chegou, até os lençóis eram importados. Ele não só fez o Hospital de Picos e nem só o de Floriano. Ele não só fez a UFPI e, consequentemente, seu curso de Medicina. E também não só fez o Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas de Teresina, marco de nossa saúde.

Admirável Dr. Alberto Silva, que o senhor durma o sono dos justos, dos grandes homens de missão cumprida nesta terra. Deus caprichou quando-o fez. O senhor sempre será um exemplo de que é grande a beleza de Deus quando faz um ser humano. Depois da sua ousadia, sou parte de seus sonhos e tornei-me um apaixonado por nossa terra. Acredito nela. E obrigado por ter preparado Teresina para ficar assim tão linda e eu poder curti-la agora nos meus quarenta e alguns anos...

(*) Luiz Ayrton Santos Junior é presidente da Academia de Medicina do Piauí.

Tempo, tempo, tempo

Soruda san e a revista Gráfica nº 1, 1980, do maestro Miran.
Foto de Vera Solda.

Alcebíades Costa Filho

Quero recomendar aqui, pela Kenard Kaverna, a leitura do livro A escola do sertão: Ensino e Sociedade no Piauí, 1850-1889, do professor Alcebíades Costa Filho, do Curso de História, da Universidade Estadual do Piauí, vencedor do Concurso Novos Autores – Prêmio Cidade de Teresina 2005, categoria Pesquisa Histórica. O livro é uma das poucas edições que temos sobre a História da Educação no Piauí e configura-se como material indispensável para pesquisadores e estudantes da área. Alcebíades, grande amigo, foi diretor do Arquivo Público do Estado (Casa Anísio Brito). Gente da melhor qualidade. Foto de Kenard Kruel.

Labirintos de Clio

Alcebíades Costa Filho. Foto de Kenard Kruel.

O livro Labirintos de Clio: práticas de pesquisa em História, organizado pelos professores Samara Mendes (Curso de História do Campus Poeta Torquato Neto), Raimundo Santos (Curso de História do Clóvis Moura) e Gerardo Vasconcelos (Curso de História da Universidade Federal do Ceará - UFC) e publicado pela Editora da Universidade Federal do Ceará (UFC), como parte da Coleção Diálogos Intempestivos, lançado dia 6, sexta-feira passada, no auditório do Campus “Prof. Alexandre Alves de Oliveira”, da Universidade Estadual do Piauí – Uespi, em Parnaíba, como parte da programação do I Encontro Piauiense de História Cultural, será relançado em Teresina. Em Teresina, às 20 e 30 horas do dia 3 de dezembro, no Laboratório de Artes do Campus da Uespi.

A publicação é uma coletânea de dez artigos produzidos por professores, ex-professores e ex-alunos da Uespi e dá continuidade às comemorações dos 15 anos de implantação do Curso de História na Uespi, do Campus Poeta Torquato Neto, em Teresina.

Segundo o professor Alcebíades Costa Filho, do Curso de História da Uespi - Poeta Torquato Neto, "neste ano de 2009, quando o curso de História completa 15 anos de criação, a publicação de “Labirintos de Clio”, reunindo uma plêiade de ex-alunos, que enche de orgulho a todos que foram seus professores, consolida o papel que o curso de História tem no cenário da historiografia piauiense."

Autores do Livro:

Demétrios Gomes Galvão - Graduado em História (UFPI). Poeta. Mestre em História do Brasil (UFPI) e doutorando em História do Brasil (UFPE). Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Cidade, Fotografia, subjetividade e cultura alternativa.

Elimária Costa Marques - Graduada em História (Uespi). Especialista em História do Brasil (UFPI) e Gestão da Aprendizagem (UNICAP-PE). Autora de livros didáticos de História e História do Piauí pelas editoras do Brasil (SP) e Base (PR), respectivamente. Foi professora do Curso de História da Uespi e da UFPI, além de ter exercido a Coordenação do Curso de História – Regime Especial na Uespi. Professora de História do Piauí do Instituto Camilo Filho e da Rede Particular de Ensino de Teresina. Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Cidade, Seca, Ensino de História.

Fauston Negreiros - Graduado em Psicologia (Uespi). Mestre em Educação Brasileira (UFC). Doutorando em Educação Brasileira (UFC). Foi professor do Curso de Psicologia da Uespi, além de ter exercido a atividade de psicólogo na Rede Particular de Ensino de Teresina. Professor do Curso de Psicologia da Facid - Teresina. Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Fome, Seca, Currículo Escolar.

José Luís de Oliveira e Silva - Graduado em História (Uespi). Especialista e Mestre em História do Brasil (UFPI). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) e da Uespi - Campus Poeta Torquato Neto. Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Ensino e Linguagens, em especial a cinematográfica.

Joseanne Zingleara Soares Marinho - Graduada em História (Uespi). Mestra em História do Brasil (UFPI). Professora da Uespi - Campus Poeta Torquato Neto. Atualmente desenvolve pesquisas relacionadas ao diálogo Gênero, Sociedade, História.

Márcio Iglésias Araújo Silva - Graduado em Geografia (UFPI) e Educação Física (Uespi). Especialista em Meio Ambiente (UFPI). Mestrando em Geografia (UECE). Autor de livros didáticos de Geografia do Piauí pelas Editoras Dinâmica (PB) e Base (PR). Professor das Redes de Ensino Estadual e Municipal de Teresina. Atualmente desenvolve pesquisas sobre Geografia, Espaço Geográfico, Cidade, Cultura Piauiense e Ensino de Geografia.

Nalva Maria Rodrigues de Sousa - Graduada em História (Uespi). Mestra em História do Brasil (UFPI). Professora da Uespi - Campus Amarante e do Curso de História da Faculdade Piauiense (FAP - Teresina). Atualmente desenvolve pesquisas relacionadas ao diálogo Gênero, Sociedade, História.

Olívia Candeia Lima Rocha - Graduada em História (Uespi). Mestra em História do Brasil (UFPI). Professora da Uespi - Campus Poeta Torquato Neto. Atualmente desenvolve pesquisas relacionadas ao diálogo Gênero, Sociedade, História e Literatura. É integrante do Grupo de Pesquisa, Fronteiras da Literatura, certificado pela Universidade Federal do Piauí.

Raimundo Nonato Lima dos Santos - Graduado em História (UFPI). Mestre em História do Brasil (UFPI). Professor da UFPI - Campus Picos, da Rede Particular de Ensino de Teresina e Substituto da Uespi – Campus Clóvis Moura. Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Cidade e Identidade.

Roberto Kennedy Gomes Franco - Graduado em História (UFC). Mestre em Ciências da Educação (UFPI). Doutorando em Educação Brasileira (UFC). Membro da Linha de Pesquisa Marxismo, Educação e Luta de Classes (UFC). Professor do Curso de História da Uespi – Campus Poeta Torquato Neto.

Samara Mendes Araújo Silva - Graduada em História (Uespi), Teologia e Comunicação Social – Jornalismo (UFPI). Especialista em História Sociocultural (UFPI). Mestra em Educação (UFPI). Doutoranda em Educação Brasileira (UFC). Integrante do Núcleo de Pesquisa História e Memória (UFC). Professora da Uespi - Campus Poeta Torquato Neto e da Rede Estadual de Ensino. Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Cultura Piauiense, Educação Feminina e Instituições Escolares Confessionais Católicas.

Vivian de Aquino Silva Brandim - Graduada em História (Uespi). Especialista em História do Brasil nas Relações Internacionais (Uespi). Autora de livros didáticos de História e História do Piauí pela Editora Base (PR). Foi professora do Curso de História da Uespi. Coordenadora de Área e professora de História do Piauí da Rede Estadual de Ensino. Atualmente desenvolve pesquisas sobre História, Cidade, Cultura afro-brasileira, Seca.

Arca das Letras em São Raimundo Nonato

O município de São Raimundo Nonato (a 517 km de Teresina) recebeu cinco bibliotecas do Programa Arca das Letras, sendo todas instaladas nas comunidades: Novo Horizonte, Assentamento Novo Horizonte, Lagoa do Riacho, Onça III e Lagoa do Luiz. As bibliotecas são oriundas do MDA – Ministério Dessenvolvimento Agrário em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura. As secretaria manterão agentes de leitura nas comunidades rurais fazendo o acompanhamento das crianças para estimular o hábito da leitura.
A entrega da Arca das Letras ocorreu no Centro Diocesano com as presenças do Prefeito José Herculano de Negreiros, do Delegado do MDA Adalberto Pereira e e o Secretário Municipal de Agricultura, Iran Morais. Os agentes de leitura receberam uma capacitação para coordenar os trabalhos de leitura nas comunidades beneficiadas. (Fonte: Portal AZ).
Dodó Macedo, Vando, do Trombone & Cia e Albert Piauí.
Foto de Laura Macedo. (Don Solda).

Raul Seixas e Seu Tempo

Este livro vem preencher uma das lacunas da nossa produção historiográfica, que é a falta de pesquisas e de documentos sobre os movimentos da juventude na segunda metade do século XX, tendo como eixo temático a vida e a obra de Raul Seixas e o projeto de construção de uma 'Sociedade Alternativa', que esteve nos sonhos e nas lutas de toda uma geração. Nesta obra, o leitor pode desfrutar de uma viagem pelos contornos de uma História que continua a animar corações e mentes de muitos dos jovens das gerações atuais.

Editora: Terceira Margem
Assunto: HISTÓRIA DO BRASIL

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