segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Política parnaibana a partir de 1950

Prefeito Batista Silva (camisa vinho), ao lado do general Freitas Diniz
e do ex-prefeito José Alexandre Caldas Rodrigues.

Alcenor Candeira Filho

PREFEITO JOÃO ORLANDO DE MORAES CORREIA

Como mencionei no artigo “Retorno ao Norte do Piauí”, guardo vaga lembrança das eleições gerais de 1950, quando foram eleitos pelo PTB Getúlio Vargas (Presidente), pelo PSD Pedro de Almendra Freitas (Governador) e pelo PTB João Orlando de Moraes Correia (Prefeito).

Além da hospedagem de Getúlio Vargas na casa de João Orlando em agosto de 1950, lembro-me de um episódio que pode ter contribuído para a derrota do candidato a prefeito pela UDN, deputado Acrísio de Paiva Furtado, que havia ocupado por pouco tempo o cargo de prefeito municipal em 1947.

Consta que o poderoso industrial José de Moraes Correia, irmão de João Orlando, apoiava a candidatura de Acrísio, que estava muito bem na aceitação popular.

Com o propósito de reverter a situação, petebistas combinaram com João Orlando uma simulação de tentativa de seu assassinato. Um tiro de arma de fogo foi disparado da residência do vereador Alcenor Rodrigues Candeira em direção da vizinha casa de João Orlando, que teria desempenhado bem o papel de ator: caiu no chão gemendo bastante. A cidade era pequena e a notícia se espalhou rapidamente. O coronel Zeca Correia imediatamente retirou o apoio a Acrísio Furtado para ficar solidário com o irmão.

Para alguns a adesão de Zeca Correia não foi novidade: afinal de contas, como corre solto entre maliciosos e gozadores, a família Moraes Correia é semelhante a pintos de granja que se bicam o tempo todo mas terminam sempre se acomodando na paz familiar.

A propósito do tiro que teria partido do quintal de minha casa, ouvi um dia minha mãe desabafar: “Em política tenho visto de tudo. De todos os lados. Dizem que feio mesmo é perder eleição”. E me aconselhava a nunca entrar nesse jogo. Não tenho sido filho obediente, mas jamais me esqueci do conselho.

Principais realizações:

– aprimoramento dos serviços de limpeza pública

– construção do centro comercial

– construção de escolas

– pavimentação poliédrica de ruas e avenidas

Fui amigo do dr. João Orlando. Admirava-o menos como político do que como professor e médico. Dele guardo a imagem de um homem simples, bom, desprovido de ambições materiais e que, pela deficiência auditiva, ouvia rotineiramente, com som bem alto, músicas de Luís Gonzaga.

João Orlando governou o município no período de 1951 a 1954.

PREFEITO ALBERTO TAVARES SILVA

A campanha municipal de 1954 foi acirrada e polarizada: Alberto Tavares Silva (UDN) contra José Alexandre Caldas Rodrigues (PTB).

História ou estória marcante da disputa política de 1954 revela que na véspera do pleito a Justiça mudou o local de votação das seções eleitorais deixando boa parte dos eleitores do PTB desorientados. Muitos teriam deixado de votar.

Os udenistas, acusados de participação na trama em benefício próprio, revidavam: o pessoal do PTB foi que articulou com a Justiça e o Ministério Público a mudança das seções eleitorais da Ilha Grande de Santa Isabel, reduto da família Silva, que ali teria sido prejudicada.

Se houve realmente mudança de urnas de última hora, qual a versão verdadeira – a dos petebistas ou a dos udenistas? Talvez só o vento responda.

Conhecido como grande engenheiro e bom administrador, Alberto Silva realizou importantes obras como prefeito nos dois mandatos que exerceu (1948-1950 e 1955-1958), destacando-se:

– combate a enchentes

– abertura e pavimentação de ruas e avenidas

– construção de escolas

– construção de postos de saúde

As mais expressivas realizações de Alberto Silva aconteceram quando exerceu por duas vezes o mandato de Governador do Estado, assunto que será tratado em outra parte deste trabalho.

PREFEITO JOSÉ ALEXANDRE CALDAS RODRIGUES

Em 1958 o prefeito Alberto Silva e seu irmão João Silva Filho lançaram pela UDN a candidatura do Monsenhor Roberto Lopes Ribeiro como candidato a prefeito de Parnaíba, concorrendo com o empresário José Alexandre Caldas Rodrigues (PTB), que tinha o apoio de seu irmão Francisco das Chagas Caldas Rodrigues, candidato a governador do Estado, e do coronel Epaminondas Castelo Branco (PSD).

O padre Roberto, como gostava de ser chamado, era forte candidato em razão das obras que realizou na cidade, destacando-se a construção da igreja de São Sebastião e a Igreja de São José, além da construção do Ginásio Clovis Salgado.

Sacerdote dinâmico, o padre Roberto foi professor e um dos fundadores do Ginásio Parnaibano, hoje Colégio Estadual Lima Rebelo.

Diferentemente do que se poderia imaginar, a cúpula da Igreja Católica em Parnaíba apoiou, embora discretamente, José Alexandre por influência do deputado Chagas Rodrigues, muito estimado pelo clero parnaibano.

Para agradecer o recebimento do livro O CRIME DA PRAÇA DA GRAÇA o escritor Assis Fortes, ex-seminarista e amigo pessoal do primeiro bispo de Parnaíba, Dom Felipe Conduru Pacheco (1946-1959), me enviou uma carta, em 18-06-2008, com revelações importantes:

“Dom Felipe tinha, como eu tenho ainda hoje, um certo amor de predileção pelo nosso eterno governador Chagas Rodrigues, o melhor governante que o Piauí já teve. Não poderia Dom Conduru fazer campanha para o Monsenhor Roberto Lopes e por tal motivo sofreu amargamente por optar, embora discretamente, pela candidatura de José Alexandre, irmão de Chagas, o grande benfeitor da Diocese, quando era deputado federal. Sei dessas coisas porque, além de merecer confidências de Dom Felipe, trabalhei nas campanhas do PTB, em prol de Chagas Rodrigues”.

O acontecimento de maior repercussão durante o primeiro ano da gestão de José Alexandre foi o assassinato de Alcenor Rodrigues Candeira, em 11 de outubro de 1959.

José Alexandre administrou a cidade no período de 1959 a 1962, deixando como principais realizações:

– luta pela estadualização do Ginásio Parnaibano
– luta pela estadualização da Escola Normal Francisco Correia
– luta pela implantação de ensino superior em Parnaíba
– abertura de estradas vicinais
– calçamento de ruas e avenidas
– ampliação da rede municipal de ensino.

Por sua firme e corajosa posição política contra o regime militar foi-lhe cassado o mandato de deputado estadual em 1964 e punido com a redução dos direitos políticos.

PREFEITO JOSÉ QUIRINO MEMÓRIA

Com a renúncia de José Alexandre para candidatar-se a deputado estadual em 1962, assumiu a chefia do Executivo o Presidente da Câmara Municipal José Quirino Memória, filiado ao PTB.
O vice-prefeito era o dr. Mariano Lucas de Sousa, pertencente ao PSD, liderado pelo coronel Epaminondas Castelo Branco. Por que o dr. Mariano não assumiu a função de prefeito? Até hoje não entendo o gesto do grande e querido médico. Teria sido por pressão de líderes do PTB que não queriam que o PSD ocupasse o elevado cargo?
José Quirino executou várias obras no curto espaço de tempo em que administrou Parnaíba, tendo, segundo a professora Aldenora Mendes Moreira, em livro citado na bibliografia, “realizado uma administração caracterizada por realizações marcantes onde deixou o traço indelével de seu trabalho e de sua honestidade”.

PREFEITO LAURO ANDRADE CORREIA

Nas eleições municipais de 1962 três candidatos disputaram o cargo de prefeito municipal: Cândido Oliveira (UDN), José Oscar Freitas (PSD) e Lauro Andrade Correia (PTB), que foi o vencedor.
Logo que assumiu o cargo, Lauro Correia enfrentou uma grande batalha pela preservação da integridade territorial do município. A Assembleia Legislativa do Estado do Piauí havia aprovado e o Governador Petrônio Portella sancionado as leis que criaram os municípios dos Morros da Mariana e de Bom Princípio, dilacerando o domínio territorial de Parnaíba. O objetivo principal do desmembramento era beneficiar os candidatos derrotados , que deveriam ser contemplados com os cargos de prefeito desses povoados.
 O prefeito Lauro Correia, derrotado politicamente nesse episódio, foi vitorioso no Supremo Tribunal Federal, que julgou inconstitucionais as referidas leis.
Outra ocorrência relevante durante a sua gestão foi o envolvimento de políticos do PTB (José Alexandre Caldas Rodrigues, Lauro Andrade Correia, José Nelson de Carvalho Pires, Ary Castelo Branco Uchoa, João Batista Ferreira da Silva, Benedito Ferraz e outros) no episódio da surra dada em 1965 pelo Coronel do Exército Pedro Borges e outros teresinenses no Capitão dos Portos do Estado do Piauí, Capitão de Corveta Manuel Jansen Ferreira Neto. Tempos de ditadura militar instalada no país com o golpe de 31 de março de 1964, período em que o direito da força sobrepunha-se à força do direito, com prisões políticas e cassações de mandatos eletivos. Uma das vítimas foi Lauro Correia que sofreu ameaças de prisão.
Lauro Correia foi prefeito de Parnaíba no quadriênio 1963 a 1966, realizando a primeira administração planejada em território piauiense, através dos Planos Quinquenal, Diretor e Urbanístico, bem como dos Códigos de Posturas, de Obras e Tributário.

Outras realizações:

– Oficialização do Hino da Parnaíba e de outros Símbolos Municpais: Bandeira, Armas e Selos
– aquisição de sede própria para a Prefeitura na avenida Presidente Vargas
– campanha pela construção da Barragem de Boa Esperança
– implantação do serviço de abastecimento d´água tratada e canalizada
– Construção do Centro Cívico.

Lauro Correia foi presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, um dos fundadores da Faculdade de Administração de Parnaíba em 1969 e diretor do Campus Ministro Reis Velloso da Universidade Federal do Piauí, da qual é professor emérito.

PREFEITO JOÃO TAVARES SILVA FILHO

Ingressou na política na década de 1950, elegendo-se vereador e vice-prefeito.
Médico humanitário, simples, estimado pela população, – João Silva foi um dos grandes prefeitos de Parnaíba, com dois mandatos.
No primeiro governo executou uma das obras mais importantes da história administrativa da cidade: a construção de muretas de proteção contra enchentes nos dois lados do rio Igaraçu: bairros Coroa (Nossa Senhora do Carmo), Tucuns (São José) e Ilha Grande de Santa Isabel. Com essa iniciativa foi solucionado definitivamente o problema de alagamentos na cidade.
Com o apoio do irmão Alberto Silva, então presidente da CENORTE, em Fortaleza, conseguiu trazer para a cidade a energia elétrica de Paulo Afonso, depois substituída pela energia de Boa Esperança, bem como o sinal de televisão.

No segundo governo destacam-se as seguintes obras:

– Abertura e pavimentação de novas ruas e avenidas
– Construção do calçadão central e jardins ao longo de boa parte da avenida São Sebastião
– Construção de escolas, creches e postos de saúde.

Um dos episódios típicos da politicagem aconteceu na eleição para prefeito no ano de 1982, disputada por João Silva contra Mão Santa, que já havia sido derrotado na eleição anterior por Batista Silva, que governou o município de 1977 a 1982. Refiro-me a um comício promovido nos Morros da Mariana por João Silva. A turma do Mão Santa espalhou na estrada para o antigo povoado pedaços de madeira com pregos expostos para furarem pneus de veículos de opositores. O episódio inspirou a musiquinha “Ai preguinho”, tocada em rádios e em comícios, infernizando a vida de Mão Santa, derrotado pela segunda vez.
João Silva governou o município durante dez anos, com dois mandatos : 1967-1970 e 1983-1988.
Nas suas gestões merece ainda destaque o papel desempenhado por Almira Moraes e Silva como primeira dama e titular da Secretaria de Assistência Social do Município na organização do trabalho dos artesãos parnaibanos.

A N O S 70 E 80
PRESIDENTES DA REPÚBLICA NO PERÍODO

– 15-03-1974: posse de Ernesto Geisel
– 15-03-1979: posse de João Figueiredo
– 15-03-1985: posse de José Sarney

PREFEITO CARLOS FURTADO DE CARVALHO

Carlos Carvalho foi empresário por vocação e político por acaso e por pouco tempo.
Sem nunca ter disputado cargo eletivo, venceu a primeira e única eleição de que participou como candidato, elegendo-se prefeito com o apoio de Alberto e João Silva para um mandato de dois anos: 1971 a 1972. Concorrente: Elias Ximenes do Prado.
Sua administração voltou-se sobretudo para o embelezamento da cidade e para o aprimoramento dos serviços de limpeza pública.
Uma das obras mais lembradas: recuperação e asfaltamento da estrada para a Pedra do Sal.

PREFEITO ELIAS XIMENES DO PRADO

Elias Ximenes é um cearense que veio para Parnaíba em 1934, com nove anos de idade.
Trajetória política vitoriosa: várias vezes vereador e deputado estadual e um mandato de prefeito.
Participei da campanha eleitoral de 1972 quando iniciava a vida profissional como advogado e professor e apoiei publicamente a candidatura de Elias a prefeito pelo MDB. A ARENA era o outro partido. Época do bipartidarismo ditatorial. Elias derrotou o deputado estadual Francisco das Chagas Ribeiro Magalhães, que teve o apoio dos governos federal (Garrastazu Médice), estadual (Alberto Silva) e municipal (Carlos Carvalho).
Dentre os políticos tradicionais Elias foi apoiado, embora discretamente, pelos irmãos Caldas Rodrigues, cassados e perseguidos pelo regime militar.
No plano federal Elias Ximenes contava com a simpatia e a velha amizade do Ministro João Paulo dos Reis Velloso, que vem dos tempos de militância integralista, ao lado dos professores José Rodrigues, José Nelson de Carvalho Pires e outros.
Contudo, a participação ativa e vibrante de profissionais liberais em início de carreira em Parnaíba é que foi determinante na vitória do candidato da oposição. Lembro alguns, quase todos médicos: Mão Santa, Mário Lages Gonçalves, Paulo Lages Gonçalves, Valdir Aragão, Joaquim Narciso de Oliveira Castro, Roberto Broder.
O apoio do grande advogado Celso Barros Coelho, deputado estadual cassado em 1964 pela Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, foi também importantíssimo na campanha, especialmente pelos serviços profissionais que prestou ao candidato do MDB.
Alguns seguidores de Elias sofreram ameaças de prisão feitas pelo Delegado Geral de Polícia em Parnaíba, o promotor de carreira Genez de Moura Lima.
O juiz de direito Walter de Carvalho Miranda, que não admitia arbitrariedades, concedeu vários habeas corpus preventivos em favor dos ameaçados.
Em depoimento transcrito no livro POLÍTICA: TEMPO E MEMÓRIA, de Celso Barros Coelho (Teresina, Academia Piauiense de Letras/Bienal Editora, 2015), desabafa Elias Ximenes do Prado:
“Durante a apuração, com a contagem nominal das cédulas pelo juiz, o governo usou de todos os meios para alterar o resultado da eleição não conseguindo em razão da corajosa posição do juiz e da defesa assumida prontamente pelo advogado Celso Barros Coelho.
A luta não termina. Desesperados o Governador e o candidato iniciaram um processo na Justiça Eleitoral para barrar a diplomação do candidato eleito . Na defesa mais uma vez se alteia aquele advogado, ocupando a tribuna daquele Tribunal para denunciar o embuste, com argumentos assentados na lei e na jurisprudência do Tribunal” (p. 115/116).

Elias Ximenes administrou a cidade no período de 1973 a 1976, com muitas realizações, destacando-se:
– implantação do Sistema Popular de Administração, com Gabinete para receber a população
– Construção da sede do Tiro de Guerra
– Construção de escolas
– Implantação do Pronto Socorro Municipal
– Pavimentação de ruas e avenidas
– Abertura e pavimentação da avenida São Sebastão a partir da rua Tabajaras até o aeroporto
– Construção da sede da Prefeitura, na Praça da Graça.

PREFEITO JOÃO BATISTA FERREIRA DA SILVA

Para um mandato de seis anos disputaram a eleição para prefeito em 1976 o jornalista e servidor público federal João Batista Ferreira da Silva e o médico Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, que teve o meu apoio.
Batista Silva obteve um leque de apoios inimaginável: José Alexandre e Chagas Rodrigues, Alberto e João Silva, Elias Ximenes, Cândido Athayde, Ribeiro Magalhães, Roberto Broder. O importante era derrotar Mão Santa, nem que fosse necessário unir os que sempre foram desunidos politicamente.
Dentre as lideranças políticas consolidadas Mão Santa só contou com Lauro Andrade Correia e Antônio José de Moraes Souza. Resultado: vitória expressiva de Batista Silva.
Na longa administração de Batista Silva houve pontos positivos e negativos.

Principais pontos positivos:
– municipalização da Escola Roland Jacob
– construção e restauração de estradas
– construção do Terminal Rodoviário
– construção de mercados
– incentivo ao turismo
– construção de escolas.

O principal ponto negativo foi a destruição e reconstrução da Praça da Graça.
O ato impensado do prefeito provocou grande revolta na população que na madrugada de 31 de agosto de 1979 ateou fogo nos tapumes que cercavam e escondiam a praça destroçada.
O professor Benedito Jonas Correia externou sua revolta em artigo publicado em Caderno Especial do INOVAÇÃO, edição de setembro de 1979. Eis parte do artigo:
“É inadmissível a realização de reformas em praças, parques e jardins, pela simples vaidade de reformar, sem no entanto, atender ao valor histórico desses logradouros públicos. O passado grandioso traz reminiscências grandiosas. O patrimônio histórico, quando preservado, nos seus estilos primitivos, são verdadeiras paisagens de amor e de vida para a cultura de um povo. A sua destruição será, pois, a desolação, a morte do sentimento cívico, a tristeza de recordações imperecíveis.
Muitas vezes, o homem do momento, totalmente ignorante, dotado de imbecilidade integral, não pode compreender o vínculo sentimental que une as gerações, no amor à terra natal. É o caso do infeliz demolidor da Praça da Graça, o sr. Batista Silva.
O recente episódio da Praça da Graça tem muito que ver com a nossa história. Primeiro, uma simples pergunta: os bancos, a pérgula, os valiosos postes de iluminação, onde estão? Tudo isso é história.
(…)
Devemos sentir na manifestação popular de 31 de agosto passado, reflexos sócio-culturais da gente parnaibana. Não houve vandalismo, houve, sim, um grito de alerta, sentido, vivido, necessário, e que ficará assinalando um acontecimento de real valor na vida de um povo que ama sua história, que honra seus antepassados, que preza seu patrimônio.
A destruição da Praça da Graça, isso, sim, foi puro vandalismo, e o responsável é o sr. Batista Silva, prefeito de Parnaíba, – verdadeiro inimigo da nossa Praça mais representativa.”

domingo, 23 de outubro de 2016

The Green City Band

Eu era pesquisador do Rock. Pesquisava grandes bandas  e grandes nomes como Grand Funk, Deep Purple, Led Zeppelin, Emerson, Lake, Palmer, Pink Floyd, Dire Street, The Beatles. Eu tinha dois amigos, que a gente se dava muito bem, o Durvalino Couto Filho, músico, baterista e compositor, e Edvaldo Nascimento, músico, guitarrista, compositor e cantor. A gente se encontrava, trocava ideias, fazia um som. E um dia, o Durvalino Couto Filho sugeriu a criação de uma banda de rock pesado. Nesta época, salvo engano, ele estava de namorico com a Naire Villar, filha do maestro Reginaldo Carvalho, e sugeriu que ela fosse a cantora da banda, mas não vingou, não sei a razão. No começo não foi fácil. Eu já era guitarrista da pesada, o Durvalino Couto Filho era baterista dos bons. Mas, o Edvaldo Nascimento tocava violão e precisávamos de um baixista. Depois, para tocar rock não é qualquer um que toca, precisa ter um sentimento, uma pegada boa. O Edvaldo Nascimento passou a ensaiar e chegou a um momento em que ele já tocava contra baixo como um gigante. Achamos que era a hora de formar a banda. Precisávamos do nome. O Durvalino Couto Filho sugeriu Banda da Cidade Verde. Eu era estudante de inglês – hoje sou professor, então, eu dei o lance de americanizar o negócio, ficando The Green City Band. Apesar de ser uma época da ditadura brava, veja bem, nós passamos a ensaiar nos fundos do Quartel do Exército, do 25 BC. Tudo isto porque eu tocava no Bec Boys e tinha um filho do comandante, o Stanley Júnior, que era cabeludozão e gostava de rock. Ele tocava pouco violão, mas era muito apreciador de música, principalmente rock. Então, ele pediu ao coronel Stanley que fizéssemos os nossos ensaios lá. O Bec Boys ensaiava pela manhã, e passamos a ensaiar à tarde. Inicialmente, o Bec-Boys era formado apenas por militares e se apresentava única e exclusivamente nas solenidades deles lá. Contudo, com a vinda do coronel Stanley, um militar mais aberto e que gostava muito de arte e cultura, novos músicos foram incorporados ao Bec-Boys, que passou, inclusive, a atender pedidos para apresentações em clubes e outros palcos da cidade. O cabo Lima (falecido em sua terra natal, Fortaleza) era o responsável e o cantor do Bec-Boys, que tinha, ainda, como músicos o Almir Marques (contra baixo), eu (voz e guitarra), Zezinho Ferreira (teclados), Pantico (sax), Bossa (piston), e o Crisnamurte (bateria), que se casou com a Rosinha Freire, também cantora do Bec Boys, inclusive ela cantou a música do José Luís Santos e foi a melhor intérprete do IV Encontro Nacional do Compositor de Samba, realizado na Vila Isabel, no Rio de Janeiro, em 1975. Quando o José Luís Santos começou a cantar, a Lena Rios, a nossa Barradinha, que estava perto notou que faltava alguma coisa, então empurrou a Rosinha Freire para o palco e esta, sem perder o rebolado, o fez mudar o tom pra que ela pudesse cantar. Foi um delírio! O público aplaudiu de pé a cantora que vaiara antes, na eliminatória. A Rosinha Freire foi considerada a melhor intérprete do IV Encontro, que teve o seguinte resultado: 1° lugar geral do Festival: Siriê (Edil Pacheco); 1° lugar dos Estados visitantes: Melhor pra quem sorrir no final (José Luís Santos, do Piauí); 1° lugar em popularidade: Velha Baiana - Mariana (Rodolfo, Irani e Brasão, interpretada por mim, num banho de popularidade total); Melhor intérprete do Festival: Rosinha Freire (com Melhor pra quem sorrir no final, do José Luís Santos). Fizeram parte da Comissão Julgadora do IV Encontro Nacional do Compositor de Samba nomes como Cartola e Nelson Cavaquinho, Ricardo Cravo Albim, Leci Brandão e outros. O Carlos Martins, na sua coluna do jornal carioca O Dia, destacou: “Numa noite tipicamente carioca só deu o Piauí”. Rosinha Freire, agora reconhecida, foi convidada para gravar um LP pela Polygram/Philips. Ela foi convidada, também, para fazer parte do Corpo de Baile do Sargentelli, como uma de suas mulatas, tal era a beleza que a morena piauiense ostentava. Eu me lembro, nitidamente, da Rosinha cantando Melhor pra quem sorrir no final:

Quem destruiu nosso amor foi você
Quem me deixou no chão foi você
Quem feriu meu coração nem digo
Pois você sabe mais do que eu
Essa vida só dá colher de chá
A quem se ocupa de fazer o mal
Você pode até gargalhar, meu amor,
Mas rir melhor quem sorrir no final.


O Colombo também fez parte do Bec Boys. Bem, o Stanley Júnior passou, também, a ser uma espécie de empresário da gente. Passamos a fazer muitos shows em clubes, em residências, e no Auditório Herbert Parentes Fortes, que era o lugar da época, porque o Theatro 4 de Setembro não tinha condições. Depois foi que o governador Alberto Silva (1971 a 1975) fez uma grande reforma nele e ele passou a ser, novamente, a nossa principal casa de espetáculos. Fazíamos shows nas escolas, no auditório da Escola Técnica Federal (hoje INFPI). A gente ganhava bem. Recebíamos cachês muito bons. Às vezes, era por bilheteria, mas dava bem também. O coronel Stanley foi embora, porque eles só passam dois anos em cada lugar, mas o comandante que entrou depois deixou que continuássemos a ensaiar lá. Ele também gostava de rock. Acho que se chamava Carlos, um cara super legal. A banda durou, mais ou menos, três anos, de 1974 a 1976.  

sábado, 22 de outubro de 2016

Amanda Canta Rubem Gordim

AMANDA CANTA RUBEM GORDIM - Rubem Soares, Rubem Gordim ou mesmo Ném Rubem é a graça desse cidadão, compositor e cantor piauiense. Rubem é da geração setenta de compositores piauienses que surgiu uns dois anos antes da minha, e é a mesma do Carlos Galvão e do Edmar Oliveira. Em 1973, ele, Assis Davis, Ana Miranda, Jacó, Edmar Oliveira, Pierre Baiano, Pedrinho Veras, Arnaldo Albuquerque, Ieié, Regina Davis, Naire Vilar e Antonio Antonio de Noronha, apresentaram o show UDIGRUDI na Churrascaria Beira Rio, um sucesso de público.
Após esse momento, veio o ShowPiau em 1975 e o Rubem estava lá fazendo a platéia delirar com aquela música que dizia: "Mas, dizem que pra todo ser feliz é preciso viver no mato/ E eu não sei o que que eu faço pra ter mato fácil lá no edifício/ Isso não é tão difícil no meu edifício".
Já na década de 2000, o Rubem participou da banda Eita Píula, tocando cavaquinho, cantando e compondo. Rubem trabalha no Banco do Nordeste e foi transferido para a cidade de Fortaleza.
Porém, nesse ano de 2016 ele acaba de lançar seu primeiro disco AMANDA CANTA RUBEM GORDIM, com suas composições cantadas por sua filha Amanda que tem uma voz sólida e um grave gostoso de se ouvir. O CD foi gravado no Estúdio Sincronia e tem arranjos de Samuel Torres/Rubem Gordim. Os músicos participantes do disco são: Samuel Torres (guitarra, cavaquinho, violão de aço, baixo, bateria e teclado), Rubem Gordim (violão de nylon), Ivan Silva (sanfona), Madão (percussão e backing vocals), Wilker Marques (sax) e Duda Di (backing vocals). Ótimas canções do Gordim, algumas como por exemplo, Amanda, uma parceria de Rubem e Carlos Galvão, já eram ouvidas há alguns anos tocadas pelo próprio Rubem, informalmente ou até mesmo no Eita Píula. Só senti falta da canção do edifício, que não consta do disco, mas, enfim, Rubem Gordim e Amanda são nossos.
Texto de Geraldo Brito, músico, compositor e cantor.

Nortristeresina

"Nortristeresina", por Geraldo Brito "(...) clima da maratona que foi a viagem a Londrina para apresentarmos o espetáculo Nortristeresina em novembro de 1974 [quarenta e um anos, passa rápido] 
na ordem do post das fotos, em sentido horário:

(...) foto mostra o começo de tudo, ou seja, o II Festival da UFPI realizado no Teatro de Arena, em 1974, que deu origem ao Nortristeresina. Destaque para Weifa Thé (voz), Geraldo Brito (violão), Evaldo Passos (violão) e Gondim Neto (percussão).]

[Laureni Dantas, Laurenice França e Rubens Lima]

[Em primeiro plano podemos observar o artista Paolo de Lima (faleceu recentemente), num segundo plano estão o maestro Emílio Terraza e uma pessoa desconhecida conferindo algo numa agenda. Atrás, Laurenice França, Rubens Lima, José Inácio, Assis Davis, Assaí Assai Campelo, Marlene e Pierre Baiano.]

(page Geraldo Brito/post 17 de novembro às 00.32)

Depoimento de Laureni Dantas: No período estávamos com o movimento musical na UFPI com Rubens Lima, Viriato Campelo, Emilio Terraza, Antonio Quaresma, Catarina de Sena, José Inácio da Costa, José Menezes de MoraisAlbert Piauhy, Fátima Lima, Paolo de Lima, Paulo BatistaLaurenice França, Pierre Baiano, Assis Davis, Regina Coeli, dentre outros. Publicamos o Jornal "O vírus" na UFPI. Dá uma olhada nas fotos e no resgate de Geraldo Brito. Estivemos todos juntos no Herbert Parentes e na cena musical de Teresina.

Show Piau

Auditório Herbert Parentes Fortes

SHOW PIAU - Idealizado por Carlos Galvão, que estava de férias na cidade, e que contou com a participação do Gordinho e do Albert Piauhy, foi realizado um show no Bar do Perninha, uma bar de ocasião, numa espécie de garagem, na Rua Coelho de Resende, a uma quadra da Avenida Frei Serafim. Foram três apresentações, em três sábados. Casa cheia, sucesso total. O espaço ficou pequeno para tanta gente. O jovem Frederico Herman Maia, o nosso querido poeta Fred Maia, que estava presente, vendo aquela transação e sabedor da cena musical da cidade, especialmente da cena da famosa Rua São Pedro, por morar ali o lendário Geraldo Brito, e por ser vizinho, na Rua Quintinho Bocaiuva, de Albert Piauhy e de seus irmãos Francisco, Ezequiel e Mauro (falecido na flor da juventude), todos filhos de Mariza Nunes de Carvalho, chamou, depois, o fotógrafo e publicitário Jorge Antonio Castro Riso e o paisagista José Raimundo Machado, o Machadão ou Zé das Flores, e pediu que aquele show tivesse continuidade num lugar mais espaçoso e sugeriu o Auditório Herbert Parentes Fortes.
Em janeiro e fevereiro de 1975, no Auditório Herbert Parentes Fortes, ali em frente ao prédio do DER, na esquina das Avenidas Miguel Rosa e Frei Serafim, foram realizadas novas edições do show, que virou movimento musical e marcou época no Estado, com o nome de Show Piau.
A primeira apresentação do Show Piau, no Auditório Herbert Parentes Fortes, foi feita por Amanda Cavalcanti. Nesta primeira apresentação, o artista gráfico e músico Assis Davis interpretou a música Clave de Sol. E os músicos e compositores e cantores Edvaldo NascimentoDurvalino CoutoFilho e Edino Neiva fizeram as primeiras apresentações da Green City Band (Banda da Cidade Verde). Durvalino Couto Filho já era também da turma do Gramma, com Edmar Oliveira, Paulo José Cunha, Pereira (Trevo Art) e outros. No primeiro número do Gramma, participação do poeta e jornalista Torquato Neto. O segundo e último número, saiu em homenagem a ele, suicidado em 10 de novembro de 1972.
Albert Piauí interpretou a música Moreno. E, apesar gaguejar um pouco, na hora tirou de letra, arrancando aplausos prolongados da platéia, atenta a tudo e a todos.
Depois da primeira apresentação feita por Amanda Cavalcanti, Deusdeth Nunes Dos Santos (Garrincha) passou a apresentar o Show Piau até o seu final.
o Show Piau contou com a participação de novos músicos, compositores, cantores de Teresina e cidades vizinhas, como Geraldo Brito, Cruz Neto, Ronaldo Bringel, Paulo BatistaMarcio Menezes BarrosLaureni Dantas,Laurenice França, Rosa Lobo, José Menezes de Morais, Márcio Thé e outros, que logo se consagrariam nas letras e nas artes do Estado e fora do Estado.
No Show Piau uma figura se destacou, o Pierre Baiano, também já falecido. Geraldo Brito há séculos escreve um livro sobre a história da música no Piauí. Por certo vai escrever sobre o Show Piau, dando mais detalhes, ele que tem uma memória de elefante e sabe como ninguém dos bastidores das coisas, além de redigir divinamente bem. Vamos aguardar. Com fé, esperança e amor.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

União Brasileira de Escritores no Piauí - UBE - PI

Joseli Lima Magalhães, presidente da UBE - PI

A União Brasileira de Escritores – UBE/PI, foi fundada em 21 de outubro de 1973, na cidade de Teresina, tendo como seu idealizador e primeiro presidente o escritor Magalhães da Costa.
Criada com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento cultural do Estado, defender os direitos fundamentais do escritor, zelar pelos interesses da classe dos escritores e promover e inserir o escrito piauiense no cenário nacional, a UBE/PI desde sua fundação tem feiro um trabalho de base divulgando e difundindo a literatura produzida no Piauí, seja junto á sociedade, de modo geral, seja junto as escolas públicas e particulares, procurando integrar interesses e valorizar o seu trabalho intelectual em diversos projetos e programas promovidos pela entidade.
Nos seus mais de 40 anos de existência, a UBE/PI teve no seu quadro de dirigentes e sócios o que de melhor o Estado produziu em matéria de cultura e da criação literária. Além de Magalhães da Costa, dirigiram a Entidade: Pompílio Santos, Chico Miguel de Moura, Elmar Carvalho, Melquesedeque Viana, Rubervam do Nascimento, Kenard Kruel e Tomaz Gomes Campelo. Atualmente encontra-se na presidência Joseli Lima Magalhães.
A União Brasileira de Escritores do Piauí – UBE/PI é reconhecida de utilidade pública Estadual através da Lei nº 4.099, de 23 de abril de 1987, assinada pelo então governador Alberto Silva. Dentre as diversas atividades desenvolvidas durante a existência da UBE/PI vale destacar. Elaboração da Lei que institui o ensino da Literatura Piauiense nas escolas; Criação do Troféu Intelectual do Ano; Publicação de suplemento cultural no Diário Oficial do Estado do Piauí; Criação da Comenda Poeta Da Costa e Silva; Publicação da Antologia escritores de Pedro II; Criação do Concurso de contos João Pinheiro.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Torquato Neto por Omar Seddek

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Omar Seddek.

Torquato Neto por Olney Wenceslau da Cruz

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Olney Wenceslau da Cruz

Torquato Neto por Paulo Roberto de Lima

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Paulo Roberto de Lima.

Torquato Neto por Pedro Supply

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Pedro Supply.

Torquato Neto por Sidney Santos

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Sidney Santos.

Lagoa do Jacaré, embate histórico

Lagoa do Jacaré, em Piracuruca

No dia 10 de março, na localidade Ilhós de Baixo, nas cercanias da Lagoa do Jacaré, em Piracuruca, um grupo de reconhecimento da tropa de Fidié, formado por 80 soldados, encontrou-se cavaleiros cearenses, em número de 40 ou 50, dando-se, aí, o primeiro confronto militar envolvendo soldados portugueses e independentes brasileiros na Província do Piauí. 

O professor e pesquisador Augusto Brito reclama que “ao embate da Lagoa do Jacaré deverá ser atribuída a importância de deflagrar, em campo de batalha, a ‘Guerra do Fidié’. O sangue de alguns possíveis cearenses anônimos, que jorra e se infiltra em solo da Piracuruca, sagra o firme ideal brasileiro de construção de uma pátria livre e soberana, com a unidade territorial na dimensão que a conhecemos atualmente. Prelúdio da Batalha do Jenipapo, a escaramuça piracuruquense – como, ademais, seus personagens – permanece amargando o desconhecimento e o descaso.”

O desconhecimento e o descaso, contudo, partem dos historiadores de hoje, porque os de antes, pelo menos os mais importantes, como F. A. Pereira da Costa, Abdias Neves, monsenhor Chaves e Odilon Nunes dele, ainda que em poucas linhas, fazem referência em seus livros. De lá para cá, porém, é que nada de novo foi feito para que o Embate do Jacaré tenha, sim, sua importância registrada nos anais da história da Independência do Brasil no Piauí. Vejamos os que dizem os mestres: 

F. A. Pereira da Costa, citando Vieira da Silva, consigna assim o referido embate: “Prosseguia o major Fidié a sua marcha sobre Oeiras. Chegando ao Ilhós de Baixo e desejando tomar a retaguarda dos independentes que havia evacuado para Piracuruca, mandou marchar 80 homens de cavalaria com dois oficiais para reconhecer o terreno. No dia 10 de março, encontrou-se este piquete com uns 40 ou 50 independentes também montados, com os quais tiveram uma escaramuça junto ao Lago Jacaré, sofrendo estes últimos algumas perdas e ficando da tropa portuguesa um soldado prisioneiro.” 

Odilon Nunes relata que Fidié na sua caminhada para Oeiras, em obediência a seu dever de militar e também de sua convocação de intimorato batalhador, “apresta suas forças, e ao primeiro dia de março já está em plena campanha, a esquadrinhar as trilhas e veredas que mergulhavam no sertão ignato, independente e, através das quais, procuraria abrir caminho, com o fim de restituir o antigo governo. Um piquete de oitenta cavalarianos faz sua vanguarda e, a partir de Ilhós de Baixo, ao perquerir as vizinhanças, surpreende na Lagoa do Jacaré um grupo de 40 a 50 cavalarianos recrutados entre aqueles negaceadores, em verdade mais efeitos aos rebuliços da vaquejada ou quando muito às lides da arte venatória, e, depois de ligeira escaramuça em que há perdas de ambos os lados, tem livre o caminho que conduz a Piracuruca, o mais poderoso acampamento de separatistas do Piauí.” 

Abdias Neves assim historia: “No dia seguinte, com efeito (10 de março), o exército português, maior de 1.100 homens, bem municiado e armado, garantido por 11 peças de artilharia, marchou rumo de Piracuruca - Fidié supunha encontrar defendida por tropas cearenses. E, a fim de lhes cortar a retirada e impedir que volvessem ao Ceará, destacou um piquete de 80 praças da cavalaria, apenas chegou a Ilhós de Baixo, determinando que fizesse explorações nos arredores do povoado. Pouco, entretanto, pode fazer porque, casualmente, se encontrou ele com um grupo de cearenses, dos que percorriam a vizinhança, e travada pequena escaramuça, fugiram os lusitanos deixando prisioneiro um soldado, que foi morto imediatamente. O encontro teve lugar perto da Lagoa do Jacaré e, desde então, não sabendo Fidié a que resistência teria de fazer face, marchou cautelosa e vagarosamente, preparado para tomar a defensiva ao primeiro sinal.” 

Monsenhor Chaves, assim expõe o ocorrido naquele dia: “Os espias de Fidié, que sempre o precediam na sua marcha colhendo informações, já o haviam prevenido da situação em Piracuruca. Nas alturas de ilhós-de-Baixo ele destacou uma força de 80 cavaleiros comandados por dois oficiais para fazerem um reconhecimento nas proximidades da povoação. Esta força, por acaso, encontrou-se no dia 10 com um grupo de 60 cearenses, armados e montados já em retirada, nas proximidades da Lagoa Jacaré. Travaram uma ligeira escaramuça. Os soldados de Fidié fugiram deixando um companheiro que foi aprisionado e morto. Os cearenses também tiveram alguma perda. Esse chamado Combate do Jacaré, o primeiro nas lutas de nossa independência, tornou Fidié mais cauteloso naquele dia. Dai por diante sua marcha foi lenta, como que apalpando o terreno, temeroso de uma cilada, sempre pronto a tomar a defensiva ao menor sinal de ataque dos independentes.” 

Acontece que, após o Embate da Lagoa do Jacaré, os patriotas rumaram para esconderijo seguro, esperando nova oportunidade de ataque às forças de Fidié. É que, para enfraquecê-lo, estavam adotando a tática de guerrilha, ou seja, de ataques relâmpagos.

Torquato Neto por Poejiyanto

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Poejiyanto

Torquato Neto por Polo Machado

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Polo Machado.

Torquato Neto por Robert Mello

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Robert Mello.

Torquato Neto por Robinson José da Silva

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Robinson José da Silva.

Torquato Neto por Rodolfo Daniel Lopez

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Rodolfo Daniel Lopez.

Torquato Neto por Rogger Bustamante

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Rogger Bustamante.

Torquato Neto por Francisco Dourado

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Francisco Dourado.

Torquato Neto por Sebastião Xavier de Lima

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Sebastião Xavier de Lima.

Torquato Neto por Sérgio Prudenciano Custódio

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Sérgio Prudenciano Custódio.

Torquato Neto por Sidi Tormes

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Sidi Tormes.

Torquato Neto por Trilho César

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Trilho César.

Torquato Neto por Sidnei Simells

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Sidnei Simells.

Torquato Neto por Wal Alves

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Wal Alves.

Torquato Neto por Ulisses Araújo

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Ulisses Araújo.

Torquato Neto por William Martins Ribeiro

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por William Martins Ribeiro.

Torquato Neto por Thiago Hellinger

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Thiago Hellinger.

Torquato Neto por Trimano

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Trimano.

Torquato Neto por Zeca de Souza

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Zeca de Souza.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Torquato Neto por Lívio Alonso

Atenção, meu chapa!, se já enviou, obrigado, se ainda não, faça como Livia Lívia Alonso, mãos aos lápis, canetas, pinceis, mouses e, com traços e cores ou em preto e branco, façam e enviem uma caricatura de Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, para kenardkruel@yahoo.com.br e participem da exposição do livro Torquato Neto: Muleque Indisgesto, como o amigo comum Waly Sailormão chamava o parceiro arteiro. A exposição será aberta, e ficará por todo mês de novembro, no CEFTI Raldir Bastos, uma das melhores escolas do Piauí, localizada no Renascença II, em Teresina. De tocaia, com fé, esperança e amor

Torquato Neto por Rosana Amorim

Atenção, meu chapa!, se já enviou, obrigado, se ainda não, mãos aos lápis, canetas, pinceis, mouses e, com traços e cores ou em preto e branco, façam, como a Rosana Amorim, e enviem uma caricatura de Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, para kenardkruel@yahoo.com.br e participem da exposição do livro Torquato Neto: Muleque Indisgesto, como o amigo comum Waly Sailormão chamava o parceiro arteiro. A exposição será aberta, e ficará por todo mês de novembro, no CEFTI Raldir Bastos, uma das melhores escolas do Piauí, localizada no Renascença II, em Teresina. De tocaia, com fé, esperança e amor

Torquato Neto por Jorge Barreto

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Jorge Barreto. Mais sobre Torquato Neto:http://krudu.blogspot.com.br/…/torquato-neto-muleque-indige…

Torquato Neto por Ana Carolina

Torquato Neto, o ideólogo da Tropicália, movimento que revolucionou as letras e as artes brasileiras final de 60 para início de 70. Próximo ano a Tropicália estará cinquentona. Muitas homenagens sendo preparadas no Brasil (e no Piauí, claro). Uma delas: Exposição Torquato Neto: Muleque Indigesto, que eu e a professora Roze Magalhaes Almeida estamos organizando para quando novembro próximo chegar. Será no CEFTI Raldir Bastos, no Renascença II. Com fé, esperança e amor. Aqui, a carica de Torquato Neto feita por Ana Carolina.