domingo, 11 de março de 2012

Dia do Bibliotecário

Gleydson Santos, bibliotecário, em seu grande dia D.

Amanhã, segunda-feira, vou tomar café da manhã com Gleydson Santos, diretor da Biblioteca Pública Estadual Cromwell de Carvalho, localizada no Alto da Moderação, ali na Praça do Fripisa, como assim é conhecida a Praça Demóstenes Avelino. Tudo por conta do Dia do Bibliotecário. Depois, pela luta implantada para reforma naquela Casa do Saber. A Biblioteca Pública Estadual Cromwell de Carvalho ganhou climatização, acessibilidade, novo material de pesquisa e novas instalações hidráulicas e elétricas, que incluem acesso à internet wireless. Uma das grandes novidades é que a internet sem fio está disponível em um raio de 200 metros em torno da biblioteca, o que proporcionará acesso, inclusive, a partir da Praça do Fripisa.

Outra mudança está relacionada ao acesso aos livros, com um novo conceito de biblioteca viva. “O acesso ao acervo está concentrado em apenas duas salas e passa a ocorrer apenas por meio dos funcionários. Com isso, ficam livres cinco salas de leitura, além do salão central. Parte dos livros ficam em estantes que funcionam como expositores, com a capa exposta, como obras de arte. Há também estantes e mobiliário móvel, o que permite a transformação dos espaços de acordo com as atividades desenvolvidas.

De acordo com a direção da Biblioteca Pública Estadual Cromwell de Carvalho, a ideia é proporcionar aos usuários eventos como lançamento de livros, saraus culturais e, futuramente, serviços de extensão universitária e até cursos e capacitações. Além das salas de leitura, a biblioteca reabre a sala de periódicos e terá ainda um auditório e uma sala infantil, com o objetivo de promover atividades lúdicas. Para as crianças, também está programada a realização de visitas acompanhadas.

No Brasil, o Dia do Bibliotário, foi instituído pelo Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980, a ser comemorado em todo o território nacional a 12 de março, data do nascimento do bibliotecárioescritor e poeta, Manuel Bastos Tigre.

Engenheiro e bibliotecário por vocação Manuel Bastos Tigre, nasceu em 1882. Formou-se em Engenharia, em 1906 e resolveu fazer aperfeiçoamento em eletricidade, no Estados Unidos. Uma vez lá, conheceu o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal. Esse encontro foi decisivo na sua vida, porque, em 1915, aos 33 anos de idade, largou a engenharia para trabalhar com biblioteconomia.

Considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil. Prestou concurso para ingressar no Museu Nacional do Rio de Janeiro como bibliotecário e assim se classificou em primeiro lugar, com o estudo sobre a Classificação Decimal. Transferido, em 1945, para a Biblioteca Nacional, onde ficou até 1947, assumiu depois a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil, na qual trabalhou, mesmo depois de aposentado, ao lado do Reitor da instituição, Professor Pedro Calmon de Sá.

Manuel Bastos Tigre trouxe grande contribuição social e cultural para o Brasil, por isso, nada melhor do que a data de seu nascimento para celebrar o dia daqueles que comungam o mesmo objetivo: disseminar informação e conhecimento a fim promover o desenvolvimento cultural e social do país.

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