Seu Aba. Foto: Kenard Kruel.
Seu Aba, conhecido fotógrafo de Teresina, tem ponto ao lado do prédio Central dos Correios e do casarão de dona Genu Moraes, na avenida Antonino Freire - dizem, a menor do mundo!. Nos conhecemos de longos anos. Assim, sabedor que sou um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, e que o meu Partido está no poder, com o meu amigo Wellington Dias (e os demais amigos e amigas espalhados (as) por este mundo de cargos legais e ilegais que dão assessoramento e sustentação política ao Chefe do Poder Executivo), na entrada do casarão da dona Genu Moraes, onde filo a bóia quase todos os dias, me barrou e pediu que eu o ajudasse com uma conta alta que ele tinha na Agespisa.
Não sou de pedir nada a ninguém para mim, mas sou conhecido como ajudador dos outros, sem querer receber nada em troca. Assim, para ajudar o seu Aba, que está vendendo o almoço para garantir o jantar, me dirigi à Agespisa, que tem na sua direção o Merlong Solano, que conheci nas agitações políticas da Universidade Federal do Piauí, na criação do Partido dos Trabalhos quando, entre reuniões políticas e umas pausas para uns namoricos, ele, humildimente, nos servia cachaça e mão de vaca no restaurante DE COMER, ali em frente à antiga Delegacia do MEC no Piauí. Ele estava em viagem de trabalho, no seu lugar a amiga Socorro Melo, que conheci fazendo cinema ao lado do marido Luís Carlos, da Dácia Ibipaina e do Valderi Duarte, que constituiam o Grupo Mel de Abelha. Recebeu-me e disse que só podia dar desconto até 30 por cento do valor da conta. Talvez o próprio Merlong Solano chegasse aos 40 por cento, mas era muito difícil, posto que ele estava de rédea curta por causa da crise da Empresa, do Estado, do País e do Mundo. Mesmo assim, orientou que eu fosse falar com o senhor Antônio Dias (acho que esse é o nome do senhor), tio do Governador Wellington Dias, que exerce cargo importante (creio que de diretor) no Departamento Financeiro da Agespisa. Depois de muitas conversas (ele me comprou, inclusive, o livro Djalma Veloso - o Político e sua Época, por conta do capítulo final com o governador sobrinho Wellington Dias), ele disse que o desconto da empresa era de 30 por cento e nada mais poderia fazer. Que eu esperasse o presidente Merlong Solano, talvez ele pudesse subir mais um pouco, mas era muito difícil, posto que ele estava de rédea curta por causa da crise da Empresa, do Estado, do País e do Mundo.
Retornei ao seu Aba e disse que ele decidia pelo desconto imediato de 30 por cento (que é dado para qualquer um, sem qualquer interferência de amizade, de política,) ou esperava o presidente Merlong Solano chegar de viagem de trabalho, com "a caneta na mão", que talvez ele pudesse subir mais um pouco, mas era muito difícil, posto que ele estava de rédea curta por causa da crise da Empresa, do Estado, do País e do Mundo. O seu Aba olhou para mim, sorriu, e disse: "Doutor, enquanto o senhor falava com os grandes, eu paguei uma moça lá dentro e ela me conseguiu 70 por cento de desconto e ainda conseguiu parcelar a minha conta em parcelas de até perder de vista. O senhor, infelizmente, é da turma da Conquista, ela é da turma da Ocupação".
O meu pai, Antônio de Souza Santos, militar de carreira, nesta hora me serviu para decifrar o enigma: Ele sempre me contava que, em toda guerra, primeiro avança a turma dos "sem caneta na mão". Essa turma sofre que nem suvaco de aleijado para vencer todas as batalhas. Vencidas estas, chega a turma da ocupação, que se cobre de glórias e de todas as vantagens que "a caneta da mão" pode oferecer. Quer exemplo prático: Onde estão Luís Edwirgens, "governador" José de Ribamar, "senador" Josué, Fernando Menezes, Albert Piauí, Rita Cavalcanti, Tânia Martins, Creuza Martins etc? Estão sem "a caneta na mão". Agora, meus senhores e senhoras, eu posso apontar onde estão Xavier Neto, Henrique Rebelo, Fernando Monteiro, Leal Junior, Avelino Neiva etc. Todos estão todos nas tetas palacianas com "a caneta na mão".
Terminando este textim à maneira José Dantas, meu bom amigo e irmão poeta Emerson Araújo, devo dizer que nesta tentativa de ajudar o seu Aba, entrei pelo cano (entenderam? Não? A ignorância é audaciosa mesmo: Entrei pelo cano, da Agespisa, porque eu, me achando todo cheio de prestígio, pelos muitos serviços prestados ao Estado e, principalmente, ao Partido dos Trabalhadores, que está no Poder, indo lá, na Agespisa, dirigida por um petista de primeira hora, meu amigo do peito, de todas as horas (pensei!), só consegui 30 por cento - o que todos conseguem indo lá negociar suas dívidas - mas uma ilustre desconhecida minha, porém, decerto super conhecida deles - da turma da "caneta na mão", conseguiu desconto de 70 por cento e parcelamento de até perder de vista para o pagamento da conta do seu ABA, que ainda hoje rir de mim, da minha santa pureza D'Alma!. Mas, o seu Aba não perde por esperar: quando o Partido dos Trabalhadores deixar o Governo, eu voltarei a ter o prestígio que eu sempre tive nos Governos das outras siglas, mesmo sabendo todos que eu era um dos fundadores do PT. Hoje, outro exemplo prático: sou proibido de trabalhar na minha repartição pública, a Fundação Cultual do Piauí, onde entrei em dezembro de 1978. E onde, em todos os governos anteriores ao PT, eu sempre tive cargo de direção - por merecimento!).
Isto é Piauí!, Dr. Antônio de Deus Neto.
Um comentário:
Rapaz nós não somos nada diante disso aí. Somos seres pensantes e eles gostam dos tarefeiros. A moça que seu Aba (meu vizinho) lá no Verde que te quero Verde conseguiu 70% foi sábia na vida. Nunca fundou nada, por isso faz sucesso para os pramáticos do PT. E nós? Somos e fomos o bobo desta noca corte!
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