Marcelo Evelin. Foto sem crédito.
Teresina, 26 de marco de 2009.
Exmo. Sr. Prefeito
Dr. Sílvio Mendes
Venho através desta entregar a V. Sa. o cargo que ocupo desde 2005 como diretor geral do Teatro Municipal João Paulo II.
A minha demissão se dá por motivo da impossibilidade de um diálogo produtivo com o atual Presidente da Fundação Municipal de Cultura, o que vem prejudicando e desqualificando consideravelmente a minha atuação como diretor da referida casa.
Nesse momento sinto não mais necessária a minha participação nas decisões artísticas que envolvem esse órgão cultural, pelo desrespeito com minha autonomia de diretor e pelo desinteresse com que a FMC trata um trabalho que vem sendo realizado com sucesso junto à comunidade do Grande Dirceu e servindo como modelo não apenas nesta capital, mas igualmente no resto do Brasil e em âmbito internacional.
Gostaria de deixar claro que essa decisão não está sendo tomada por razões de acordos financeiros, e que de minha parte tudo foi feito para viabilizar a permanência do meu projeto artístico nesta casa e na cidade de Teresina.
Agradeço ao senhor pela confiança nesses três últimos anos, e fico à disposição para qualquer esclarecimento e para projetos futuros sob outras condições.
Atenciosamente,
Silvio Mendes. Foto sem crédito.Prefeito, o Marcelo Evelin publicou uma carta em que pede demissão...
É uma deselegância da parte dele. Ele mandou a carta foi para mim e a carta é minha... O Marcelo Evelin é um grande artista, um grande diretor. Ele honra a profissão dele. Ele veio a Teresina a convite do professor José Reis para ser diretor do Teatro João Paulo II, no Dirceu.
E o que houve?
Na conversa que ele teve com o Cineas (Santos – presidente da Fundação Monsenhor Chaves) e Erisvaldo Borges ele teria dito ao Cineas que queria que o Teatro do Dirceu tivesse autonomia na gestão, que tivesse liberdade para viajar no tempo que quisesse e que ele não se subordinaria à programação e o planejamento da Fundação Cultural. Ele disse ainda que tinha uma remuneração que não era apenas do teatro. Existia uma fundação chamada Punaré que ele recebia uma remuneração paralela.
O que lhe deixou chateado?
O que lhe deixou chateado?
Como é que se tem um teatro importante pela localização como o do Dirceu, que recebeu investimentos públicos e temos um planejamento na área cultural, e agradecemos muito a paciência do Cineas Santos de aceitar a missão de cuidar da cultura de Teresina, e ter um diretor de teatro que não se subordina a uma programação e planejamento.
Ele já tinha conversado com alguém?
Ele esteve conosco na semana passada. Retornou com um grupo ao Cineas e disse para ele que estaria de acordo com o planejamento e os encaminhamentos da Fundação Cultural. Inclusive, na época dessas exigências queria que fosse atendido a qualquer momento pelo Cineas de acordo com a necessidade do teatro. Tudo bem, isso é coisa menos importante. Esteve com o professor Charles e teria recuado nessas exigências. Ora, se ele se subordina administrativa, como qualquer órgão como deve ser a gestão, tudo bem, não haveria nenhum problema e ele continuaria lá.
O senhor se surpreendeu com a carta de demissão?
Ontem, eu fui surpreendido com a carta de demissão depois dele ter tido essas conversas. Então, isso gera tumulto e crise onde não deve existir. Compreendo que a área cultural é cheia de conflito, isso é natural. Agora, nós não vamos nos subordinar a esse tipo de exigência, nem dele e nem de ninguém. Não podemos concordar com esse tipo de comportamento.
Ontem, eu fui surpreendido com a carta de demissão depois dele ter tido essas conversas. Então, isso gera tumulto e crise onde não deve existir. Compreendo que a área cultural é cheia de conflito, isso é natural. Agora, nós não vamos nos subordinar a esse tipo de exigência, nem dele e nem de ninguém. Não podemos concordar com esse tipo de comportamento.
Apóia a decisão do Cineas?
Apoio total ao Cineas. Na prefeitura não se quebra hierarquia, porque aí iria abdicar da presença do Cineas e o Cineas eu não abdico. Eu agradeço todo dia a paciência que ele tem tido e me surpreendo, inclusive.
Um comentário:
Tenho uma teoria comigo que é a seguinte: a experiência não é um carro velho com faróis ligado voltados para trás.Essa é a minha teoria, portanto, o Cinéias Santos, que não conheço pessoalmente e também nunca vi a menos de dez metros de distância de mim( o que lamento, pois, se o encontrasse, faria que nem é feito na novela "caminho das índias":me abaixaria para primeiro pegar/tocar em seus pés que, depois de uma longa caminhada tem sim, senhor, o que nos ensinar!),ou seja, conheço Cinéias pelos anúncios e denúncias de ótimos serviços prestados ao Piauí e a Cultura. Quanto a Marcelo Evelyn, que também não conheço pessoalmente nem por metragem nenhuma, guardo-lhe uma salva de palmas pelos trabalhos realizados em pról do desenvolvimento cultural do Estado, mas, reservo-lhe uma grande lamentação por não ter lavado as maõs do Professor Cinéas quando o mesmo pediu. A história é a seguinte(sobre o encontro dos dois fenômenos culturais):o Marcelo encontrou-se com o Cinéas e disse:-Professor, lave meus pés!;O Cinéas respondeu:-claro mestre Evelin, mas depois o senhor lavará minhas mãos?!
Quem conhece o Marcelo Evelin(e eu não o conheço!)imagina a resposta do mesmo, que foi a seguinte:(Marcelo para o Cinéas)-não, professor!
Então, meus amigos, paciência!Por mais que queiramos ou não aparar arestas ou buracos abertos, e essa é a minha opinião, sempre que se chegar perto do Professor Cinéas, jamais se esqueçam de primeiro, dirigirem suas atenções aos pés deles, pois, ele merece!Estou contigo Professor Cinéas Santos, assim como estaria com todos aqueles que já percorreram caminhos que nem sei se alcançarei um dia......
sou Valdinar Filho;Professor da UESPI;doutorando pela UFF-RJ;historiador da cultura sem mais adjetivos e admirador do comum, do previsivel e do óbvio ululante, ou seja, um sujeito ordinário, é o que sou!E quem não é?
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