sábado, 12 de novembro de 2011

Castelo de Ogier

Há 32 anos, um homem simples deu início
à construção de um castelo medieval no Piauí.
"O sonho como pilar de uma existência"


Sexta-feira: uma tarde quente de abril. Às 15h saímos da redação em busca do Castelo de Ogier. A sua existência não me era estranha; já havia assistido a algo na TV, lido um pouco sobre o assunto. Mas nunca imaginei que o cenário que se descortinaria, à minha frente, logo mais, pudesse me causar tamanho impacto: um misto de humildade e de admiração extrema: como se, derrepente, passasse à personagem dessas revistas antigas, onde o mocinho parte em busca de uma cidade perdida, em meio à densa selva tropical.

BR 343 (seguindo para Altos) indicando o caminho do Castelo.

Seguindo pela Br 343, depois de parar em bares e botecos em busca de informações sobre o Castelo de Ogier - também conhecido como Castelo de Ogê -, chegamos ao km 325 e, seguindo as orientações recebidas do senhor Edson, simpático proprietário do restaurante que fica próximo à primeira linha de trem (Teresina - Altos), entramos pela esquerda por uma estrada de piçarra contornada por impressionante arvoredo. Depois, um pouquinho adiante, avistamos a placa Mistérios do Piauí, patrocinada pelo Sebrae, indicando o caminho a seguir. Aos poucos, distanciando do perímetro urbano, fomos ficando isolados do resto do mundo: confesso que estava ansioso pelo destino programado. Aqui e ali surgia alguém de bicicleta, caminhando ou mesmo parado - conversando sob a sombra convidativa para um descanso.

Chegamos numa encruzilhada, com umas poucas casas. Do lado direito, tem o barzinho do seu Marcondes (à direita, na foto), ali instalado há mais de 37 anos. Tem jogos de sinuca e bebidas para todos os gostos. Seu Marcondes viu o início da construção do Castelo de Ogier e diz que muito se beneficia com ele, porque os carros estão sempre fazendo parada em seu bar, com os curiosos deixando "um dinheirinho até bom".

Do lado esquerdo, fica o cemitério da Gávea. Sem uma pracinha no local, os rapazes e as moças marcam encontro lá dentro. "Os mortos não se importam, não comentam nada", dizem sorrindo.

Fincada num poste, uma placa indica que para se chegar ao castelo é só seguir adiante. Como a estrada se bifurca e a placa está no meio, resolvemos não perguntar e tomar a direção da esquerda. Após um quilômetro, de muita poeira e sol forte, resolvemos indagar a rapaz que passava pedalando lentamente, sem nenhuma pressa: "Olha, vocês entraram na estrada errada. Aqui vai para Santa Teresa. O Castelo de Ogier fica para a direita. Vocês terão que voltar", respondeu, para o nosso desconforto. Retornamos e partimos em busca do castelo, com a certeza de, agora, estarmos no rumo certo.

Passamos pela chácara do dr. William Palha Dias, com o pátio repleto de pavões se exibindo para a câmera do fotógrafo Raoni Barbosa. O dr. William Palha Dias, além de juiz de direito, é escritor, membro da Academia Piauiense de Letras, com diversos livros publicados.

Do lado esquerdo, uma capelinha dedicada à Nossa Senhora da Conceição, mandada construir pelo dr. William Palha Dias, que é um homem muito religioso. Jerry Adriani, o encarregado da chácara, diz que quando tem missa na capelinha, além da família, os vizinhos são convidados.

Descendo um pouco, nos deparamos uma pontezinha, por onde passam as águas do olho d'água que nasce ali perto. O banho é convidativo. A paisagem é um esplendor, como, aliás, é toda a paisagem do percurso. Verde, muito verde por toda a parte.

Aos poucos os indícios de civilização foram desaparecendo, os buracos surgindo a todo instante e as árvores pareciam querer impedir a nossa passagem. Nosso carro, um Clio cinza, com muita dificuldade vai vencendo os obstáculos. Em alguns trechos tivemos de parar, certos de que estávamos num beco sem saída: que nada, afastando alguns galhos seguimos caminho.

Passados nove quilômetros, surge em meio a muitas árvores um imenso portal de pedra. Chegamos ao nosso objeto de procura: O castelo de Ogier. Tudo é muito estranho, mas é no interior do nordeste que símbolos medievais surgem ainda com mais força. Pensei: "o sertão e os seus mistérios". Por momentos, ficamos a olhar aquele pórtico monumental: impossível não se deixar levar pela fantasia: é como se nos deparássemos com um quadro saído dessas revistas antigas que remetem a lugares encantados, espetacularmente escondidos sob o véu do tempo.


O encontro - Descemos do carro, encabulados: nenhum ser humano, apenas algumas vacas que pastavam ao largo, em companhia de algumas galinhas.

Nas proximidades, no lado esquerdo dois casebres. No lado direito, fica a Casa de Farinhada Nossa Senhora da Conceição, que uma das irmãs do senhor Ogier, dona Maria de Lourdes, devota da santa, toca com arte e bom gosto. A mandioca, ela mesmo planta, arranca e descasca. Aliás, sozinha ela faz tudo. A farinha que ela faz é muito procurada na região e é vendida, também, no comércio que a sua filha Rosimere mantém na Rua Des. Pires de Castro, perto do Senai, em Teresina.

Ao lado do comércio de Rosimere fica a casa que o senhor Ogier construiu para os pais dele - José e Maria da Conceição Brasil. A casa é conhecida como o "Castelinho de Ogier".

Após alguns minutos, sem bem saber o que fazermos, surge em nossa direção, saído de um dos casebres, um homem sem camisa: 1,50 m, 50 kg, negro, cabelos brancos, usando apenas uma velha calça marrom. Fomos ao seu encontro: "Boa tarde, nós queríamos falar com o senhor Ogier". Com um sorriso tímido, respondeu: "Sou eu mesmo, mas vou colocar uma camisa". Retornou ao seu casebre. Enquanto o fotógrafo Raoni Barbosa e o motorista Jailton desapareciam pela vereda que leva ao castelo, fiquei aguardando aquele homem franzino, tímido. Passaram-se 15minutos: 16h. Estava meio impaciente e, ao mesmo tempo, preocupado com os companheiros que desapareceram em meio ao arvoredo.

Ogier reaparece fumando e com uma pequena vasilha coberta com papel. Jailton e Raoni voltaram. Ogier recomenda-nos a irmos de carro: mil metros separa o portal do castelo. O portal, em estilo clássico romano, tem 7 metros de altura por 21 de largura. É guarnecido com dois leões babilônicos, com cara de gente, bigode e barba, asas e cinco pernas. No meio, ficava a estátua da deusa Diana, mas tombou lá de cima. Outra já está sendo providenciada. Entramos. O cheiro forte de fumo toma conta do carro: sem cerimônias peço para descer os vidros do carro. Ogier começa a conversar, lembrando que o visitante paga R$ 2,00 e se for fotografar tem de desembolsar R$ 10,00.

Um morro de, aproximadamente, 50 metros de altura surge às nossa frente: um novo pórtico ladeado por duas esfinges indica a entrada do castelo. Jailton assegura que o carro não consegue chegar até o pé da escadaria: "Moço, eu garanto que sobe", diz Ogier. Jailton prefere não arriscar: subimos a pé. Cansados, chegamos ao alto. Por entre algumas paredes do castelo - ainda com muito por fazer -, Ogier ergue os braços, explicando todos os cômodos, as torres que serão erguidas e os jardins que ocuparão espaços significativos da construção.

No começo das escadarias podiam ser vistos dois leões ingleses, de 2 metros e 20 centímetros de altura, pesando 700 quilos cada. Um dos leões também tombou por conta da força de uma ventania, mas ele já está providenciando nova esculta.

Chamo a atenção para um tanque, em meia lua, cheio de água da chuva: "Seu Ogier, a dengue mora aqui ou então está passando férias", digo. Ele sorri e ressalta: "Não senhor, esse tanque, na verdade é minha piscina meia lua, para eu tomar banho, mas é de cuia, porque não gosto de mergulhar", argumenta, frisando que ali será o jardim particular, onde pretende passar a maior parte do dia.

O miado de um gato faz Ogier apertar o pequeno embrulho que não largou, por instantes sequer: "É um gato que eu crio; aqui é a comida dele", diz, entrando num pequeno compartimento. Abre um velho fogão e tira o animal do forno: "Ele mora aqui", explica. Depois de alimentar o gato, senta-se numa velha rede.

"Eu fico aqui, por muito tempo. Gosto daqui", diz, mostrando um quadro onde está ao volante de um cadilac, em São Paulo. "Este carro é uma réplica do MP Lafer "Eu ganhei muito dinheiro; mas utilizei tudo aqui no castelo", diz, enquanto aponta para os santos espalhados no local: "Ali é o Anjo da Guarda", apressa-se para explicar. O MP Lafer foi apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de 1972, tendo sua fabricação em série iniciada em 1974 e encerrada em 1988, porém, a comercialização das últimas unidades se estendeu até 1990. Ogier fala com entusiasmo, enquanto - esfomeados, sem comércio pelas proximidades -, tratamos de comer todas as goiabas maduras, e até algumas ainda verdes, para tentar, pelo menos, enganar a fome que tomava conta de todos nós. Dizendo fumar três carteiras de cigarro por dia, Ogier diz que vai nos levar para ver seu carro - ainda guardado na tosca garagem do casebre. Custamos acreditar que pudesse ser verdade. Mas o que pensávamos ser um delírio, ao retirar um arame que serve de segurança para a porta da garagem, aparece como que saído de um túnel do tempo: o MP Lafer, todo original, embora danificado pela falta de cuidados.
Explorando a obra - Ogier nos convida a andar pelo castelo, mostrando a imensidão verde. "Ao redor disso tudo haverá uma muralha com dez metros de altura e 285 m de comprimento. Tudo será cercado de água, como nos castelos europeus", observa. Entusiasmado, ele faz alguns cálculos de cabeça, contando nos dedos o número de torres e das dependências do prédio, saindo-se com essa certeza: "Com R$ 5 milhões eu termino esse castelo". Os olhos de Ogier brilham: impossível desassociá-lo de qualquer pedra do castelo. Os dois se completam, como se um - não pudesse existir sem o outro: uma energia os torna único, indivisível.

A planta da construção, que só existia na imaginação de Ogier e que agora ele a faz em maquete de barro, tem uma área de 1.370 m2 dividida em 28 quartos, salão de baile, salão de reunião, biblioteca, jardim particular e piscina. Um templo grego, dedicado a Deus, uma capela em honra a Nossa Senhora de Lourdes e uma gruta com a estátua de São Francisco de Assis completam o castelo que, no alto da escadaria terá uma escultura do Colosso de Rodes - uma das sete maravilhas do mundo antigo -, com seis metros de altura. As paredes devem chegar a 40 metros de altura.

Perguntado como fará para arrecadar os R$ 5 mi que faltam para o término do prédio, Ogier não titubeia: "Já estou entrando em contato com políticos. Alguns engenheiros têm vindo por aqui e observado a obra", diz, acrescentando que "se me ajudarem a fazer o castelo, depois que eu morrer eles podem fazer dele o que quiserem".

Apontando para a escada piramidal invertida - porque larga em cima e estreita em baixo -, no centro da construção, ele afirma: "Eu só quero ter o prazer de passar meus últimos anos de vida, aqui, passeando no meu castelo", sorri.

O sonhador - Olhando para uma mureta - que um dia deverá ser uma grande muralha -, Ogier da Silva, 68 anos, fala de sua vida, do sonho que o levou à determinação de construir o seu castelo. Nascido no dia 9 de agosto de 1944, em Massapê, no Ceará, fora criado lendo os famosos romances capa e espada, que embalaram a vida de muitos adolescentes de seu tempo. Seus heróis preferidos eram Ivanhoé e Robin Hood. O primeiro, pela vivência nos castelos da Idade Média. "Eu adorava ler sobre Ivanhoé, assistir a filmes que mostravam os castelos medievais", conta, iluminando a visão: "Aos 15 anos, eu falei para meu pai que um dia teria um castelo", assinala. Segundo ele, ninguém acreditava em suas palavras, "porque achavam que eu nunca iria poderia concretizar esse sonho". Robin Hood pela liberdade que levava pela floresta, lutando contra a exploração dos ricos. Aos 18 anos, ele vai para o Rio de Janeiro, com passagem dada pelo governador do Rio Grande do Sul, engenheiro Leonel de Moura Brizola, que se encontrava, na ocasião, no Palácio de Karnak, num reunião de governadores em Teresina. Lá trabalhar em tudo o que aparecesse. "Trabalhei na construção civil, como pintor, até entrar no ramo do baralho, do cigarro e do uísque, quando eu passei a ganhar muito dinheiro." Morou no Rio de Janeiro seis anos e seis meses, quando se transferiu para  São Paulo e montou a empresa Valete Azul. "Em São Paulo aprendi a reformar baralhos, revendendo e ganhando muito dinheiro. Montei a firma Valete Azul e cheguei a ter muitos empregados. Eu comprava cerca de 8 por cento de toda a produção da fábrica Copagre para revender aos casinos, clubes e jogadores particulares. Eu lucrava, em média, 90 mil reais por mês. Mas, eu continuava a acalentar o meu sonho de construir o meu castelo. Foi então que comprei esta fazenda, a São Bento, onde moro com minha irmã Maria de Lourdes e o marido dela, o Francisco das Chagas Marques, que trabalha no setor de manutenção da Assembleia Legislativa do Piauí", acentua. Ele viveu 25 anos fora do estado, entretanto resolveu retornar - com suas economias - para realizar o sonho, começando a construir o castelo em 1979. "Aqui, eu já gastei mais de R$ 700 mil", afirma. Depois de trabalhar dois anos e meio, com vários ajudantes, ele decide voltar para São Paulo. "Fui em busca de ganhar mais dinheiro para empregar no castelo. Porém, os tempos eram outros e não deu mais".

Passados 15 anos, o castelo em total abandono, seu Ogier resolve que a concretização de seu sonho é o que o move a trabalhar. "Voltei para ficar. Já escolhi, inclusive, o local onde serei enterrado, diz apontando para uma árvore em cima de um morro que circundeia o castelo. Investi tudo que tinha neste local. Não posso e nem quero mais sair daqui. Hoje tenho uma ajuda do Governo Federal no valor de R$ 500,00, mas quando posso compro cimento e continuo a obra", informa".

A água ele traz lá de baixo, empurrando um carrinho de mão, cheio de garrafas de dois litros de refrigerantes. São quase 2 km de percurso, com um morro de 50 metros de altura, onde fica o castelo. É um esforço surpreendente para uma figura tão, aparentemente, frágil. "Há muito que almejo fazer um poço tubular aqui em cima, mas até o presente momento não deu. Mas, tenho esperança de poder fazê-lo, porque, então, eu poderia plantar fruteiras e cuidar melhor do jardim que irei fazer na porta do castelo".

Outro problema que ele enfrenta também é a falta de energia. "Quando passaram os postes lá em baixo, fora do portão do Castelo, eu não morava ainda aqui e os técnicos disseram para a minha irmã Maria de Lourdes, que mora numa casinha de palha lá em baixo com o marido dela, o Francisco Marques, que não podia botar energia para o castelo porque não tinha morador nele. Mas, agora estou morando no castelo e já estou inscrito no programa Luz para Todos. Um dia, com a graça de Deus, teria água e luz aqui. Então, tudo será mais fácil para mim".

Às 17h20m descemos o morro. Ele alerta, no final, que para fazer qualquer reportagem a equipe deve desembolsar R$ 50,00. Depois, volta atrás e diz que "se me derem o jornal tá bom demais", lembrando gostar muito de O DIA. Entretanto, diante da situação, do heroísmo de Ogier, resolvemos sacar os R$ 50,00. Ficamos temerosos da cobrança pelas goiabas, mas a "despesa" ficou por conta dele.

Mostrando-se amigo e receptivo com nossa equipe, Ogier faz um pedido comovente: "Em 2008, quero entrar no meu MP Lafer, inaugurando o castelo. Você é meu convidado especial para a solenidade. Na oportunidade abrirei um vinho especial da minha adega (na foto) para comemorarmos com gala". Deixamos o local, calados, iniciando o retorno a Teresina. Durante todo o percurso pensei no que vira e ouvira. A firmeza do propósito daquele homem simples, quixotesco, e a certeza da realização de um sonho cultivado por toda a vida me comoveram.

Os castelos - Durante a Idade Média (séculos V ao XV) a Europa foi palco da construção de milhares de castelos. Nesta época da história, as guerras eram muito comuns. Logo, os senhores feudais, reis e outros nobres preocupavam-se com a proteção de sua residência, bens e familiares. Durante os primeiros séculos da Idade Média (até o século XI, aproximadamente), os castelos eram erguidos de madeira retirada das florestas da região. Seu interior era rústico e não possuía luxo e conforto.

Foi a partir do século XI que a arquitetura de construção de castelos mudou completamente. Eles passaram a ser construído de blocos de pedra. Tornaram-se, portanto, muito mais resistentes. Estes castelos medievais eram erguidos em regiões altas, pois assim ficava mais fácil visualizar a chegada dos inimigos. Um castelo demorava, em média, de dois a sete anos para ser construído.

Em volta do castelo medieval, geralmente, era aberto um fosso preenchido com água, como o senhor Ogier no mostra que irá fazer. Só está esperando, agora, as águas das chuvas, que descem dos morros vizinhos, para que ele possa represá-las. Esta estratégia era importante para dificultar a penetração dos inimigos durante uma batalha. Os castelos eram cercados por muralhas e possuíam torres, onde ficavam posicionados arqueiros e outros tipos de guerreiros. O calabouço era outra área importante, pois nele os reis e senhores feudais mantinham presos os bandidos, marginais ou inimigos capturados.

Como o castelo medieval era construído com a intenção principal de proteção durante uma guerra, outros elementos eram pensados e elaborados para estes momentos. Muitos possuíam passagens subterrâneas para que, num momento de invasão, seus moradores pudessem fugir.

O castelo era o refúgio dos habitantes do feudo, inclusive os camponeses (servos). No momento da invasão inimiga, todos corriam para buscar abrigo dentro das muralhas do castelo. A ponte levadiça, feita de madeira maciça e ferro, era o único acesso ao castelo e, após todos entrarem, era erguida para impedir a penetração inimiga.

Por dentro, o castelo medieval era frio e rústico, ao contrário do luxo mostrado em muitos filmes sobre a Idade Média. Os cômodos eram enormes e em grande quantidade. O esgoto produzido no castelo era, geralmente, jogado no fosso.


2 comentários:

Márcia Torres disse...

Que história fascinante...

Kenard Kruel disse...

como minha eterna princesinha, a convido para uma estada triunfal no castelo de ogier. não se deixe de mim. com fé esperança e amor, beijos kenardianos.