terça-feira, 29 de junho de 2010

Lei A. Tito Filho

Kenard Kruel segunda Leornardo de Gervásio Santos.
Foto: Renata Pitta.

Estive na Lei A. Tito Filho, da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, buscando explicação para ficar convencido da não aprovação de nenhum dos livros que apresentei pelos conselheiros da mesma. E apresentei cinco livros, que julgo importantes para a história da literatura brasileira de expressão piauiense. Fiquei estarrecido com o que ouvi. "A orientação é, pelo curto dinheiro que temos, apenas 500 mil reais, aprovar os projetos de menor valor para que sejam em maior número os contemplados", disse-me um graduado da Lei. Projeto acima de 20 mil reais, nem que seja o melhor do mundo, fica com pouca chance de ser aprovado. Os meus livros giram em torno de 30 mil reais. Um livro apresentado, ou sob a proteção editorial do Amaral, que é melhor do que sexo com farinha d'água, também não passou porque passou da casa dos 20 mil reais. Desse jeito não dá, Deoclécio Dantas!
Mais sorte teve o meu irmão historiador e professor Gervásio Santos, que apresentou o Leonardo de Carvalho Castello Branco, livro de menos de 20 mil reais, e foi aprovado. E aqui, boto a mão no fogo: o livro e barato mas é bom. Quero dizer com isso, que a Lei não tenha aprovado bons projetos. Aprovou e está aprovado. Mas, esse não é um critério que se deva aceitar assim sem mais nem menos. Por conta da chiadeira do ainda presidente Cineas Santos, o prefeito Elmano Ferrer mandou o César Veloso, filho do saudoso governador Djalma Veloso e secretário das Finanças da Prefeitura de Teresina, repassar mais 100 mil reais para a Lei, que irá repescar alguns projetos para dar resultado dos aprovados em julho. Como a esperança para mim não morre, estou torcendo para que um dos cinco livros seja aprovado nesta repescagem. Quem sabe! De quebra, o prefeito Elmano Ferrer mandou aumentar de 500 mil para 1 milhão de reais a verba da Lei para o próximo edital, que deverá sair em novembro deste ano, mais ou menos. Neste andar da carruagem, pode ser que o valor de aprovação, se não dobrar, como dobrou a cota, pelo menos fique de 30 mil para baixo. Então, projetos que também são bons, poderão ter a sua veizinha de aprovação na Lei A. Tito Filho, é o que espero comendo manga verde nos Altos de João de Paiva.

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