sexta-feira, 3 de abril de 2009

Heráclito Fortes e o abuso de poder

Jornalista Arimatéia Azevedo prestando depoimento ao delegado Fernando Carvalho, acompanhado do advogado Gabriel Furtado (terno).

Os jornalistas Arimatéia Azevedo e Flávia Rocha, prestaram depoimentos hoje de manhã (3), na sede da Polícia Federal, em Teresina, em inquérito aberto por determinação do Ministério Público para apurar suposto crime de calúnia contra o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

O senador entrou com representação junto à Procuradoria da República no Piauí contra os dois jornalistas, porque se sentiu ofendido com matéria postada no Portal AZ que divulgava a liberação de suas emendas parlamentares para a melhoria e ampliação de aeroportos no interior do Estado. Na matéria, Arimatéia Azevedo disse que Heráclito procurava ampliar os aeroportos do Estado, usando dinheiro público, para poder descer em seu avião particular e nos jatos que lhe são cedidos por empresas privadas, uma delas, de Daniel Dantas. Foi apurado que Heráclito teria feito mais de 50 vôos para o Piauí em avião do banqueiro condenado pela Justiça.

O depoimento dos jornalistas Arimatéia Azevedo e Flávia Rocha foram tomados pelo delegado da Polícia Federal Fernando Cruz de Carvalho, na sede da superintendência. No depoimento, Azevedo disse que não ofendeu o senador, apenas registrou a informação sobre as intenções do parlamentar de usar o governo para, com dinheiro de suas emendas, melhorar a situação dos aeroportos.

Intimidação - O senador Heráclito Fortes vem tentando a todo custo intimidar os jornalistas no Piauí e agora entra com representações na Justiça Federal, por se considerar um ‘ente federal’, na qualidade de senador. Ele também ingressou com processo contra Arimatéia Azevedo na justiça comum, em Teresina.

Em agosto do ano passado, Heráclito entrou com uma representação na Justiça Federal e no Ministério Público, alegando ter sido ofendido na honra, em matéria publicada no Portal AZ, que dizia que ele constrangia os desafetos no Piauí. O procurador da República Wellington Bonfim determinou o arquivamento de tal representação porque não viu nenhuma ofensa ao senador.

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