sábado, 18 de abril de 2009

Genu Moraes, imortal aos 82 anos de idade


Genu Moraes e seus pares na Academia de Ciências.
Foto Kenard Kruel.

Maria Genovefa de Aguiar (Genu Moraes) nasceu a 15 de fevereiro de 1927. As primeiras letras aprendeu com a mãe, Gracy Lopes. Depois foi estudar com Maria Dina Soares, figura de mestra das letras e da música, ingressando, em seguida, no Colégio das Irmãs, onde as rezas prolongadas e o rigor da disciplina levaram-na a solicitar de seu pai o desligamento do colégio. Passou a estudar no Grupo Escolar Barão de Gurguéia, que tinha como professoras Odete Batista, irmã de Jônatas Batista, um dos fundadores da Academia Piauiense de Letras, Dagmar Rosa, filha do governador Miguel Rosa, e a prima Nair, filha do governador Antonino Freire, e esposa do des. Pedro Conde. Estudou em Belo Horizonte, no Colégio Izabel Endrix. Terminado o curso científico, seguiu para o Rio de Janeiro, onde faria o pré-vestibular, mas desistiu de prestar o concurso.

Ganhou de presente do pai um automóvel importado dos Estados Unidos, que logo aprendeu a dirigir com desenvoltura. Ao retornar, com o carro, provocou os mais diversos comentários ao fazer passeios com rapazes por todos os lugares de Teresina.

Foi noiva do João Mendes Olímpio de Melo, filho do governador Matias Olímpio de Melo, mas findou o compromisso porque ele era muito ciumento.

Casou-se a 9 de agosto de 1947, no Rio de Janeiro, com Antônio Moraes Correia, de tradicional família parnaibana, dona da Moraes S. A, educado nos Estados Unidos. Após o casamento, o casal foi foi residir em São Luís, cidade onde se realizou, pelas grandes amizades conquistadas e pelo sucesso nos negócios do seu marido, que tinha empresa de importação até de avião. Antônio Moraes Correia, membro do Rotary e de outros clubes de igual importância, era inserido nos mundos intelectual e político, que a esposa freqüentava com a mesma desenvoltura.

Genu Moraes foi a vereadora mais votada de São Luís. Jornalista, iniciou-se n’O Imparcial, sediado num sobrado da Rua Afonso Pena e dirigido pelo jornalista José Pires de Saboya, onde assinava a coluna Em Sociedade. Foi a primeira mulher no Brasil a ser presidente de Sindicato de Jornalistas. Ela era vice do presidente Othelino Nova Alves, que foi assassinado por um delegado de polícia, em plena Praça João Lisboa (Largo do Carmo), por ter denunciado contrabando de uísque e de café no Maranhão. Foi presidente da ADAPI - Associação das Damas de Assistência e Proteção à Infância, em São Luís (MA).

Cercada de governadores por todos os lados (Visconde da Parnaíba, o Manoel de Souza Martins, José Pereira Lopes -avô, Antonino Freire da Silva - tio, Eurípides de Aguiar - pai, João de Deus Pires Leal, o Joca Pires - tio), foi chefe do Cerimonial do Palácio de Karnak nos governos Alberto Silva e Francisco de Assis Moraes Souza, o Mão Santa (seu sobrinho).

Genu Moraes e Antônio Moraes Correia tiveram os filhos: Jozias, Lídia e Lúcia de Moraes Correia.

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