domingo, 29 de março de 2009

Miran


Miran é um dos maiores artistas gráficos do mundo. Mestre dos mestres, esse menino de Paranaguá é o editor da revista Gráfica, que estará representando a arte editorial do Brasil na exposição Design Brasileiro Hoje-Fronteiras no Museu de Arte Modena (SP) MAM - entre os dias 2 de abril e 28 de junho de 2009.

Dia 29 de março, que presente você daria para Curitiba nos seus 316 anos?
O antigo clima, quando os dias considerados mais quentes não passavam dos 25.ºC, trazendo de volta os mais frios dos invernos.

Curitiba, em três tempos: que lhe dá tristeza, saudade e alegria?
Tristeza em ver todo mundo vindo para cá, trazendo os erros das suas cidades de origem. Saudade da forte neblina noturna na Rua das Flores e seus tambores ao fogo, com pinhão. Alegria em ver a cidade crescer formosa ainda, mesmo com seus defeitos urbanos.

A mais bonita paisagem de Curitiba:
Da janela do meu estúdio, onde vejo a Fonte de Jerusalém, o Batel e arredores.

Uma rua da cidade:
A Rua XV, do início ao fim.

Um curitibano da cepa:
Poty Lazzarotto, que colocou o grafismo no concreto. Nos dois sentidos.

Uma curitibana da gema:
Helena Kolody, sempre!

Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito:
Descer a serra de trem, comer bolinho em Banhados e passear nas ruas da minha velha Paranaguá.

Serra abaixo ou serra acima?
Continuo descendo e subindo

Um sábado de chuva: Desligar o PC e a TV e abrir todos os livros de artes gráficas que coleciono. Em uma das mãos, um bom vinho do Porto.

Um domingo de sol:
Sentar relaxado na borda da “Fonte de Jerusalém” e ler o jornal após o café da manhã, rico, caseiro, que só a Gui sabe fazer.

O que você não dispensa no inverno?
Andar a pé pela Avenida Batel, vestindo um alinhado e confortável sobretudo.

O que você não dispensa em qualquer estação do ano?
Um copo de um bom whisky. Dose dupla, por favor...

O que é muito bom fazer sozinho?
Tomar um banho de imersão.

Uma música para ouvir hoje:
I’ve Got You Under My Skin, no magistral dueto de Frank Sinatra e Bono.

Um livro na cabeceira:
Punidos Venceremos, do Fraga. É o único livro que me ajuda a levantar bem humorado.

Um filme para não esquecer:
E La Nave Va, de Federico Fellini.

Um retrato na parede:
O auto-retrato do Steinberg, que me foi presenteado por ele em 1988.

Um lugar para iniciar o fim de semana:
Na casa das filhas, com os genros e aperitivando, é claro.

O jantar no sábado:
Jantar em um dos 2 ou 3 razoáveis restaurantes dançantes da cidade. Dançar para mim e a Gui, é premordial.

O almoço de domingo:
Em paz, somente eu a Gui.

Uma receita de estimação:
Filé à Parmegiana, com os segredos da família Ortolani.

Uma sobremesa:
A única, a brasileira banana frita com canela e açúcar.

Saudades de um sábado qualquer:
Sábado de férias na infância, quando eu subia para Curitiba e perdia o dia no Cine Curitiba.

Uma viagem:
Lugano (no Cantão Italiano), visitando o meu amigo e arquiteto Mario Botta.

Noite de domingo, o que lhe parece?
Dependendo do horário, a “agenda” tem que ser encontrada, urgente!

Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça?
Arrumar a cama. É uma das minhas tarefas caseiras.

O que assusta embaixo da cama:
O carnê do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Uma frase sobre Curitiba:
Quem sou eu para formar uma bela frase? Portanto, empresto quatro linhas de uma estrofe do Hino Oficial de Curitiba: “Pela ridente paisagem / Pela riqueza que encerra, / Curitiba tem a imagem / Dum paraíso na terra.”

Dante Mendonça (28/3/2009) O Estado do Paraná.

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