Geraldo Brito. Foto: Kenard Kruel.
Oeiras, 04 de março de 2009
À minha amiga Rosa Magalhães (Oda Mãe)
Querido Geraldo Brito:
Se estivéssemos num tribunal e se fosse um crime você ter sido o mais assíduo freqüentador do Bar Nós e Elis em toda a existência dele, as provas testemunhais da prática delituosa teriam tal magnitude que seria impossível você negar o delito praticado. De dez em dez listas espontâneas de freqüentadores do “Nós e Elis”, em todas seu nome figura entre a três primeiras pessoas lembradas.
Todos sabemos, porém, que não se trata de uma condenação: as pessoas que o “acusam”, apesar de uma outra brincadeira em nada ofensiva, o fazem com o maior carinho e respeito pela sua ilustre figura. O que se ouve, reiteradamente, entre os freqüentadores saudosos do “Nós e Elis” é a expressão “O Geraldo sabe de tudo. E com detalhes”.
Aí você me aparece contando três causinhos não sei se achando que, com isso, vai acalmar “as feras”. Pior, apesar de minguados, todos eles muito bem escritos, o que põe por terra os argumentos dos que dizem que “Não escrevem porque não sabem escrever”. Pelo menos no seu caso não funciona!
Na última manifestação publicada hoje no “Portal do Sertão”, escrita pela Vera do Elias, certamente não é à toa que ela escolheu você para, em seu nome, homenagear todos os músicos que passaram pelo Bar.
Geraldo, você é um artista, aliás, um grande artista, patrimônio do Piauí. Não sei, você nunca me disse, o que acha do “Projeto Nós e Elis”. Sou capaz de apostar todos os meus pauzinhos, no entanto, que não é contra ele. Apenas, talvez, indiferente ou, mais provavelmente, ainda não sentiu firmeza no projeto. É aí que eu digo: enquanto GB não entrar de cabeça na empreitada ninguém vai conseguir sentir firmeza total nele, por mais que prospere. Por isso eu te peço, encarecidamente, escreva uma crônica condizente com as expectativas que todos nós temos a seu respeito, supere a preguiça ou eventuais barreiras emocionais. Quando o livro estiver publicado, você será um de seus principais personagens, o maior que ainda se encontra vivo. Esta vaidade não te atinge nem um pouquinho? Pense nisso!
Beijos e abraços do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS: Não precisa nem responder, basta apenas escrever.
Querido Geraldo Brito:
Se estivéssemos num tribunal e se fosse um crime você ter sido o mais assíduo freqüentador do Bar Nós e Elis em toda a existência dele, as provas testemunhais da prática delituosa teriam tal magnitude que seria impossível você negar o delito praticado. De dez em dez listas espontâneas de freqüentadores do “Nós e Elis”, em todas seu nome figura entre a três primeiras pessoas lembradas.
Todos sabemos, porém, que não se trata de uma condenação: as pessoas que o “acusam”, apesar de uma outra brincadeira em nada ofensiva, o fazem com o maior carinho e respeito pela sua ilustre figura. O que se ouve, reiteradamente, entre os freqüentadores saudosos do “Nós e Elis” é a expressão “O Geraldo sabe de tudo. E com detalhes”.
Aí você me aparece contando três causinhos não sei se achando que, com isso, vai acalmar “as feras”. Pior, apesar de minguados, todos eles muito bem escritos, o que põe por terra os argumentos dos que dizem que “Não escrevem porque não sabem escrever”. Pelo menos no seu caso não funciona!
Na última manifestação publicada hoje no “Portal do Sertão”, escrita pela Vera do Elias, certamente não é à toa que ela escolheu você para, em seu nome, homenagear todos os músicos que passaram pelo Bar.
Geraldo, você é um artista, aliás, um grande artista, patrimônio do Piauí. Não sei, você nunca me disse, o que acha do “Projeto Nós e Elis”. Sou capaz de apostar todos os meus pauzinhos, no entanto, que não é contra ele. Apenas, talvez, indiferente ou, mais provavelmente, ainda não sentiu firmeza no projeto. É aí que eu digo: enquanto GB não entrar de cabeça na empreitada ninguém vai conseguir sentir firmeza total nele, por mais que prospere. Por isso eu te peço, encarecidamente, escreva uma crônica condizente com as expectativas que todos nós temos a seu respeito, supere a preguiça ou eventuais barreiras emocionais. Quando o livro estiver publicado, você será um de seus principais personagens, o maior que ainda se encontra vivo. Esta vaidade não te atinge nem um pouquinho? Pense nisso!
Beijos e abraços do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS: Não precisa nem responder, basta apenas escrever.
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Caríssimo Joca,
Conheço Geraldo Brito há alguns anos e nunca observei, nesse convívio, traços de vaidade. Pelo contrário: do pouco que sei sobre ele (em comparação aos amigos de longa data), arrisco dizer que GB é excessivamente tranquilo e até um tantinho desligado. Talvez seja charme. Talvez eu esteja enganada. Mas o que mais gosto nele, além do inegável talento, é justamente essa calmaria, como se não tivesse consciência da sua importância para a cultura piauiense. Uma característica admirável, porque ao contrário de algumas "estrelinhas" de menor grandeza, Geraldo Brito não "se acha". Ele "é". Acredito que o Projeto Nós&Elis tem tudo para dar certo e que valem a pena todos os esforços para alimentar o coro dos contentes. Fica aqui o meu reforço às suas palavras e um pedido: GB querido, vamos nessa??? Beijos! Rosa Magalhães.
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Joca, Rosa, demais meninos e meninas que fazem, como o Geraldo, sem as honrarias dos grandes alardes, um Grande Piaui. Concordo em número, grau e gênero com tudo o que Rosa diz. Posso atestar, com firma reconhecida, o pouco que ela fala do "GB". Vi, ouvi e convivi com ele e tantos outros talentos, às vezes anônimos, que suaram e sofreram sem espaço e sem atenção para que sejamos o que somos hoje: um destaque na cultura nacional. Abraços, do Luiz Augusto Prado.
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