quarta-feira, 7 de outubro de 2009

poesia, pois é, poesia!

Paulo José Cunha

A sala dentro da moça é mais clara
Desinvente o salto na flor do instante
Deixe o cavalo de fogo alumiar as veredas

O sal dessa lembrança vem do mais profundo
Onde Isabel esqueceu os olhos verdes
Bem onde dormiam as sementes das coisas

A saudade é minha mão enxugando lágrimas
No pânico da tua serena ausência

Ao som de uma canção antiga
Roupas ao chão, teu corpo de pura luz
Mostra-me dois beijos perdidos

Ninguém ouve esta cantiga
Nem escuta a minha dor


Climério Ferreira

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